segunda-feira, 28 de abril de 2014

Capítulo 14

Quando Henrique chegou ao quarto de Dadi ela já estava com as malas prontas, ela olhava para o quarto se despedindo dele, o velho francês entra e vê as malas e olha pra Dadi que chorava em silêncio e ele diz...


Henrique: O que tá acontecendo aqui eu posso saber?


Dadi: Eu já estou indo embora...


Henrique: Eu sou o dono dessa casa e mesmo assim eu sou o último, a saber?


Dadi: Depois de tudo o que eu revelei acho que é o melhor a ser feito...


Henrique: Você nunca perde a mania de querer decidir tudo por mim...


Dadi: O senhor também disse que seria melhor eu ir embora eu pensei e concordei com o senhor.


Henrique: O que foi tá com febre, você nunca concorda comigo achou de concordar agora?


Dadi: Dr. Henrique eu sei que o que eu fiz foi muito grave e não pretendo fazer o senhor conviver comigo contra a sua vontade.


Henrique: Mas se isso foi o que você sempre fez na vida, agora eu já estou acostumado não reclamo mais de ter que conviver com você sua velha chata.


Dadi: Eu sei que o senhor fala assim, mas vai adorar se livrar de mim.


Henrique: E quem vai cuidar de mim? Me proibir de fumar, de beber, você não vai ficar com a consciência pesada sabendo que eu vou fazer tudo o que o médico disse que eu não posso fazer?


Dadi: Agora o senhor tem uma filha e eu acredito que ela vai vir pra cá e assumir a responsabilidade da casa e a do senhor também...


Henrique: Ela vai ter o marido dela pra cuidar, ele também não é facil acho que ela vai precisar de ajuda acho melhor você ficar.


Dadi: Dr. Henrique eu...


Henrique: Ninguém vai sabe cuidar dessa casa como você cuida e nem de mim também.


Dadi fica parada ela não acreditava no que aquele velho francês lhe dizia, então ele prossegue dizendo...


Henrique: Nós precisamos de você, não demora o Claude vai se casar, aí vão vir às crianças, nossos netos você já pensou nisso? Nós precisamos de alguém pra colocar freios nas crianças e em mim também é claro, fica Dadi, mas eu quero que você fique não mais como governanta da casa, quero que você fique agora como minha mulher...


Dadi: Eu não sei o que dizer...


Henrique: É só dizer que sim, deixe de se fazer de besta que eu sei que você é louca por mim...


Dadi: Não sei quem te enganou...


Henrique: Você é que não foi, porque eu percebo os seus olhares a quilômetros de distância e o seu ciúme?


Dadi: O senhor é muito convencido...


Henrique: Eu sou irresistível, deve ser o meu charme francês...


Dadi: O senhor é um chato isso sim.


Henrique: Um chato que eu sei que você ama!! Diz Henrique já agarrando Dadi.


Dadi: Oxi deixe disso homem que safadeza é essa? Eu nunca lhe dei essas liberdades não viu.


Henrique: Deixe de bobagem, que nós já temos até um filho, o que tem demais?


Dadi: Tem demais que nós não temos mais idade pra essas coisas não.


Henrique: E quem te disse que existe idade certa pro amor? Então Henrique beija Dadi.


Dadi: Mas o senhor é velho abusado mesmo, hein!


Henrique: Vai dizer que não gostou? Falou abraçando ela novamente.


Dadi sorriu e ele a beijou novamente e depois disse...


Henrique: Aceita ou não?


Dadi: Aceito... Falou sorrindo.


Na sala, Claude contou toda a história para Rosa que ficou perplexa...


Rosa: Parece até coisa de novela...


Claude acariciou o rosto dela com o polegar e disse...


Claude: É estranho né.


Rosa: O que?


Claude: A gente se conhece a tão pouco tempo, mas o nosso amor é tão grande que parece que nos conhecemos a anos, eu sofri muito quando meu pai me falou que você era filha dele.


Rosa: Oh meu amor!! Eu imagino... Disse acariciando o rosto dele... E eu só te magoei mais né. Joguei o anel que você me deu, me perdoa?


Claude: Claro, meu amor... Falou isso e a beijou.


Dadi e Henrique descem e veem os dois se beijando.


Dadi: Que lindo!


Henrique: Meus filhos felizes, você não faz ideia da minha felicidade... Sussurrou no ouvido de Dadi.


Dadi: A minha, então, só de saber que meu filho já sabe de toda a verdade e me aceita. Eu já fiquei radiante, agora vendo ele com a mulher que ele ama assim tão feliz, não tem nada que pague essa minha alegria.


Claude e Rosa perceberam a presença de Dadi e Henrique...


Claude: Oi, vocês estão aí? Disse rindo e limpando os lábios, sem desgrudar de Rosa ele disse... Essa é Dadi, minha mãe!! Disse a Rosa.


Rosa: Muito prazer! Rosa estendeu a mão pra cumprimentar a sua futura sogra.


Dadi: Como vai querida?


Rosa olhou pra Claude e ele a abraçou ela disse...


Rosa: Agora estou ótima!!


Dadi: Que bom que tudo se resolveu bem.


Claude: Graças a você, Dadi! Você revelou a verdade, na hora certa.


Dadi: Eu nunca iria deixar você ser infeliz acreditando numa mentira.


Henrique: Mas tudo acabou bem, estou tão feliz, porque minha filha está aqui comigo, porque meu filho também está e está feliz. Bem eu queria fazer um jantar de noivado.


Claude: Claro papai, pode ser amanhã, o que você acha amor? Perguntou ele a Rosa.


Rosa: Tudo bem, só queria que minha mãe estivesse presente.


Claude: Claro, cherry.


Rosa: Falando nisso eu preciso ir, será que seu motorista me leva, Dr. Henrique?


Henrique: Claro, minha filha. Eu vou falar com ele.


Claude: Non, papai!! Meu amor, passe a noite aqui comigo.


Rosa: Mas, Claude, eu prometi a minha mãe que iria voltar pra conversar com ela.


Claude: Cherry você pode ligar, diga a ela que amanhã iremos lá pra buscá-la pro nosso noivado. Por favor... Pediu Claude manhoso.


Rosa olhou pra ele e não resistiu aquele pedido...


Rosa: Está bem, vou ligar eu explico mais ou menos o que aconteceu, pelo telefone.


Henrique: Bem essa noite foi bem agitada, acho melhor mesmo você passar a noite aqui, não seria bom pegar a estrada a essa hora.


Dadi: Eu vou arrumar o quarto de hospede...


Henrique: Deixe de ser boba, Dadi!! Não está vendo que Claude quer passar à noite juntinho dela? Falou no ouvido de Dadi.


Claude: Non precisa Dadi, Rosa vai dormir comigo... Falou a puxando para perto dele.


Dadi: Bem se é assim, boa noite pra vocês! Dadi foi até Claude e lhe deu um beijo, depois beijou Rosa e pegando nas mãos dos dois ela disse... Deus os abençoe!!


C&R: Amém.


Claude e Rosa deram boa noite a Henrique e subiram...


Henrique: Agora vamos.


Dadi: Vamos?


Henrique: Claro, vamos para o meu quarto.


Dadi: Não me venha com suas safadezas, eu vou dormir no meu quarto e o senhor no seu.


Henrique: Que que tem a gente dormir juntos? Vamos seguir o exemplo dos nossos filhos, ham? Falou o velho francês com uma cara desavergonhada.


Dadi: Olha só quanta sem-vergonhice. Primeiro que não estamos casados ainda, segundo que não temos mais a idade deles e devemos nos comportar...


Henrique: Você tá querendo dizer que não vai dormir comigo até que a gente se case?


Dadi: Sim senhor!! Disse Dadi querendo rir da cara do francês.


Henrique: Está bem, amanhã mesmo marcaremos a data desse casamento e ficaremos noivos amanhã no jantar junto com Rosa e Claude!! Henrique de um selinho em Dadi e disse... Boa noite!!


Dadi ficou sorrindo sem acreditar no que estava acontecendo com ela.


No quarto de Claude...


O casal se beijava ardentemente, Claude tentava abrir o ziper do vestido de Rosa...


Rosa: Calma, Claude!! Preciso ligar pra minha mãe... Disse ela se soltando dele.


Claude: Mon Die, está tarde!


Rosa: Mas conheço minha mãe, ela deve estar me esperando, vai ser rapidinho prometo.


Claude: Está bem...


Rosa liga pra Amália e conta o que aconteceu que Claude não é filho legítimo de Henrique e que os dois estão muito felizes e vão ficar noivos, que no dia seguinte ela e ele irão buscá-la para o noivado. Amália ficou confusa, mas viu que Rosa estava feliz e ficou mais tranquila...


Rosa desliga o telefone e Claude já não se aguentava mais...


Claude: Mon amour ainda bem que você desligou esse telefone eu non aguento mais de saudade de você.


Rosa: Calma amor nós temos todo o tempo do mundo.


Claude: Acho que non vai ser suficiente pra matar a vontade que eu tenho de você, cherry... Ele diz isso e a beija.


Rosa: Você tá com tanta saudade assim de mim?


Claude: Por que você non tava com saudade de mim?


Rosa: Eu tava com tanta saudade que achei que fosse morrer...


Claude se deita por cima de Rosa e começa a explorar o seu corpo livremente, ela já começa a gemer de sentir aquelas mãos enormes em contato com o seu corpo, ele a vira de costas pra abrir o zíper do vestido lentamente, ele afasta o cabelo dela para o lado e começa a beijar e a passar a barba por fazer no pescoço de Rosa que já estava ofegante, com a voz entrecortada ela diz...


Rosa: Assim você vai me deixar louca...

Claude: Eu só quero te dar muito prazer, cherry.


Então ele se livra do vestido dela e vem beijando as costas dela até chegar às nádegas onde ele da uma leve mordida...


Claude: Você é a coisa mais gostosa desse mundo, sabia.


Rosa fica louca ao ouvir aquilo ele a vira e começa agora a beijar as suas coxas, então ele a invade com sua língua quente transportando-a para um universo de puro prazer...


Rosa: Vem meu amor eu quero sentir você comigo.


Claude: Non precisa ter pressa mon amour eu to apenas começando.


E quando ele finalmente a possui pela primeira vez aquela noite, Rosa soube que sua vida com ele seria sempre assim de muito amor e muito prazer...


Na manhã seguinte...


Dadi, Rosa, Henrique e Claude estão à mesa tomando café...


Henrique: Minha filha eu soube que o Egidio abusou do poder de ser seu chefe e a maltratou...


Claude: Cretino! Por que não me disse, cherry?


Rosa: Quando eu fiquei sabendo que você era o Dr. Claude, o Dr. Freitas já tinha me chamado pra ser secretária dele e eu não tive mais contato com o Dr. Egidio.


Claude: Aquele imbecil, se eu soubesse já teria o mandado embora.


Henrique: Pois é isso que vou fazer!


Rosa: Não!!


Henrique: Minha filha, não devemos sentir pena dessa gente.


Rosa: Não é pena dele, eu soube que a filha dele vai ter um bebê e está na casa dele com o genro desempregado... Falou e olhou pra Claude que não disse nada, só pegou em sua mão apertou demonstrando que aquele assunto não o abalava, Rosa continuou a falar... Acho que essa criança não tem culpa de nascer numa família tão desestruturada.


Henrique: Mas o que me sugere então?


Rosa sorriu e disse...


Rosa: O senhor pode mantê-lo na empresa, mas sem os poderes que tem hoje, pode colocar fazendo trabalhos ele que ele manda os outros fazerem...


Henrique: Sabe que você tem razão, o castigo maior pra ele será ser tratado da mesma forma com que trata os outros... Disse sorrindo.


Rosa sorriu e olhou pra Claude que se aproximou dela e lhe deu um selinho, depois sussurrou entre seus lábios...


Claude: Te amo!!


Rosa: Eu também, te amo!!


Dadi: Hoje o dia vai ser bem corrido, preciso organizar tudo para o jantar.


Rosa: Eu posso te ajudar depois que vier da casa da minha mãe.


Henrique: Não precisa, Dadi você pode muito bem ligar para aquela empresa que nos presta esses tipos de serviços...


Claude: Mas papai não precisa uma festa grande.


Henrique: Eu sei meu filho, mas não quero que Dadi se aborreça com essas coisas de jantar, quero que ela vá ao salão se preparar pra essa noite...


Claude ficou admirado e disse...


Claude: O que?


Henrique: Afinal ela é mãe do noivo.


Claude: Claire o senhor está certo.


Dadi e Rosa sorriram...


Henrique: Além de ser uma das noivas também.


Todos ficaram em silêncio na mesa e Henrique sorriu e disse...


Henrique: Ora por que essas caras? Eu e Dadi vamos nos casar, por isso vamos aproveitar esse jantar e ficarmos noivos também... Disse pegando na mão de Dadi.


Claude e Rosa ficaram felizes, se levantaram e foram até Dadi...


Claude: To ainda mais feliz... Eu desejo que vocês sejam muito felizes... Falou abraçando Dadi, Rosa fez o mesmo e depois o casal abraçou o velho francês.


Mais tarde na empresa... Após Henrique falar que Rosa era sua filha legítima e que a partir daquele momento ela faria parte da diretoria da empresa, todos ficaram estarrecidos com a notícia, mas felizes porque gostavam muito de Rosa, só Egidio fechou a cara.


Henrique: Eu tenho outra notícia, Claude e Rosa vão se casar.


Janete: Meu Deus, mas eles não são irmãos?


Henrique: Calma, Claude é meu filho do coração, não tem meu sangue, mas isso pra mim não muda nada, ele continuará sendo meu filho querido e genro também, pois ira se casar com a minha filha os dois cuidarão juntos da empresa, podem ficar tranquilos que a empresa e vocês estarão em boas mãos...


Freitas: Parabéns, Dr. Henrique, o senhor deve estar muito feliz com tudo que está acontecendo.


Frazão: Claude deve tá radiante, ele tá apaixonado pela Rosa.


Silvia: Danadinha, ela não falou nada, ficou quietinha, a gente desconfiou que ele estivesse apaixonado, pois ele tinha mudado muito, estava menos cavalo... Ela olhou pra Henrique sem graça e disse... Ai me desculpa doutor...


Todos riram com as palavras de Silvia.


Henrique: Bem hoje à noite faremos um jantar de noivado todos aqui estão convidados é claro que eu não preciso dizer que esse convite não está direcionado a você, Egidio!


Egidio: Eu não ia mesmo que fosse convidado, com licença... Falou querendo sair da sala, mas Henrique o deteve.


Henrique: Espere, preciso falar com você...


Todos entenderam o recado e saíram da sala de reunião...


Egidio: Já sei o senhor vai me mandar embora, porque sua filhinha reclamou do modo como eu a tratei.


Henrique: Primeiro lugar, pra você ela é Dra. Serafina Rosa.  Ela fará parte da diretoria da empresa e você será um simples empregado.


Egidio: O senhor não vai me mandar embora?


Henrique: Vontade não me faltou, mas a minha filha tem um coração enorme, me disse que sua filha aquela imprestável esta grávida e mora na sua casa com aquele inútil do Julio, ela ficou com pena do bebê claro, porque vocês não são dignos nem de pena. Por isso ela disse que eu não o mandasse embora, que mantivesse seu emprego.


Egidio: Que bom, fico feliz... Falou com ódio por dentro que o corroia... Se é só isso eu vou voltar a minha sala.


Henrique: Não é só isso, você não tem mais sala, a partir de agora ira trabalhar na sala de Gurgel.


Egidio: Como é que é? Eu vou ter que aturar aquela bichinha.


Henrique: Preconceito é crime, sabia? Se Gurgel se sentir ofendido com suas palavras pode muito bem lhe processar.


Egidio: O que o senhor tá pretendendo, hein?


Henrique: Conservar seu emprego, portanto me obedeça, você será o novo assistente de Gurgel, não se preocupe seu salário continua sendo o mesmo, mas suas funções aqui na empresa vão mudar seu chefe a partir de hoje se chama Gurgel... Disse abrindo a porta e Gurgel entrou.


Gurgel: Acho melhor se comportar direitinho comigo, Egidio!! Disse sorrindo...


Egidio revirou os olhos e disse...


Egidio: Eu não vou admitir isso.


Henrique: Ok pode ir embora, procure outro emprego que lhe pague o que eu lhe pago, mas não conte com uma recomendação minha, porque eu só falarei a verdade e direi que você é um incompetente.


Egidio respirou fundo e disse...


Egidio: Tudo bem, no que posso lhe ajudar Gurgel?


Gurgel: Comece me chamando de Dr. Gurgel, afinal eu sim tenho doutorado ao contrário do senhor que nunca nem concluiu sua faculdade e exigia que todos aqui lhe chamassem de doutor.


Henrique sorriu e disse...


Henrique: Eu acho que vocês vão se dar muito bem, agora podem ir...


Gurgel: Sim senhor! Vamos Egidio, hoje estou atolada de trabalho preciso que me ajude... Falou puxando Egidio para fora da sala, deixando Henrique rindo... CONTINUA... RSRSRS...

domingo, 27 de abril de 2014

Capítulo 13

Claude se assustou com Dadi, pois ela chorava compulsivamente...


Claude: Dadi o que foi?


Dadi não parava de chorar...


Claude: Calma, eu vou buscar um copo de água pra você... Claude saiu do quarto apressado...


Henrique: O que foi?


Claude: Dadi teve uma crise de choro... Falou indo pegar a água.


Henrique: Por quê?


Claude: Porque contei toda a verdade pra ela.


Henrique: Não deveria ter contado...


Claude: Por que não? Ela é como se fosse minha mãe.


Henrique: É uma velha intrometida isso sim.


Claude: Para, papai!! Falou subindo com o copo d’água.


Claude entra no quarto e vê Dadi ainda sentada na cama...


Claude: Toma aqui, Dadi!! Mas toma devagar e se acalma... Falou fazendo carinho nela.


Dadi: Obrigada, meu filho!!


Claude: Não precisa ficar assim, não é o fim do mundo eu vou voltar, não vou ficar lá na França pra sempre, so  quero me afastar de tudo por enquanto, esquecer tudo o que houve.


Dadi: Você não precisa ir...


Claude: Preciso sim, Dadi!


Dadi: Você só precisa ficar ao lado da mulher que você ama.


Claude: Dadi, por favor, ela é minha irmã.


Dadi: Não filho!!


Claude: É sim, o papai tem certeza.


Dadi: Ela não é sua irmã e eu sei o que estou falando... Disse firme.


Claude: O que?


Dadi: Eu sei muito bem quem é seu pai...


Claude: Dadi, papai tem as manias dele, mas ele não inventaria uma história assim.


Dadi: Eu to falando que eu sei quem é seu pai biológico.


Claude: O que? Perguntou ele perplexo.


Dadi: Isso meu filho, você não é filho do Dr. Henrique.


Claude: Ham?? Falou assustado... Mon Die!! Minha mãe traiu o meu pai?


Dadi: Não... Falou chorando novamente...


Claude: Dadi, não chora me conta tudo que você sabe, por favor. Eu preciso saber, eu 
dependo dessa verdade pra ser feliz.


Dadi: Você me perdoa?


Claude: Do que você tá falando?


Dadi: Eu sou a sua mãe!!


Claude ficou olhando pra ela sério...


Rosa havia conseguido uma carona com Sergio seu amigo do cortiço...


Rosa: Se você não me trouxesse acho que eu ainda estaria na rodoviária esperando o ônibus.


Sergio: Por que tanta pressa de vir pra casa da sua mãe? Ela não tá bem?


Rosa; Ela tá bem, sim, graças a Deus! Eu só queria dar um tempo de São Paulo.


Sergio: E seu emprego?


Rosa: Eu sai!


Sergio: Como assim, saiu? Não era uma grande empresa?


Rosa: É, uma das maiores construtoras do país.


Sergio: O que aconteceu?


Rosa: Eu me apaixonei pela pessoa errada, só isso.


Sergio olhou pra Rosa e viu o quanto ela estava sofrendo...


Sergio: Desculpa insistir em perguntar o que havia acontecido.


Rosa: Não foi nada.


Sergio: Vamos mudar de assunto então, acho que sua mãe vai chorar de alegria quando te vir...


Rosa sorriu e disse...


Rosa: Você acha? Eu tenho certeza... Kkkk...


Na mansão...


Claude estava parado ainda tentando assimilar aquela notícia...


Dadi: Você me perdoa? Perguntou Dadi aflita.


Claude: O que aconteceu? Me conta tudo!! Disse ele sério.


Dadi: Eu era muito jovem quando me envolvi com um homem, ele já morreu a muito tempo, fazia pouco tempo que eu estava aqui em São Paulo, não conhecia ninguém e seu pai soube ser bem sedutor, quando eu dei a notícia pra ele de que esperava um filho, ele foi embora e me abandonou grávida.


Claude andava de um lado pro outro...


Claude: Ai você resolveu se livrar de mim me dando pra essa família rica, foi isso? Depois se arrependeu e pediu um emprego como babá, pra ficar perto de mim?


Dadi: Eu nunca quis me livrar de você, você era a única coisa que eu tinha o único tesouro que eu amo tanto, tanto... Disse chorando.


Claude chegou perto dela e disse...


Claude: Calma, não chore! Me conta como eu vim parar aqui.


Dadi: Sua mãe, quer dizer sua outra mãe, Dona Celina, ela era uma mulher muito boa, eu a conheci no consultório, naquela época ela e seu pai ainda não tinham esse império que é hoje... Claude a olhava com os olhos curiosos querendo saber mais e mais... Logo ficamos amigas e ela me ajudou com outras consultas, ela também estava grávida, por coincidência do destino fomos para o hospital no mesmo dia, tivemos nossos filhos quase na mesma hora, eu tive você, lindo e saudável e ela deu a luz a um menino morto infelizmente, ela ficou arrasada, queria morrer falava que tinha pedido o animo pra viver, que seu pai queria tanto esse filho, ele tava tão feliz ele não pode chegar a tempo pro parto, porque estava trabalhando em outra cidade, ai ela teve a ideia de criar você como filho dela, eu juro que se eu tivesse condições eu nunca te daria... Disse chorando... Mas eu não tinha nem pra onde te levar, não tinha casa, não tinha nada...


Claude se emocionou e disse...


Claude: Não chore Dadi!! Disse isso e lhe deu um abraço...


Dadi: Eu aceitei, ela me prometeu que eu iria cuidar de você, que eu ficaria com você muito mais tempo que ela, mas que o Dr. Henrique, não podia nunca saber que ele não era seu pai, ela não queria decepcioná-lo e quando ele chegou pra ver o filho vi o brilho do olhar dele, a emoção de ser pai, quando ele te pegou no colo chorou feito um menino, eu sabia que você teria tudo com essa família, não só dinheiro e segurança, mas amor e carinho e você pode me acusar do que quiser, mas você sempre foi feliz aqui, sempre teve tudo, seu pai o ama e sua mãe te amou tanto que me pediu no dia da sua morte que eu nunca revelasse esse segredo, porque pra ela não fazia diferença se você não tinha nascido de dentro dela, porque ela o amava da mesma forma que amaria um filho natural.


Claude não aguentou a emoção começou a chorar.


Claude: Dadi, meu pai não sabe de nada?


Dadi: Não! Por isso ele acha que você é irmão dessa menina.


Claude sorriu em meio às lágrimas...


Claude: Eu não sou irmão dela. Mon Die, eu preciso muito falar com ela, preciso encontrá-la... Falou desesperado.


Dadi: Meu filho calma, me responda primeiro se você me perdoa!!


Claude: Não posso ter calma, Dadi! Ele sorriu pra ela se ajoelhou diante dela e disse... Obrigado, obrigado por ter me dado à vida, por ter pensado em mim, fazendo o sacrifício de fingir não ser minha mãe. Eu te amo, Dadi!! Você é a minha mãe e isso você nem precisava me falar porque sempre a considerei assim... Disse isso e abraçou forte.


Dadi: Eu te amo, quero que você seja feliz, agora pode ir atrás da mulher da sua vida... Claude lhe depositou um beijo terno na testa e saiu do quarto, passou pela sala feito um foguete, estava com pressa e nem foi conversar com o pai.


Henrique amargava a sua solidão na biblioteca, pegou um charuto e estava fumando, Dadi se recompôs, desceu do quarto de Claude e sentiu o cheiro do charuto de Henrique.


Dadi entrou na biblioteca...


Dadi: Muito bonito né! O que o senhor pensa que está fazendo? Falou pegando o charuto das mãos dele e jogando fora.


Henrique: Velha enxerida, mal educada ainda por cima, porque você não faz suas trouxas e vai embora, agora que Claude vai pra França não precisamos mais de você aqui... Henrique sempre falava isso da boca pra fora e Dadi já estava acostumada, mas naquele dia ela sentiu medo, viu que ele logo estaria sabendo de toda a verdade e a expulsaria dali a pontapés, Dadi saiu da biblioteca com a intenção de arrumar suas coisas e ir embora.


Claude foi até o cortiço não encontrou Rosa...


Pepa: Essa aí saiu sem nem avisar a ninguém, deve tá querendo me dar o golpe sair sem pagar o aluguel, aquela maledeta.


Claude: Quanto que ela deve se aluguel?


Pepa: Dois meses, o senhor é o patrão dela?


Claude enfiou a mão no bolso tirou um maço de dinheiro que poderia pagar cinco meses de aluguel ali naquele lugar...


Claude: Toma aqui faça bom proveito, mas nunca mais volte a falar de Rosa dessa forma tão mesquinha, quando eu a encontrar ela não vai mais precisar voltar a essa espelunca de lugar! Falou ele bravo e saiu.


Pepa ficou de boca aberta, mas ao mesmo tempo contando o dinheiro que ele havia lhe dado.


Claude chegou em casa desanimado...


Henrique: Você tinha saído?


Claude: Sim, fui atrás de Rosa.


Henrique: Filho, pra que? Perguntou ele preocupado.


Claude: Dadi não lhe falou nada?


Henrique: Sobre o que?


Claude: Papai é uma longa história... Disse sentando ao lado do pai...


Claude contou tudo o que Dadi havia contado a ele, Henrique por um instante, ficou quieto e depois disse...


Henrique: Celina mentiu pra mim?


Claude: Pra te proteger papai, pra que o senhor não sofresse. Assim como Dadi me protegeu.


Henrique olhou pra Claude com os olhos intensos e cheios de amor.


Henrique: Você sempre vai ser meu filho.


Claude riu e disse...


Claude: E o senhor será sempre o meu pai, o bom dessa história toda que Rosa não é minha irmã. E eu a amo tanto!!


Henrique sorriu e disse...


Henrique: Então por que veio triste?


Claude: Eu a procurei, mas não a encontrei.


Henrique: Eu sei onde ela está... Falou se lembrando da casa de Amália.


Claude: Onde?


Henrique: Deixe que eu resolvo isso!!


Claude: Mas papai eu preciso que ela saiba que eu não a abandonei, que eu a amo, como nunca amei nenhuma mulher em toda minha vida.


Henrique: Calma filho, vocês terão a vida toda pela frente, eu preciso que ela saiba de toda a verdade, saiba que sou o pai dela, preciso de um abraço dela também.


Claude: Está bem!!


Henrique: Não durma, eu vou trazer a minha filha ainda hoje para você, confia em mim, ham!


Claude sorriu e balançou a cabeça concordando...


Na garagem da mansão Henrique chama Rodrigo e diz...


Henrique: Eu preciso sair agora, Rodrigo.


Rodrigo: Aonde vamos doutor?


Henrique: No lugar de sempre... Diz Henrique entrando no banco traseiro do carro.


Rodrigo entra no carro e eles seguem rumo ao interior onde Amália morava, Henrique tinha certeza que diante de uma situação dessa Rosa procuraria por sua mãe, durante toda a viagem ele vai pensado na conversa difícil que teria que ter com ela, quando eles finalmente chegam ele desce e bate na porta, Amália vem atender a porta e se assusta ao ver Henrique ali...


Amália: Dr. Henrique? O que o senhor está fazendo aqui? Eu não posso atender o senhor agora, Serafina está aqui ela está no banho mais já deve estar saindo...


Henrique: Eu vim aqui justamente pra conversar com ela, Amália.


Amália: O que o senhor quer falar com ela?


Henrique: Já está na hora dela saber de toda a verdade, Amália.


Amália: Não!! Eu imploro ela não pode saber de nada, ela vai me odiar por ter mentindo pra ela durante todos esses anos.


Henrique: Infelizmente Amália o que está em questão agora é a felicidade da nossa filha, aconteceu algo que não podíamos ter previsto e por isso eu vim falar com ela, a felicidade dela é muito mais importante do que eu e você, Amália.


Amália: O que aconteceu com a Serafina? Desde que ela chegou eu notei que ela está muito triste, mas ela não quis me dizer nada.


Henrique: Amália eu vou entrar você querendo ou não e vou conversar com a nossa filha, não podemos ser egoístas e pensarmos só em nós, ela é muito importante pra mim e pra você, o pouco que eu a conheci pude perceber que ela é uma menina maravilhosa, você a criou muito bem eu não posso deixar a nossa menina ser infeliz, por alguma coisa que nós fizemos.


Amália deixa Henrique passar ele entra e nesse exato momento Rosa sai do banho e diz...


Rosa: O que o senhor está fazendo aqui? Diz Rosa com raiva.


Amália: Calma minha filha...


Rosa: Eu não posso ficar calma mamãe depois de tudo o que esse senhor me fez, eu acredito que nossa humilde casa não esteja à altura do grande doutor Henrique Geraldy...


Amália: O que é isso minha filha, eu nunca vi você falando assim com ninguém?


Henrique: Pode deixar ela tem as razões dela, eu preciso falar com você eu vim aqui porque é importante.


Rosa: O senhor quer falar comigo? Eu acho que não temos mais nada pra falar, o senhor pode ficar tranquilo que eu não vou chegar perto da sua empresa e muito menos do seu filho.


Amália: O que significa isso, Serafina?


Rosa: Esse senhor, ele disse ao filho dele que eu não podia me casar com ele, porque eu não estava à altura do grande nome dos Geraldy, eu me apaixonei pelo filho dele mamãe e eu achei que tivesse encontrado o homem da minha vida... Rosa diz tudo com os olhos cheios d’água.


Amália quando ouve o que a filha diz começa a chorar já imaginando o que tinha acontecido entre Rosa e o filho de Henrique.


Rosa: Eu sofri muito quando o Claude me disse que o senhor não me aceitou como nora, que o senhor ameaçou de deserda-lo caso ele levasse a diante a loucura de casar com uma pobretona como eu...


Henrique então diz...


Henrique: Eu vim aqui esclarecer tudo, Rosa.


Rosa: Eu não quero ouvir nada que venha do senhor, eu odeio o senhor e o seu filho também, vocês brincaram com os meus sentimentos, só porque eu sou pobre? Eu amei seu filho de verdade e me entreguei a ele de corpo e alma e ele me tratou como um trapo velho...


Amália agora tinha certeza de tudo o que tinha acontecido entre eles então ela diz...


Amália: Meu Deus do céu... Diz Amália desesperada chorando muito.


Rosa: Não fique assim, mamãe.


Henrique: Calma Amália o pior não aconteceu.


Rosa: Como assim o pior? E de onde o senhor conhece a minha mãe?


Henrique: Rosa eu vou te explicar tudo, eu só peço que você me escute por alguns minutos.


Rosa: Tudo bem... Falou estranhando o modo como ele tratou a mãe dela.


Henrique: Amália você me deixa conversar com a Rosa em particular?


Amália sai deixando os dois sozinhos então Henrique começa...


Henrique: Eu sei que você deve tá me achando um monstro sem coração, que impediu a sua felicidade...


Rosa: Claro depois de tudo o que aconteceu... Rosa disparou contra Henrique.


Henrique: Rosa eu peço que você me escute eu juro que depois você pode falar o que quiser, depois de me escutar você vai entender tudo.


Henrique: Eu sempre fui o homem muito duro na minha vida e nos meus negócios por isso eu cheguei aonde eu cheguei, eu vim para o Brasil com minha mulher, o começo foi difícil, até que eu comecei a ganhar dinheiro, nem sempre foi fácil a minha vida eu comecei debaixo Rosa, eu tive problemas no casamento também, a minha mulher me deixou uma época, ela dizia que não se adaptava a esse país, ela voltou pra França e nessa época eu me envolvi com uma mulher simples, mais uma mulher muito linda, ela trabalhava na minha casa então quando a Celina, disse que iria voltar essa mulher desapareceu da minha vida, eu senti muito a falta dela porque eu a amei de alguma forma, embora eu amasse a minha mulher, minha mulher voltou porque Claude era pequeno, ele era muito apegado a mim e acabou até ficando doente longe de mim, bem resolvemos tentar outra vez e fomos felizes, os anos passaram e minha esposa faleceu então ficou sendo só eu e o Claude, mas o que eu não sabia era que dessa minha relação com essa mulher tinha tido um fruto, uma menina linda que eu só descobri que era pai dela a pouquíssimo tempo, mas que eu aprendi a amar intensamente, essa mulher Rosa é a sua mãe e a minha filha é você, você é minha filha... Disse o velho chorando e olhando pra ela, Rosa estava emocionada, baixou a cabeça, ele quis toca-la, mas ela se afastou...


Henrique ficou triste, mas disse...


Henrique: Você disse que eu achava que você não estava à altura da família Geraldy, o problema minha filha era justamente que você é uma autêntica Geraldy por isso eu disse ao Claude que vocês não poderiam se casar, eu nunca podia imaginar que vocês dois fossem se envolver, senão eu teria contado tudo a vocês assim que eu a levei pra trabalhar na nossa empresa que é sua também... Rosa só conseguia chorar...


Rosa: O senhor não sabia de nada, mesmo?


Henrique: Não mon Die, quando soube que eu tinha uma filha o coração desse velho aqui quase que não aguenta...


Rosa se aproximou dele e ele lhe deu a mão, ela a pegou e os dois deram um abraço forte...


Henrique: Minha filha... Falou o velho chorando.


Rosa: O Claude deve tá sofrendo tanto e eu fui muito injusta com ele... Disse chorando também...


Henrique: Eu nunca quis o Claude com Nara, sempre a achei uma mulher fria e interesseira, eu não vou negar pra você que teve meu dedo na separação deles, então eu vi o meu filho muito triste, até que ele conheceu uma moça e ficou radiante, era fácil ver a felicidade dele, então eu vi o meu filho mudado, mas eu nunca podia imaginar que essa moça por quem o Claude tava apaixonado era você...


Rosa: Aconteceu tudo muito rápido, foi inesperado, foi engraçado... Disse com um meio sorriso...


Henrique: É por isso que eu vim te buscar minha filha, ele quer falar com você ele precisa muito falar com você, volta comigo pra São Paulo...


Rosa: Voltar? Acho que não é uma boa ideia.


Henrique: Filha, é sim confia em mim, sei que você nem me conhece direito, deve tá me achando um velho doido... Disse sorrindo.


Rosa sentiu que podia confiar nele, que ela voltar e conversar com Claude seria a melhor coisa a fazer...


Rosa: Eu vou, eu quero falar com o Claude... Rosa vai até o quarto pegar sua bolsa.


Henrique fica na sala esperando muito emocionado, Amália chega e diz...


Amália: Como ela reagiu?


Henrique: Aparentemente bem, ela tá muito preocupada com o Claude, o amor deles é lindo demais.


Amália: Meu Deus coitada da minha filha, tá sofrendo tanto e a culpa é toda minha...


Henrique: Calma Amália tudo vai se resolver eu te garanto.


Rosa vem voltando e vê a mãe...


Amália: Me perdoa minha filha, você está sofrendo e é tudo culpa minha... Disse chorando.


Rosa: Não fica assim mamãe, ninguém tem culpa de nada, foi uma fatalidade, eu vou conversar com o Claude e depois eu volto aqui pra gente conversar... Falou isso e deu um beijo na mãe.


Amália: Vai sim meu amor, eu vou tá aqui te esperando.


Rosa e Henrique se despedem de Amália e seguem pra São Paulo...


Na mansão Claude andava de um lado pro outro, quando Henrique abre a porta e fala...


Henrique: Entre, minha filha!!


Claude ouviu isso e se virou imediatamente.


Claude: Rosa... Disse isso e sorriu.


Rosa: Claude... Falou entrando na sala timidamente.


Claude não se conteve, foi até ela e a abraçou...


Claude: Eu senti tanta saudade... Falou abraçado a ela.


Henrique: Bem... Vou deixar vocês conversarem...


Rosa e Claude nem escutaram, Rosa só queria consolar Claude achando que ele era seu irmão...


Rosa: Me perdoa por ter falado aquelas coisas pra você?


Claude: Mon Die cherry, você não precisa me pedir perdão de nada... Falou ainda abraçado a ela.


Rosa: Deve ter sido tão difícil pra você, mas você podia ter me contado...


Claude: Eu queria que me odiasse, talvez assim fosse mais fácil pra você me esquecer...


Rosa começou a chorar...


Rosa: Engano seu...


Claude: Não chore cherry, esse pesadelo acabou ham... Falou pegando o rosto dela entre as mãos.


Rosa: Do que está falando? Perguntou ainda com os olhos vermelhos do choro.


Claude sorriu e disse...


Claude: Podemos ser felizes juntos, porque não somos irmãos...


Rosa: O que? CONTINUA... RSRSRS...