segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Capítulo 14

Rosa saiu dali tão desnorteada, que o porteiro se assustou com a expressão dela.


Porteiro: D. Rosa, precisa de ajuda?


Rosa demorou um tempo para raciocinar e dar uma resposta ao homem que parecia preocupado com o estado dela.


Depois de algum tempo ela falou fracamente...


Rosa: Preciso de um táxi.


Porteiro: Espere aqui, vou providenciar um... Falou ligando para o serviço de táxi.


Nesse momento Dadi que chegava de uma visita que tinha feito a um de seus irmãos...


Dadi: D. Rosa?


Rosa limpou as lágrimas e disse...


Rosa: O Dadi.


Dadi: O que está fazendo aqui com essa mala?


Rosa: Estou indo embora...  Falou com tanta dor que mal conseguia pronunciar as palavras.


Dadi: Meu Deus!! Colocou as mãos na boca e disse... Por favor, D. Rosa pense bem, o que quer que ele tenha falado, certamente foi por estar nervoso, volte comigo agora.


Rosa: Não...


Dadi: Vocês dois se amam, por que tem que ser assim? Perguntou inconformada.


Rosa: Você está enganada Dadi, eu o amo ele nunca sentiu amor por mim, fantasiei demais achando que meu amor seria o suficiente, mas não foi... Constatou ela com tristeza.


No apartamento de Claude... Ele ainda estava ali parado olhando para a porta de onde Rosa havia ido embora, não queria aceitar aquela atitude dela e disse...


Claude: Maldito dia que eu conheci você, Rosa... Disse isso e voltou para o quarto quando abriu a porta viu a cama e se lembrou dos momentos com Rosa, as imagens eram tão claras e perfeitas que parecia que ele tinha voltado no tempo.


Lembrança...


A primeira vez que fez amor com ela veio em sua mente, ele tinha deixado uma champanhe para que eles tomassem,  já estava no balde com gelo, ele abriu a garrafa e encheu duas taças com o líquido, deixou o quarto só iluminado pela luminária e foi em direção a Rosa que estava sentada na cama...


Claude: O que foi cherry? Eu sei que deveria ter iluminado o quarto com velas, mas eu não tinha certeza que você aceitaria o meu convite hoje, já que venho te convidando a algum tempo... Diz Claude entregando uma taça a Rosa.


Rosa: Não tem importância tá perfeito assim... Falou um pouco tímida.


Claude: Eu proponho um brinde...


Rosa: E seria um brinde a que?


Claude: Ao destino que me levou aquele dia ao escritório do Coutin, senon eu non teria conhecido você... Falou isso e encostou os lábios nos dela lhe dando um beijo suave.


Rosa: Você estava bravo aquele dia... Falou ela tão baixo que ele mal ouviu.


Claude: Mas você me desarmou com o seu sorriso... Sussurrou ele.


Rosa: Eu proponho outro brinde...


Claude: A que?


Rosa: A você que é um homem maravilhoso, o melhor que eu já conheci...


Rosa levanta a taça e eles brindam tomam um gole se olhando, Claude não aguenta tira a taça da mão dela e coloca sobre o criado mudo onde coloca a sua também e começa a beijá-la, ele vai deitando sobre ela até que o corpo de Rosa encosta no colchão ele a beija com paixão dando vazão a toda a sensualidade que unia os dois, Claude percebe que Rosa está um pouco tensa e diz...


Claude: O que foi cherry, você tá tensa, mudou de ideia?


Rosa: Não eu nunca tive tanta certeza de uma coisa na minha vida, é que você vai ser o primeiro... Ela diz um pouco tímida... Eu sou virgem.


Claude fica um tempo pensando nas palavras de Rosa, ele mal podia conter a emoção de ser o primeiro homem de Rosa, de ser quem a iniciaria num universo onde dois corpos apaixonados falam por si só, ele é arrancado de seus devaneios pela voz de Rosa...


Rosa: Tô achando que agora quem mudou de ideia foi você... Falou preocupada.


Claude: Eu nunca mudaria de ideia, nunca quis tanto uma coisa como quero você.


Rosa sente seu coração transbordar de amor, um amor que sentiu por ele no momento que o viu...


Rosa: Então por que você parou?


Claude: Você tem certeza que é issi mesmo que você quer, se você achar que deve esperar algum tempo eu vou entender...


Ele não acaba de falar porque Rosa o agarra pelo pescoço e cola sua boca na dele beijando-o com ardor...


Rosa: Eu sei que você é o homem certo pra mim, eu quero ser sua agora...


Claude ouve aquelas palavras e seu corpo reage na hora, ele a profunda o beijo e começa a desabotoar o vestido dela sem parar de beijá-la, quando finalmente ele se livra do vestido dela deixando-a apenas de lingerie ele diz...


Claude: Eu prometo que vou fazer sua primeira vez inesquecível...


Rosa: Eu sei que vai ser, pois vai ser com você meu amor...


Ele fica louco porque não queria se lembrar de Rosa, mas aquelas lembranças insistiam em vir a sua mente tudo naquele quarto fazia lembrar ela, iria ser mais difícil do que ele imaginava arrancá-la de seus pensamentos.


Claude balançou a cabeça revoltado, se irritou ainda mais, foi para o closet rápido e começou a jogar no chão todas as roupas que Rosa deixara para trás, rasgando uma a uma liberando seu ódio por ela naquelas peças...


Claude: Mentirosa... Falava com amargura.


Claude perdeu o controle, a raiva, amargura o sentimento de rejeição tomaram conta dele, andava pelo quarto desesperado, de um lado para o outro, ao lado da cama tinha um porta retrato uma foto com Rosa, ela o beijando no rosto...


Pegou aquele objeto com tanta ira que arremessou para um canto do quarto...


O barulho chamou atenção de Dadi que subiu rápido para ver o que era...


Dadi: Dr. Clodis o que houve?


Claude: Nada... Gritou ele.


Dadi: Estou preocupada escutei um barulho, o senhor está bem??


Claude: Já disse que não foi nada, agora vai embora... Gritou ele ainda mais alto que chegou assustar Dadi.


Claude não conseguiu contar as lágrimas que caiam pela sua face, foi lentamente até a foto que tinha sido jogada longe, ao pegar a foto se cortou com um dos pedacinhos do vidro do porta retrato que tinha se estraçalhado no chão.


Nem deu importância ao corte e segurou firme a foto dos dois juntos que pareciam felizes naquela ocasião.


Ele rasgou aquela lembrança como se fosse um papel qualquer, que não interessasse a ninguém, partiu em muitos pedaços...


Enquanto isso...


Rosa estava desorientada quando bateu na porta do apartamento de Janete, que vem abrir a porta sem ter ideia de que era sua amiga, ela se surpreende com Rosa que chorava compulsivamente...


Janete: Rosa!!!


Rosa não conseguiu falar uma palavra, ela se lançou nos braços da amiga, o que mais precisava nesse momento era de carinho e sabia que Janete estaria de braços abertos para acolhe-la.


Janete: Entra amiga, senta aqui vou fazer um chá pra você se acalmar ai você me conta o que aconteceu se você quiser é claro...


Rosa assentiu com a cabeça, Janete pegou a mala das mãos de Rosa e a levou para o quarto de hospedes e foi direto para a cozinha fazer o chá, quando ela passou pela sala viu que Rosa ainda chorava com desespero, Janete sabia que dessa vez a briga havia sido seria, mas resolveu dar um tempo para que Rosa se acalmasse, quando o chá estava pronto ela retornou a sala e estendeu uma xícara a Rosa...


Janete: Toma esse chá amiga ele vai fazer você se acalmar um pouco...


Rosa: Acho que não vou conseguir me acalmar, Jane... Diz Rosa chorando muito.


Janete: Me conta, o que foi que aconteceu?


Rosa começa a contar o que tinha ouvido Claude falar para Frazão e depois a discussão entre eles, ela contava tudo e Janete ouvia tudo não podia acreditar que Claude fosse capaz de tratá-la assim então quando Rosa acabou de contar ainda chorando muito Janete diz...


Janete: Meu Deus eu nem to acreditando nisso.


Rosa não conseguia mais nem chorar, estava com seu coração tão ferido que a vontade dela era deitar dormir e nunca mais acordar.


Janete: Amiga não fica assim, no começo vai ser duro, mas depois você esquece ele e vai viver sua vida... Falou consolando a amiga...


Rosa: A sensação que eu tenho Janete é que um trator passou por cima de mim.


Janete: Eu posso imaginar como você está sofrendo amiga, eu sei como você ama o Claude, mas a única coisa que eu posso te dizer agora é que vai passar.


Rosa: Eu não pude suportar ele falando aquelas coisas a meu respeito Janete, eu senti como se ele tivesse me enfiando um punhal no coração.


Janete: Você aguentou demais, ninguém pode te acusar de não ter tentado.


Rosa: E agora Janete o que vai ser da minha vida, eu nunca pensei que fosse me separar do Claude eu não sei o que fazer...


Janete: Aos poucos tudo se ajeita você fica comigo até decidir o que vai fazer, assim que se sentir melhor tem que achar um emprego e também com a faculdade, você vai ver logo sua vida vai estar no rumo certo.


Rosa: Será que minha vida vai se acertar algum dia, amiga?


Janete: Eu tenho certeza, agora você vai pensar em você e vai ver que vale a pena viver por você, é como diz o ditado depois da tempestade sempre vem um dia claro o sol vai brilhar pra você, pra te lembrar que viver vale a pena.


Rosa: Espero que você esteja certa, Jane.


Dadi não sabia o que fazer ficou tão nervosa, logo lembrou de Frazão e achou que ele pudesse ajudar seu patrão, então decidiu ligar para ele...


Frazão: O que foi Dadi?


Dadi: Meu Deus, Dr. Frazão, eu nunca vi Dr. Clodis assim do como ele tá... Falou nervosa.


Frazão: O que aconteceu?


Dadi: D. Rosa foi embora.


Frazão: Ai eu sabia que um dia isso ia acontecer, deixa eu tô indo ai... Disse isso e desligou o celular rápido e foi para a casa do amigo.


Claude estava no quarto tentando limpar o sangue de sua mão, quando ouve Frazão batendo na sua porta.


Frazão: Claude, abre aqui...


Claude: Droga!! Esbravejou ele... Essa Dadi é uma bocuda mesmo... Falou zangado.


Frazão insistiu para que o francês abrisse a porta


Claude não queria demonstrar fraqueza, então decidiu abrir a porta...


Dadi quando viu o sangue nas mãos do patrão se horrorizou e disse...


Dadi: Meu Deus, o que aconteceu?


Claude: Não foi nada, já disse... Falou se afastando de Dadi que tentava ver o ferimento.


Frazão: Deixa Dadi cuidar disso. Pode ser perigoso.


Claude: Não precisa, aliás, não sei o que vocês estão fazendo aqui isso aqui foi só um acidente, não foi nada demais...


Frazão: Não parece, Claude. Você tá com uma cara péssima. Quer conversar e desabafar meu amigo?


Claude: Non, estou com aparência cansada porque quero dormir e você não me deixam, com licença.. Falou isso e fechou a porta.


Dadi e Frazão se olharam...


Frazão: Deixa Dadi, deixa-o sozinho, pensando, amanhã eu converso com ele, vai descansar vai... Falou Frazão beijando a testa da empregada com carinho.


Claude enfaixou sua mão de qualquer jeito e deitou na cama para ver se conseguia dormir, mas tudo o que conseguia pensar era na imagem de Rosa saindo de casa.


Passaram-se dois dias... Rosa ligou para Sergio...


Sergio: Foi o que aconteceu, seu marido falou que eu não deveria te ligar nunca mais.


Rosa: Ele não era meu marido.


Sergio: Não? Desculpa eu pensei que fosse, espero não ter causado briga.


Rosa: Eu queria conversar com você pessoalmente, podemos nos encontrar?


Sergio: Claro, só não quero que seu namorado fique bravo com você, Serafina!


Rosa marcou um encontro com Sergio numa lanchonete perto do apartamento de Janete.


Quando Sergio chegou perto dela ela não aguentou e chorou, depois de tê-la consolado ele quis saber o que estava acontecendo, Rosa contou tudo que aconteceu com ela desde que ela conheceu Claude e agora mais do que nunca ia precisar da ajuda do amigo.


Sergio: O que pretende fazer agora?


Rosa: Não sei.


Sergio: As freiras me ajudaram muito, arranjaram uma bolsa de estudo pra mim, acho que podem fazer algo por você também Serafina.


Rosa: Eu vou procurá-las, posso dar aulas no orfanato, eu adoro aquelas crianças...


Sergio: Não se preocupe tudo vai se ajeitar... Falou pegando nas mãos da amiga e passando toda segurança a ela.


Na construtora...


Um cliente batia as pontas dos dedos impaciente na mesa a espera do francês...


Frazão já não sabia o que falar pra justificar o atraso de Claude, o mais interessado naquela reunião. Mas parecia não ligar em perder aquele cliente tão exigente.


Frazão: Bem a gente pode começar sem ele, ele deve tá preso no trânsito, o senhor bem sabe como anda essa cidade né.


Cliente: Por isso saio bem cedo, e vi que perdi meu tempo... Falou grosseiramente.


Frazão: Desculpa, eu sei, vou tentar ligar de novo.


Frazão liga pela terceira vez... Mas nesse momento Claude entra e diz...


Claude: Não precisa ligar, já estou aqui... Falou Claude entrando todo desarrumado, parecia que tinha dormido com a mesma roupa seus olhos com olheiras profundas e o cheiro de bebida estava forte... Desculpe o atraso... Tive alguns contratempos... Falou mostrando sua mão enfaixada ainda... CONTINUA... RSRSRS...

sábado, 19 de janeiro de 2013

Capítulo 1


A babá apaixonada..



O patrão charmoso…



O bebê fofo…



A namorada pegajosa...



A avó malvada e interesseira...







Claude era tio de uma menininha de nove meses, seu irmão morrera num acidente de carro com sua esposa, a menininha ficou aos cuidados de Claude, Rosa era a babá da menina, ela adorava aquela criança, fazia apenas seis meses que cuidava da menina, mas já tinha um imenso amor pela pequenina, talvez pelo fato dela ter perdido os pais assim tão cedo.


Rosa: Pobrezinha, dorme como um anjo, Dadi...  Falou olhando a menina que dormia tranquilamente dentro do berço.


Dadi: Aham, ela é muito boa menina mesmo.


Rosa: Como pode tão pequenininha e já ter que sofrer tanto assim?


Dadi: Você gosta mesmo dela né?


Rosa: Sim, Dadi, eu também perdi meus pais muito cedo e sou sozinha nesse mundo, ainda bem que ela tem o Dr. Claude... Falou se lembrando do patrão, que era um homem lindo que tiraria o fôlego de qualquer mulher, mas era um homem volúvel também.


Dadi: Dr. Claude gosta muito dessa bebezinha, acho que se ele tivesse filhos seria um ótimo pai.


Rosa riu e disse...


Rosa: Filhos, Dadi??


Dadi: Ué?? E por que não?


Rosa: Porque eu acho que não está nos planos dele né, ele é um homem que não se prende a nada.


Dadi: Quem sabe um dia ele se apaixone né... Falou sorrindo e saiu deixando Rosa no quarto com a menininha.


Rosa: Duvido que um dia seu titio se apaixone por alguém... Falou acariciando os cabelos lourinhos da menina.


Nesse momento Claude entra no quarto e diz...


Claude: Quem vai se apaixonar por alguém?? Perguntou sorrindo, Claude tinha um poder de sedução muito forte, um simples sorriso dele, já deixava Rosa flutuando.


Rosa: Ninguém, desculpa Dr. Claude, eu só estava pensando alto... Falou nervosa. Claude sorriu ao ver que ela ficara vermelha com a pergunta.


Claude: Como está nossa menininha? Falou se apoiando no berço pra ver melhor sua sobrinha... Claude sempre tinha essa mania de falar “ Nossa menininha”. Essa frase liberava uma espécie de transe em Rosa, quando se dava conta já estava sonhando com Claude sendo seu marido e os dois cuidando daquele anjinho...


Claude: Rosa?? Rosa?? O chamado de Claude a tirou daquele sonho tão maravilhoso...


Rosa: Ham??  Sim... Sim... Esta ótima, hoje ela falou papai... Disse sem pensar.


Claude se entristeceu ao se lembrar da tragédia que colocou um fim na vida de seu irmão mais novo.


Rosa percebeu e disse...


Rosa: Desculpa, doutor.. Eu não deveria ter...


Rosa é interrompida por ele...


Claude: Não se preocupe ham, não precisa pedir desculpas, as lembranças são inevitáveis... Claude ficou encarando Rosa como se quisesse falar algo mais... Ele sorriu e disse... Bem vou tomar um banho, Frazon já esta me esperando numa boate... Disse isso e saiu do quarto, Rosa suspirava cada vez que via seu patrão, mas sabia perfeitamente que não podia nem pensar em se apaixonar por ele.


Claude vivia sua vida intensamente, trocava de mulher como trocava de roupas, ele trazia todos os dias uma mulher diferente para casa, sempre que Rosa acordava no meio da noite, pra preparar a mamadeira da pequena Lia, escutava as risadinhas abafadas vindo do quarto do francês...


Mais tarde Rosa já se preparava para dormir, tirou seu penhoar ficando apenas de camisola, uma camisola simples que sua amiga Janete tinha lhe dado de presente de aniversário, mas era a mais bonita que tinha então sempre usava.


Claude bateu na porta, mas não esperou e logo foi abrindo.


Claude: Oii.


Rosa ficou envergonhada, pois ele nunca tinha visto assim só de camisola, ela correu para pegar seu penhoar arrancando uma risada contida de Claude.


Claude: Desculpe, só vim dar um beijinho de boa noite em Lia, não precisa ficar assim tão envergonhada... Disse com um olhar sedutor a olhando dos pés a cabeça.


Rosa ficou ainda mais envergonhada, colocou o seu penhoar rápido,  se cobriu se protegendo com as duas mãos sobre seu peito, segurando o penhoar.


Claude: Calma!! Não sou nenhum tarado... Disse ele brincando.


Rosa: Desculpa só me assustei com sua entrada.


Claude: Eu que tenho que pedir desculpas, não posso invadir assim o quarto de duas... Ele olhou pro berço e completou a frase... Mulheres... Falou ainda num tom de brincadeira.


Claude ainda permaneceu olhando fixo nos olhos de Rosa e ela disse...


Rosa: Da licença vou buscar água, às vezes a neném se acorda com sede... Falou isso e saiu rápido dali, querendo fugir daquele olhar sedutor de Claude.


Claude se virou em direção ao berço e sussurrou...


Claude: Parece que sua babá, é um pouco envergonhada, eu não deveria estar falando isso pra você, mas ela de camisola não é de se jogar fora... Disse isso e sorriu, depois de dar um beijo em sua sobrinha Claude saiu para o alívio de Rosa que quando entrou no quarto ele já não estava mais lá.


A presença dele a perturbava, ela ficava meio tonta sem saber o que fazer, aquele sorriso estonteante era definitivamente muito perigoso.


No dia seguinte Claude tomava café, já passava das nove da manhã...


Dadi: Se divertiu ontem, doutor?


Claude: Ai Dadi, sempre as mesmas coisas, sempre os mesmo tipo de gente, isso tá me enjoando um pouco.


Dadi: O senhor deveria se preservar mais, ainda mais agora que essa mulher está querendo tirar nossa pequeninha.


Claude: Mulher intragável, ela não gosta da própria neta, não tem o mínimo de amor.


Dadi: Ela não tinha amor nem pela filha, nem se viu ela chorar no enterro...


Claude: Não vou permitir que Constância, tire Lia de mim.


Constância era avó materna da pequena Lia, uma mulher fria incapaz de sentir amor pela própria neta, estava falando aos quatro ventos que ia pedir a guarda da menina, certamente não por amor a menina, mas sim porque Lia teria direito a herança do pai.


Dadi: Mas com certeza ela vai usar essa sua vida desregrada a favor dela.


Claude: Eu sei Dadi, já vou tomar providências quanto a isso. Onde esta Rosa?


Dadi: Foi passear com Lia na pracinha.


Claude: Acho que vou até lá.


Dadi: Doutor!! Falou num tom de reprovação.


Claude: O que foi Dadi?


Dadi: Eu tenho reparado seus olhares pra cima dessa pobre moça, por favor, Dr. Claude ela gosta tanto de Lia, é tão dedicada, não vai fazer nada que ela possa vir a se ofender e ir embora.


Claude: Mas o que é isso, Dadi? Até parece que sou um bicho papon... Falou rindo.


Dadi: O senhor não tem jeito mesmo hein.


Claude: Non se preocupe, Rosa não faz o meu tipo... Falou isso deu um beijo na testa de Dadi e saiu.


Na pracinha...


Claude: Bom dia... Falou chegando perto de Rosa, que já ajeitava as coisas de Lia para poder ir embora.


Rosa: Doutor?? O senhor por aqui? Falou espantada, pois viu bem a hora que ele tinha chegado e pensou que fosse dormir o dia inteiro.


Claude: Já vai?


Rosa: Já sim senhor, já está na hora de fazer a papinha de Lia.


Claude: Deixa que eu te ajudo... Claude falou pegando a bolsa cheia de brinquedos que Rosa havia levado.


Rosa: não precisa doutor, pode deixar eu levo.


Claude: Você vai empurrando o carrinho ok?


Rosa não discutiu e foi ao lado dele empurrando o carrinho.


Claude: Você pode falar com Rodrigo pra ele te trazer aqui cada vez que você trouxer essas coisas, fica difícil assim sozinha.


Rosa: Ele não estava e eu não queria perder o solzinho da manhã, faz muito bem aos bebes.


Claude sorriu e continuou a caminhar ao lado dela.


Claude: Você tem namorado Rosa?


Rosa: Não!! Falou tão rápido que até ela se espantou.


Claude: Hum, bem se você tivesse um namorado acho que não daria muito certo né.


Rosa: Por quê?


Claude: Porque abusamos demais de você, fica direto com Lia, quase não tem folga.


Rosa: Mas eu adoro ficar com ela... Falou sincera.


Claude: Já percebi isso, por isso não quero te perder... Falou sedutoramente.


Rosa: Ham??


Claude logo se corrigiu e disse...


Claude: Não quero perder seus serviços de babá. Você já é muito importante pro crescimento e desenvolvimento de Lia.


Rosa: Não se preocupe doutor, eu nunca vou sair de perto dela... Falou ajeitando a menininha na cadeirinha do carro de Claude.


Claude: Quero te dizer que quando você precisar sair, resolver algum assunto pessoal, pode pedir Dadi sempre vai dar um jeitinho de cuidar de Lia, bem eu posso cuidar dela também...


Rosa sorriu e Claude chegou mais perto dela e disse.


Claude: Do que está rindo acha que não sou capaz? Falou bem pertinho dela, Rosa estava encostada na porta do carro.


Rosa: Não foi isso que eu... Eu... Já não sabia mais o que falar com a aproximação tão perigosa dele.


Claude sorriu ao ver que Rosa ficara vermelha como um pimentão...


Claude: Sabe que eu gosto desse seu jeitinho? Nesse momento Claude é interrompido por Nara.


Nara: Mon amour...


Claude revira os olhos e se vira pra Nara...


Claude: Olá cherry.

Nara: O que que tá acontecendo hein? Faz dias que eu ligo pra você e você não me atende... Falou dengosa chegando perto de Claude.


Claude: Ham... Ando sem tempo, não é Rosa?


Rosa não sabia o que falar, estava diante de Nara que era uma mulher bonita e sensual, nada tinha a ver com ela que era uma simples babá, ela olhou pra Claude, só confirmou com a cabeça e subiu no carro, ficando ao lado de Lia.


Claude foi obrigado a levar Nara, Rosa foi o trajeto todo desviando seu olhar do casal, mas às vezes era inevitável, Nara praticamente grudou em Claude não deixando nem ele dirigir direito.


Claude: Nara meu amor, por favor, eu preciso dirigir ham, em casa matamos a saudades... Falou tirando o braço dela que estava no pescoço dele, nesse momento ele não pode evitar olhar Rosa pelo retrovisor, Rosa baixou a cabeça e fingiu estar ajeitando o cinto de segurança de Lia.


Ao chegarem em casa, Rosa pegou Lia no colo e foi direto para a cozinha, Nara não pode nem esperar que Claude entrasse na sala de seu apartamento, logo o puxou para o quarto...


Na cozinha...


Dadi: Mas que absurdo!! Falou Dadi  indignada... Essa D. Nara é muito vulgar mesmo, onde já se viu a essa hora puxar o Dr. Clodis pro quarto e ficar de safadeza com ele...


Rosa dava papinha pra Lia sem fazer nenhum comentário...


Dadi: O que foi minha filha?


Rosa: Nada Dadi, só estou um pouco cansada, minha princesinha tava com a corda toda hoje, não é meu bebê? Falou olhando pro bebê que sorria com o agrado de Rosa.


Na manhã seguinte...


Frazão chamou Claude para uma conversa...


Frazão: Claude amigão eu não tenho uma notícia muito boa pra você não.


Claude: Fala Frazão o que aconteceu?? Aquelas meninas que marcamos de sair hoje ligaram desmarcando foi issi?


Frazão: Não Claude é pior.


Claude: Mon Die o dono da boate morreu e hoje non vai abrir, eu sei que já acostumamos com aquela Frazão, mas a gente pode ir a outra só hoje non tem problema.


Frazão: Não é nada disso francês deixa eu falar.


Claude: Tá bom, Frazão, fala enton...


Frazão: É a Constância...


Claude: O que essa bruxa fez agora ham?


Frazão: Ela cumpriu as ameaças dela e deu entrada com o pedido da guarda da Lia, acho melhor você ir pensando na possibilidade de ter que se afastar da menina...


Claude: Frazão, Frazão!! Ela só fez issi pra me provocar ela non gosta da menina, esse tempo todo ela teve aqui apenas uma vez e foi pra me pedir dinheiro ela nem olhou pra Lia, nem ao menos um telefonema ela da... Falou Claude indignado com a ousadia da sogra de seu irmão.


Frazão: É mais eu conversei com o advogado dela e ele me disse que ela está decidida a ter a guarda da neta.


Claude: E que juiz do mundo vai dar a guarda da minha sobrinha para aquela bruxa interesseira, ham?


Frazão: Cabeça de juiz é muito incerta viu amigão, ela é a avó materna e tem uma vida certinha enquanto você...


Claude: Você tá querendo dizer que eu tenho uma vida torta Frazão? Que espécie de amigo é você, ham?


Frazão: Sou do tipo que fala a verdade.


Claude: Mon Die eu amo Lia, Frazão, eu non posso viver sem ela non, você tem que me ajudar.


Frazão: Tem uma coisa que aumentaria suas chances em relação a Constância.


Claude: O que fala Frazão, se tiver alguma coisa que eu possa fazer pra ficar com Lia eu faço.


Frazão: Casar...


Claude: Casar?? Tá louco Frazão issi non né.


Frazão: Mas é a única forma, o juiz entenderia que você pode dar um lar a Lia, papai, mamãe e filhinha isso arrasaria com os planos da bruxa. Não precisa ser um casamento pra sempre, assim que você tiver a guarda definitiva de Lia você pode pedir o divórcio, melhor ainda, você pode fazer um acordo com a sua futura esposa.


Claude: Como assim?


Frazão: Pode dizer a ela que esse casamento é só por conveniência, deixa claro que você não tá a fim de se amarrar em ninguém e só tá casando pra ter a guarda da sua sobrinha.


Claude: Como que eu vou me casar, Frazão, com quem? Quem que vai querer assim nessas condições?


Frazão: Como eu posso ajudar né francês agora com quem aí já é com você, sei lá você tem tantas mulheres escolhe uma aí e casa.


Claude: Eu non posso me casar com nenhuma dessas mulheres que eu saio non Frazão, depois elas non vão querer desgrudar do meu pé.


Frazão: Então você acha uma que se casa com você, sabendo que esse casamento tem data pra começar e data pra terminar.


Claude: Um casamento arranjado, interessante... Falou Claude com a mão no queixo pensando nessa possibilidade... Issi até que non é má ideia ham.


Frazão: Então pensa em alguma louca que vai aceitar uma coisa assim, porque essa é a sua única chance de ficar com a Lia...


Claude: Eu vou pensar em alguém.


Quando Claude chegou em casa naquela noite, a primeira coisa que ele viu foi Rosa entretida ajoelhada no tapete brincando com Lia.


Ele sorriu ao ver a cena mas logo seu sorriso se desmanchou quando ele viu Constância no outro lado da sala, sentada o esperando.


Claude: O que faz aqui? Falou bravo.


Constância: Isso são modos, Claude?


Claude: Não me venha com seu cinismo, fala logo o que você quer?


Constância: Nossa!! Pra que tanta agressividade?


Rosa vendo que aquela discussão ia render, pegou o bebê e o levou para seu quarto.


Constância: Olha aí o que você fez? Espantou a moça... Falou irônica.


Claude: O que que você quer?


Constância: Não seja rude comigo, Claude, eu vim aqui pra fazer um acordo com você.


Claude: Fala logo e vai embora.


Constância: Eu quero dez milhões de dólares, se me der essa quantia eu assino um documento passando o meu direito de guarda para você, evitamos esse desgaste de audiências, tribunais... Falou ela friamente.


Claude: Você é muito baixa mesmo.


Constância: Por quê? Assim todos saímos ganhando, você sabe que eu não gosto de crianças...


Claude: Eu não vou comprar a minha sobrinha, pra mim ela vale muito mais do que qualquer coisa.


Constância ficou furiosa e disse...


Constância: Então prepare-se para perder a guarda dela pra mim nos tribunais, porque é isso que vai acontecer com essa vida de boêmio que você leva.


Claude: Engano seu, eu já mudei e vou me casar... Falou confiante.


Constância riu e disse...


Constancia: Não seja ridículo, você se casar?


Claude não gostou nada daquela risada irônica e disse com mais firmeza ainda...


Claude: Já estou noivo, vai ser tão fácil arrasar com você nos tribunais... Falou isso e sorriu satisfeito por ter percebido o sorriso irônico de Constância se desmanchar lentamente.


Constância: E quem é a louca?


Nesse momento Rosa vinha descendo a escada com a mamadeira de Lia nas mãos...


Claude não pensou duas vezes foi até ela e disse...


Claude: Mon amour!! Já disse pra você não usar mais esse uniforme essa casa é sua, por favor, cherry.


Rosa: O que? Perguntou confusa.


Claude olhou pra Constância e disse...


Claude: Essa é minha noiva ham.


Rosa: O que?


Constância riu novamente só que agora mais intensamente...


Constância: Você só pode estar de brincadeira comigo, a babá??


Claude: Brincadeira nenhuma... Claude segurou Rosa pela cintura e a beijou na frente de Constância que queria pular no pescoço do francês de tanta raiva.


Rosa não estava entendendo nada, ela tentou se afastar dele, mas ele a puxou para junto dele e aprofundou ainda mais o beijo, com uma das mãos ele segurava sua cabeça e ditava o ritmo do beijo... CONTINUA... RSRSRS...