segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Capítulo 4



Rosa ficou deitada sem animo pra nada, não quis almoçar. Passou a tarde inteira no quarto...


No final da tarde Janete ligou pra convidar Rosa pra sair, pois já sabia que ela estaria sozinha.


Janete: Por que, Dadi?


Dadi: Eles tiveram uma discussão seria ele saiu sem nem dar tchau a ela.


Janete: O Claude não tem jeito mesmo.


Dadi: Ele é esquentado, mas ele gosta dela.


Janete: Que jeito maluco é esse de gostar, Dadi?


Dadi: Eu o conheço ele gosta dela sim.


Janete: E demonstra tratando mal, justo ela que sempre faz tudo o que ele quer? Eu não entendo isso viu.


Dadi: A senhora não imagina o quanto ele já sofreu.


Janete: E a Rosa hein? Você acha que a vida dela no orfanato foi molezinha, Dadi?


Dadi: Eu sei, por isso acho que ela é a mulher que pode mudar ele, o amor transforma as pessoas D. Janete.


Janete: Tá bom, Dadi! Eu não vou ficar aqui discutindo com você, porque eu sei que você ama o Claude como se fosse seu próprio filho. Eu vou passar ai pra conversar com a minha amiga.


Dadi: Sim senhora.


Depois de um tempo Janete chega ao apartamento de Rosa...


Rosa conta tudo o que aconteceu com ela na loja e depois em casa com Claude...


Janete: E você saiu assim da loja, Rosa? Falou Janete brava.


Rosa: O que você queria que eu fizesse hein?


Janete: Sei lá um escândalo, pegasse aquela piranha pelos cabelos e mostrasse que o Claude é seu. Falou Janete brava com a reação de Rosa.


Rosa: Nunca briguei com ninguém Janete, como que eu ia fazer uma coisa dessas numa loja fina igual aquela, iam me colocar pra fora, ela lá toda chique e eu mais parecia uma..


Janete respira fundo e fala...


Janete: Não fica assim, Rosa não aguento te ver desse jeito, você não merece isso, reage amiga.


Rosa: Eu sei que você se preocupa comigo Jane, mas você também tem que me entender...


Janete: O que você quer que eu entenda Rosa? Como você deixa o Claude te humilhar?


Rosa: É o jeito dele Janete, eu já te disse que do jeito dele eu acho que ele gosta de mim...


Janete: O problema que o jeito dele é fazer você se sentir assim pequena perto dele, você tem que impor sua presença.


Rosa: Eu não posso ele fica cada vez mais irritado quando ele fica contrariado...


Janete: Eu acho que você devia deixar o Claude ele não te merece...


Rosa: Eu não posso Janete, eu não sei viver sem ele, você não me entende...


Janete: Não entendo mesmo, já que você não que você não consegue deixá-lo da um gelo nele então ele precisa sentir a sua falta, quem sabe assim ele não te dá valor?


Rosa: Eu tenho medo de que se eu der um gelo nele, assim ele se afaste de mim...


Janete: Você devia tentar, se ele realmente gosta de você como você acha que ele gosta que é só o jeito dele, vai sentir a sua falta não é mesmo?


Rosa: Mas eu não sei se consigo fazer isso, eu já estou louca pra ligar pra ele tô morrendo de saudade...


Janete: Você não vai ligar tá me ouvindo?


Rosa: Mas Jane, com aquela mulher lá se eu não ligar ele pode se esquecer de mim...


Janete: Se ele se esquecer assim tão fácil de você é porque não gosta mesmo de você, tem que ser firme com ele não vai ligar e se ele ligar você não atende, fala pra Dadi dizer que você tá no banho, melhor diz pra ela falar pra ele que você saiu, sei lá inventa alguma coisa, mas não fala com ele...


Rosa: Jane se ele liga e pensa que eu não tô em casa ele pode se chatear comigo né...


Janete: Ah você pode ficar chateada ele não né, Rosa? Pelo amor de Deus amiga você tem que se posicionar assim esse homem não te respeita nunca...


Rosa: Eu o amo demais Janete e só tento viver bem com ele...


Janete: Como assim bem se ele só te faz sofrer, acho que vocês nunca viveram bem realmente, você acha mesmo que compensa viver assim, se sacrificar tanto assim por um homem?


Rosa: Mas se eu sofro assim com ele e acho que vou sofrer ainda mais longe dele, eu prefiro ficar com ele porque pelo menos alguns momentos eu consigo ser feliz...


Janete: Se você acha realmente isso o que eu posso fazer não é mesmo, eu só acho que você tem uma vida inteira pela frente pode encontrar outra pessoa um homem que te ame de verdade que te faça feliz, se você acha mesmo que vale a pena aguentar tudo isso por um homem que ao meu ver não te ama, você quem sabe eu sou sua amiga e vou ta aqui pra te apoiar em qualquer decisão que você tome.


Rosa: Eu sei que você quer o meu bem Jane, mas o que eu sinto que só posso ser feliz com o Claude eu o amo com loucura, acho que nunca vou conseguir amar um outro homem...


Janete: Você quem sabe o que quer pra sua vida e também o quanto pode aguentar por um amor assim...


Rosa: Eu vou levar até onde der...


Janete: Você confia em mim?


Rosa: Claro, você é a única amiga que eu tenho, desde que comecei a trabalhar lá na empresa do Dr. Coutinho, você sempre foi tão boa pra mim... Falou Rosa com sinceridade.


Janete: Eu acho que você fez muito mal em parar de estudar, parar de trabalhar só porque o Claude pediu.


Rosa não falou nada só baixou a cabeça...


Janete: Bem... Mas não é isso que eu queria falar pra você, eu queria que você pelo menos ouvisse o que eu tenho a te dizer.


Rosa: O que?


Janete: Já que não consegue se separar do Claude, então faz o que eu te falei da um gelo nele, não atende o telefone, deixa ele pensar que ele pode te perder.


Rosa: Eu tenho medo, Jane.


Janete: Medo de que, criatura?


Rosa: O Claude é diferente dos outros homens, ele é muito seguro se ele achar que tá me perdendo acho que a reação dele vai ser me dar um fora.


Janete: Rosa, se ele gosta um pouquinho de você, ele não vai te dar o fora e se ele te der o fora, vai ser porque ele não gosta de você aí vai ser bom você vai poder viver sua vida, no começo vai ser difícil eu sei, mas você supera.


Rosa respirou fundo...


Rosa: Você faz parecer tudo tão simples né, mas não é.


Janete: Eu sei que não é, mas se você não se der o devido valor ninguém mais vai te dar, principalmente o Claude.


Rosa: Tá certo, vou tentar fazer o que você tá falando... Falou ainda meio insegura.


Janete: Isso amiga, eu vou estar aqui pra te apoiar.


Rosa: Obrigada! Falou ela sorrindo.


Depois de muito conversarem, Janete já estava indo embora e disse...


Janete: Amiga amanha vou vir aqui te pegar pra gente sair, vamos ao cinema depois comer uma pizza o que você acha?


Rosa: Tudo bem.


Janete: Olha bem, não vai ligar pra ele, acho até bom você desligar o celular, pra você não cair em tentação de ligar ou de atender alguma chamada dele.


Rosa: Esta bem... Falou pegando o celular e desligando.


Janete: Isso, agora já vou indo tchau amiga, até amanhã. Beijo.


Após essa conversa Rosa fez um esforço enorme para não pegar o celular e ligar para Claude.


Três dias se passaram, Claude era muito orgulhoso e decidiu não ligar pra ela nesses dias.


Num restaurante...


Janete: E ai amiga? Tá resistindo não ligar pra ele?


Rosa: Uhum... Murmurou ela triste.


Janete: E não atendeu ele né?


Rosa: Ele não me ligou Jane!! Falou triste.


Janete: Não ligou...?? Perguntou espantada, pois já haviam passado três dias.


Rosa: Ele é assim mesmo, quando ele tá irritado ele não liga pra mim.


Janete: Aff!! Não sei como você ainda aguenta isso.


Rosa: Amor.


Janete: Esse amor tá te fazendo mal, Rosa.


Rosa: Vamos falar de outra coisa?


Janete: Claro, você tá certa. Afinal eu te tirei de casa pra você não ficar pensando nele, não faz sentindo a gente ficar falando dele... Falou sorrindo.


Enquanto isso, Claude ligava pro celular de Rosa, mas caia na caixa postal.


Claude: O que será que tá acontecendo?


Ele resolveu ligar pro telefone do apartamento.


Dadi: O Dr. Claude, como vai?


Claude: Estou bem, Dadi!! Como vão as coisas por ai?


Dadi: Aqui também está tudo bem.


Claude: Que bom, Dadi, me faça o favor de chamar a Rosa.


Dadi: Dr. Claude, ela não tá.


Claude: Como não está?


Dadi: Ela saiu, foi no cinema com a Dona Janete, mas daqui a pouco ela volta.


Claude: Hum, eu já liguei pro celular e ela não atende.


Dadi: Ela deve ter esquecido.


Claude: Está bem, mais tarde eu ligo, tchau.. Falou isso e desligou irritado.


Rosa chegou um pouco mais animada após o passeio com Janete.


Dadi: D. Rosa?


Rosa: Sim, Dadi.


Dadi: Dr. Claude ligou.


Rosa: Ligou?? Falou feliz, já pegando no telefone querendo ligar pro hotel, mas lembrou do que Janete havia falado e largou o telefone.


Dadi: Eu acho que ele ficou zangado.


Rosa: Não tem importância, Dadi. Ele tem que aprender a me dar valor.


Dadi: Ele disse que vai ligar novamente, o que eu digo?


Rosa: Diga que estou dormindo.


Dadi: Ele vai brigar, vai achar que eu não dei o recado.


Rosa: Não vai não.


Rosa subiu para o quarto e ficou pensando se aquilo era o certo a fazer...


Enquanto isso...


Claude e Frazão estavam no restaurante do hotel em Palmas esperando os empresários e Egídio, que pediu pra participar das negociações, pois estava doido para que Claude fosse seu sócio.


Frazão: Tô doido pra acabar esse jantar a noite de Palmas tem se mostrado muito interessante pra mim...


Claude: Posso imaginar você chega todos os dias com o sol raiando...


Frazão: Você não sabe o que tá perdendo mon ami...


Claude: Eu sei que eu vou acabar perdendo esse investimento se você non levar a serio o seu trabalho e continuar com essa sua vida desregrada ham...


Frazão: Você tá amargo hein amigão, isso só pode ser saudades da Rosa...


Claude: Engraçadin você ham, Frazon


Frazão: Você devia ter trazido a Rosa pelo menos não estaria assim morto de saudades dela... Disse rindo.


Claude: E quem foi qui te dissi qui tô com saudades di Rosa ham?


Frazão: Essa sua cara feia ai amigo, seu humor tá muito pior desde que chegamos aqui em Palmas, só pode ser porque ela não esta aqui, porque em São Paulo seu humor não é dos melhores, mas pelo menos não fica com essa cara de quem chupou limão...


Claude: Eu non sei o que acontece comigo que eu non morro de tanto rir de suas gracinhas, ham...


Frazão: Fica assim não, Claude amanhã ou depois a gente já deve tá voltando pra casa, ai você mata a saudade dela...


Claude: Eu tô pouco me importando com issi ham, mesmo porque ela deve tá pouco se importando com a minha falta, eu liguei pro celular dela e non atendeu, liguei pra casa e Dadi disse que ela non estava, agora me diga o que tanto ela faz na rua que non pode nem me atender?


Frazão: Viu eu tava certo, você tá irritado porque ligou e não conseguiu falar com ela. Kkkkk... Gargalhou ele tirando onda do amigo.


Claude: Ahh não enche Frazon... Falou Claude emburrado.


Frazão: Você tá gamadão mesmo né francês...


Claude: Eu non sei da onde você tira essas suas idiotices...


Frazão: Com esse ciúme todo que você tá sentindo ainda acha que não está apaixonado?


Claude: Eu nunca me apaixonei por ninguém non seria por uma mulher como Rosa...


Frazão: Você nunca ouviu dizer Claude que o coração tem razões que a própria razão desconhece, então...


Claude: Pois eu conheço muito bem meu coraçon e te digo que ele esta do jeito que sempre esteve, sem acreditar no amor...


Frazão: Se você prefere se enganar, tudo bem...


Claude: Os empresários estão chegando se ajeita ai na cadeira... Disse ele pra Frazão que estava todo desalinhado.


Frazão: E o Egídio também, mas ele não vem sozinho olha lá quem vem logo atrás dele balançando o guizo, Nara... Kkkkkkkkkkk... Riu ele com a cara que Claude fez quando a viu.


Claude: Mon Die essa mulher non desiste nunca, ontem ela tentou entrar no meu quarto, Frazon, passei dificuldades pra me livrar dela agora ela vem a esse jantar, ela non se manca non?


Frazão: Você quer mesmo que eu responda amigão?


Claude: Você e suas gracinhas ham, concentre-se no contrato tá bom... Falou ele irritado.


Depois do jantar com os empresários, Frazão saiu para se divertir. Claude ficou bebendo um whisky no bar do hotel.


Enquanto isso Rosa tomava um banho, pra ver se conseguia dormir, pois estava morrendo de saudades de Claude e não estava conseguindo dormir esses dias que haviam passado..


Claude ligou pra casa e Dadi atendeu...


Claude: Como não pode atender? Perguntou irritado.


Dadi: Ela está dormindo doutor... Falou meio com medo da reação dele.


Claude: Você não avisou que eu ia ligar de novo? Gritou ele.


Dadi: Calma... Claude respirou fundo e disse...


Claude: Desculpe.


Dadi: Assim que ela chegou eu falei pra ela, mas ela chegou com dor de cabeça, ai ela tomou um remédio e disse que ia dormir.


Claude revirou os olhos e falou...


Claude: Está bem, amanhã eu ligo, tchau, Dadi. Boa noite!! Falou isso e desligou o celular irritadíssimo.


Enquanto isso...


Dadi: D. Rosa, ele ficou uma fera, eu acho que a senhora tá fazendo tudo errado.


Rosa: Ai Dadi, não fala assim, você acha que é fácil pra mim ficar aqui esperando ele ligar pra mim, depois fingir que não tô nem ai quando ele liga.


Dadi: Ele só não ligou antes porque vocês dois tinham brigado, porque sempre que ele viaja ele liga todo dia.


Rosa: Mas eu não tive culpa da briga.


Dadi: Eu sei, mas tenta entender ele, ele é um empresário importante, não pode tá levando a senhora assim pra todo lugar... Disse Dadi, tentando contornar a situação.


Rosa: Você acha mesmo que eu só mereço as migalhas que ele me da né?


Dadi: Não foi isso que eu falei.


Rosa: Tudo bem, Dadi.


Dadi: D. Rosa, não fica chateada comigo, eu gosto tanto da senhora.


Rosa: Não tô chateada eu gosto muito de você também.


Dadi: Ele disse que vai ligar amanhã.


Rosa: Tá certo... Falou isso e sorriu pra empregada.


Claude foi para o quarto e quando entrou teve uma surpresinha... CONTINUA... RSRSRS...

sábado, 1 de dezembro de 2012

Úlitimo Capítulo



Guilherme: Cala boca Claude, você não sabe do que está falando...  Gritou ele também nervoso, por estar sendo acusado... Eu não matei ninguém, minha mãe morreu sim, mas não foi assassinada, ela morreu de morte natural e não é essa tal de Mirtes, o nome da minha mãe era Helena...


Fernando: Eu sei...


Claude: Sabe do que? Mon Die será que ele vai conseguir te enganar também... Falou olhando para Fernando.


Fernando: Calma Dr. Claude, a festa está apenas começando... Falou sorrindo e olhando todos ao redor... Engraçado que investigando sua vida Dr. Guilherme, sem querer descobri umas coisas muito interessantes sobre a infância de outra pessoa também muito próxima de Seu Giovanni... Falou ele com um ar de mistério.


Claude: Para de fazer cena e fala logo... Falou impaciente.


Fernando: Descobri que uma menina foi deixada no orfanato quase na mesma época que você Guilherme, só que ela era bem mais nova, mas foi testemunha de um crime brutal...


Estela: O que isso tem a ver com os assassinatos?


Fernando: Muito D. Estela, essa menina era filha da empregada Mirtes, ela presenciou a morte da própria mãe, imagina como não deve ser a cabeça dessa menina que hoje é uma mulher.


Amália: E quem é?


Fernando: Eu trouxe uma testemunha muito importante pra esse caso, pode entrar Seu Francisco... Disse Fernando fazendo o porteiro entrar na sala da mansão, porteiro que havia sumido após a morte de Seu Giovanni, ele era o único que podia testemunhar a favor de Claude, provando que Claude dizia a verdade, que esteve o tempo todo na empresa na hora exata do assassinato... Eu quero que o senhor olhe a sua volta e me diga com absoluta certeza, quem foi que pegou do senhor as fitas de segurança do prédio da empresa, da noite do crime.


Francisco olhou bem para os lados e sem duvida nenhuma apontou a pessoa que lhe deu dinheiro para que ele lhe entregasse a fita que mostrava os horários que Claude entrou e saiu da empresa.


Francisco: Foi ele, ele roubou as fitas e depois ainda me ameaçou dizendo que se eu não sumisse ele me matava, eu fiquei com medo e fugi pra bem longe... Falou apontando para Colibri.


Mas antes que Fernando fizesse qualquer movimento Colibri quebrou uma garrafa e colocou no pescoço de Amália...


Amália: Aiii...


Rosa: Mãeee... Gritou Rosa desesperada, Claude com medo que acontecesse algo a Rosa a abraçou...


Colibri: Todos quietinhos senão a velhota morre... Colibri fez um sinal para Silvia que pegou sua arma calibre trinta e dois e apontou para Rosa e Claude.


Estela: Filho cuidado...  Falou apavorada.


Claude: Silvia!! Exclamou Claude espantado.


Silvia: Cala boca seu idiota, sempre com esse arzinho superior pra cima de mim...


Rosa: O que foi que nós fizemos pra você, Silvia? Por que nos odeia tanto assim.


Silvia: Por causa dele, minha vida foi um inferno... Gritou com a arma apontada para Claude.


Fernando: Calma... Vocês não vão conseguir sair daqui assim, a casa esta cercada.


Colibri: Cala a boca, deixa minha princesa falar, fala aí meu amor... Falou ele pra Silvia.


Silvia: Como eu sonhei com esse momento, sonhei tantas vezes em estar aqui com esse bando de abutres, que fizeram da vida da minha mãe uma porcaria... Gritou ela.


Rosa: Do que você tá falando? Falou chorando.


Silvia: Cala boca dondoquinha do papai, seu papai teve o fim que merecia aquele velho ordinário, expulsou minha mãe dessa casa porque ela tava grávida do melhor amigo dele... Gritou ela.


Estela: O que??


Silvia: Isso mesmo, eu sou a filha bastarda do Eduardo Geraldy... Todos ficaram pasmos... Por isso aquele velho carcamano colocou minha mãe pra fora daqui, porque a linda família Geraldy não podia ser desfeita com essa traição, não é mesmo?


Amália: Você tá enganada Silvia... Gritou Amália.


Colibri: Cala boca!! Falou apertando ainda mais a ponta da garrafa no pescoço dela.


Silvia: Meu plano era perfeito, eu não ia matar ninguém, mas as coisas saíram de controle, aquele velho idiota descobriu o desfalque, desfalque esse que Dr. Egídio fazia parte, o velho imbecil que dava uma de honesto,  logo ia  colocar a boca no trombone, ai eu o matei, assim como matei aquele imbecil do  Coutinho que se desesperou porque essa enxerida da Janete mandou fazer uma auditoria no dinheiro que entrava pras obras.


Rosa: E a Joana? Por que você a matou?


Silvia: Eu não fazia ideia de que ela era amiga da minha mãe, como ela podia ser amiga da minha mãe e servir essa família que desgraçou com a vida dela?  Gritou ela descompensada... Ela me ouviu no cemitério, ouviu eu jurando no tumulo de minha mãe que eu ia conseguir tudo que era meu por direito.. Aquela enxerida... Foi a pior morte, porque eu não tinha planejado nada, tive que atacá-la com um punhal que nojo daquele sangue, diferente da morte linda que teve o projetista, pena que foi ele que tomou aquela taça de champanhe, podia ter sido você D. Rosa... Falava e ria enquanto que Rosa chorava compulsivamente abraçada a Claude.


Amália: Chegaaaaaa!! Falou Amália chorando.


Colibri: Já disse pra você calar a boca senão você vai morrer...


Silvia: Quem eu mais senti prazer em matar foi seu paizinho, D. Rosa... Fiz todo o trabalho na casa de praia depois o Colibri me ajudou a armar a cena do crime no motel, foi tão fácil, Gilvania aquela piranha já estava de olho no Colibri, ele a chamou pra saírem e a levou no motel, mal sabia ela que o corpo do velho já estava no porta-malas do carro, depois deixar os indícios para que a polícia desconfiasse de francesinho ai foi mais fácil ainda, todos naquela empresa tem muita preguiça, o Claude não levantava nem pra pegar um papel que estivesse ao lado dele, sempre esquecia alguma coisa no carro e me mandava buscar, foi numa dessas vezes que entrei no carro dele e deixei o frasco de veneno...


Colibri: Veneno que eu uso nas minhas plantinhas... Kkkkkk... O curso de jardinagem pago pelo próprio velho italiano, achando que estava fazendo alguma caridade...


Silvia: Me vinguei  daquele velho, por ele ter matado a minha mãe.. Gritou Silvia... Eu nunca vou esquecer aquela cena... Falou descontrolada.


Amália: Você é louca, Giovanni e eu nem estávamos no Brasil quando sua mãe foi assassinada... Gritou Amália.


Silvia: Mentira!! Foi ele eu vi...


Fernando: Você era muito pequena Silvia!! Você só viu um vulto, mas não foi Seu Giovanni que matou sua mãe.


Silvia: Nãooo... Gritou ela.


Amália: Você falou tudo o que queria né com requintes de crueldade, pois agora vai ouvir também, seu pai não era o Eduardo, sua mãe queria dar um golpe no Eduardo, ela não valia nada, era uma prostitutazinha que fingia ser empregada, engravidou de um querendo dar o golpe em outro, seu pai é o Egídio... Gritou Amália.


Nara: Papai!!! Nara chorando também.


Silvia olhou pra Egídio e conseguiu se lembrar de toda a cena do assassinato de sua mãe, na verdade o homem que ela viu atirar em sua mãe era Egídio, pode se lembrar de todos os detalhes, lentamente ela foi tirando a arma da direção de Claude e conduzindo para mirar em Egídio, o ódio dela era tanto que ela não se controlou e atirou...


Todos se abaixaram inclusive Colibri, Amália aproveitou esse descuido dele e fugiu ficando perto de Guilherme que a protegeu.


Pedro foi ágil e algemou Colibri antes que ele reagisse por sorte o tiro não pegou em ninguém, Fernando aproveitou que o disparo desequilibrou Silvia e a segurou, logo a casa estava repleta de policiais...


Claude: Cherry você está bem?


Rosa: Minha mãe Claude, cadê minha mãe? Perguntou apavorada.


Claude: Calma meu amor calma, ela tá bem Guilherme tá com ela... Rosa viu Guilherme abraçado a Amália.


Estela se aproxima de Amália e pergunta...


Estela: Você está bem, Amália?


Amália: Estou bem sim, aquele cretino não conseguiu me ferir. Eu queria te pedir perdão... Falou chorando.


Estela: Esquece, eu também te acusei, agora acabou espero que essas infelizes apodreçam na cadeia.. Falou abraçando a amiga.


Pepa: Olha lá Afrânio, agora tá que só amores com a mãe do francês, mas vivia acusando a pobre...


Afrânio: Eu não tô acreditando ainda que tudo isso aconteceu aqui, chego a tá com as minhas pernas bambas ainda de medo dessa doida da Silvia... Falou assustado.


Pepa: Viu, ela com aquela carinha branquinha fraquinha que parecia que não comia com ar de songa monga conseguiu enganar todo esse povo.


Afrânio: Filha da Mirtes, Pepa filha da Mirtes o que você esperava hein.


Pepa: Filha da Mirtes e cacho do jardineiro gostosão, que pensou que ia dar o golpe do baú na D. Amália, se deu foi mal, essa velha não vai dividir a herança dela com ninguém, velha muquirana...


Afrânio: Para de falar bobagens, vamos fazer um cafezinho pra acalmar esse povo... Falou puxando Pepa para a cozinha.


No outro lado da sala Fernando e sua equipe já se preparava pra irem embora, mas antes ele foi até Rosa e disse...


Fernando: Obrigado, Rosa e Guilherme, se não fosse a colaboração de vocês nessa farsa de noivado, não conseguiríamos que Silvia confessasse os crimes.


Claude: Farsa?


Guilherme: O que foi francês? Achou mesmo que eu ficaria noivo de uma mulher que não me ama?


Claude ficou sem graça e baixou a cabeça...


Rosa: Meu amor, no começo eu achei que você estivesse ficando louco, mas depois eu vi que você não queria nem que eu chegasse perto de você, aí percebi que alguma coisa grave estava acontecendo, decidi falar com o Fernando ele me aconselhou a encenar essa farsa para que o assassino ficasse convencido de que eu não voltaria pra você... Pedi pro Gui me ajudar e ele aceitou...


Claude: Non sei nem o que dizer ham... Falou sem graça... Sinto muito Guilherme, me perdoe, mas eu achava realmente que você fosse o assassino.


Guilherme: Tudo bem Claude, até o Fernando estava achando isso, graças a Deus ele investigou e acabou achando o registro de Silvia.


Claude: Eu só não entendo porque ela me aterrorizou tanto, eu nunca fiz nada pra ela, ela falou que iria matar Rosa, eu fiquei desesperado... Falou apertando Rosa contra seu peito.


Fernando: Ela é uma psicopata, Claude!! Na cabeça dela ela não teve uma vida maravilhosa por culpa sua, ela achava que seu pai não a reconheceu porque você existia, a mãe dela a fez a creditar que ele não a queria porque já tinha outra família, ela cresceu com isso na cabeça, virou adulta e seu objetivo era te magoar, te ferir, fazer você sofrer...


Janete: Mas graças a Deus tudo acabou bem né...


Rosa: É sim amiga.


Frazão: É mesmo, vocês foram uns atores perfeitos... Falou pra Rosa e Guilherme... Conseguiram nos enganar direitinho... Bem como acabou tudo bem acho melhor você descansarem é o que noz vamos fazer não é meu amor? Falou abraçando Janete.


Janete e Frazão se despediram de todos e foram embora...


Rosa: O que vai acontecer com eles?


Fernando: Bem, Egídio acabou confessando que matou Mirtes, porque ela o chantageava e ele não queria que a mãe de Nara soubesse então a matou, ele vai ser preso por corrupção e por assassinato, Colibri também, Nara não tem acusação que a mantenha presa por muito tempo, logo ela estará por ai, agora Silvia vai pra um manicômio judiciário, como eu disse ela é uma psicopata e muito perigosa.


Rosa: Que horror... Ai eu tô tão cansada, acho que vou subir, você vem comigo? Perguntou dengosa pra Claude.


Claude: Claire cherry... Claude agradeceu Fernando e Guilherme e subiu com Rosa para o quarto, Guilherme os observava com um olhar triste.


Pepa que vinha da cozinha falou ao pé do ouvido de Guilherme...


Pepa: Sobrou bonitão?


Guilherme sorriu e disse...


Guilherme: Sobrei sim...


Pepa: Vem com a titia Pepa, lá na cozinha tem um cafezinho fresquinho que eu sei que você adora...


Guilherme riu e beijou a testa de Pepa que disse...


Pepa: Ainn esses beijinhos chegam me dá um calor aqui subindo pelas minhas...


Afrânio: Olha a compostura, Pepa!! Gritou Afrânio...  Respeite o Dr. Guilherme o que que isso meu Deus... Falou Afrânio indignado arrancando risos de Guilherme.



No quarto de Rosa, Claude estava sem camisa olhando pela janela quando Rosa sai do banho e o abraça forte beijando suas costas.


Claude: Senti tanto medo de perder você pra sempre.


Rosa: Agora acabou, precisamos esquecer tudo isso e começar a pensar no nosso futuro e marcar logo a data do casamento, porque não quero entrar na igreja com a minha barriga muito grande, afinal já estou com quase dois meses... Falou acariciando seu ventre.


Claude não sabia o que dizer, ficou parado sorrindo...


Rosa: Fala amor, ele quer ouvir que você gostou da notícia...


Claude: Mon Die, claire, claire que gostei dessa notícia, é a melhor notícia da minha vida, eu te amo começou a beijar Rosa sem parar, depois se ajoelhou diante dela e beijou sua barriga... Papai te ama, meu filhin...


Rosa: Ou filhinha... Disse sorrindo, Claude a pegou no colo e a levou para cama onde fizeram amor pelo resto da madrugada.


Os dias voaram e chegou o grande dia...


Era o dia mais feliz da vida de Rosa tudo o que ela conseguia pensar, ter Claude ali ao lado dela no altar era o que ela tinha esperado sua vida inteira, se lamentou por seu pai e por Eduardo não estarem ali para ver a felicidades dos filhos, eles gostariam tanto de vê-los como estavam agora, o som da voz de Claude a tira dos seus pensamentos...


Claude: Sim...


Padre: Eu vos declaro marido e mulher, pode beijar a noiva...


Então Claude vai em direção a sua esposa e a beija... Sua esposa esse é realmente o dia mais feliz de sua vida, porque agora ele sabe que nada nem ninguém poderá separa-lo da mulher da sua vida, a sua mulher, a mãe do seu filho... Ele a beijou e ela estava igualmente radiante, em poucas horas eles tomariam o voo rumo a Paris, era a tão merecida lua de mel, depois de tudo o que viveram...


A igreja estava lotada, todos estavam lá para compartilhar dá alegria e da emoção deles, Janete e Frazão era padrinhos claro,  Estela e Amália também estavam realizadas ao verem a felicidade dos filhos...


Estela: Eu sô lamento que o Eduardo e o Giovanni não estejam aqui pra ver a felicidade deles... Diz Estela chorando.


Amália: Eu também, Estela...


Afrânio e Pepa estavam perto delas, ele comenta quando vê a patroa chorando.


Afrânio: D. Amália esta emocionada, aposto que ela tá se lembrando do patrão.


Pepa: Sô se for agora ne porque ela ate pouco tempo atrás tava lá toda dando confiança pro jardineiro bandidinho.


Afrânio: Como você gosta de falar dos outros Pepa, olha lá vê se presta atenção nos noivos, eles tão felizes e daqui a pouco tão embarcando pra lua de mel.


Pepa: Esses ai meu filho, ninguém olhou enquanto devia agora que já tão casados ninguém precisa mais olhar não, eles vão só se foi pra lua né, porque o mel já foi a muito tempo, tá lá na barriga de Serafina o bambino pra provar.


Afrânio: Você não tem jeito mesmo não Pepa da licença... Diz Afrânio indo pra frente da igreja esperar a saída dos noivos.


Rosa e Claude não demoram a deixar a igreja, se despedem de todos e seguem para mansão onde apanham a bagagem e seguem pro aeroporto, no outro dia eles já estão em Paris no quarto do hotel...


Rosa: Se me dissessem que eu estaria aqui com você deitadinha nos seus braços, na nossa lua de mel a um ano atrás eu ia dizer que só podia ser nos meus sonhos.


Claude: Mas eu sempre ouvi que nunca devemos deixar de sonhar mon amour.


Rosa: Eu nunca deixei, mas é que a realidade agora é muito melhor do que qualquer sonho que eu já possa ter tido.


Claude: Eu acho que te amei todos os dias de minha vida, sabe uma vez minha mãe me mostrou uma foto da gente, você era bebê ainda eu devia ter pouco mais de um ano, eu vi que já olhava pra você com um ar de quem tava encantado.


Rosa: Jura? Eu nunca vi essa foto por quê será?


Claude: Talvez só minha mãe tenha essa foto, aí depois os anos que eu vivi na França foram os piores da minha vida, porque eu estava sem você.


Rosa: Pra mim também era terrível ficar sem te ver.


Claude: Mas agora eu tô no paraíso aqui nós dois, a onde você quer que eu te leve meu amor?


Rosa: Nós três né, Claude... Diz Rosa rindo... Qualquer lugar que eu for se eu estiver com você vai ser maravilho meu amor...


Claude: Você já pensou que é nossa primeira viagem em família nós três?


Rosa: Mas não vale né quando ele nascer nós teremos que voltar.


Claude: E nós vamos voltar com certeza, por isso eu acho melhor deixarmos alguns lugares pra conhecer da próxima vez e ficarmos bastante tempo aqui no quarto o que você acha?


Rosa: Eu acho que você é um francês muito safado... Falou rindo.


Claude: E issi é ruim?


Rosa: Isso é ótimo porque é exatamente assim que eu te amo.


Claude: Eu também te amo mon amour... Os dois se olharam e se lembraram do poema que foi tema do amor dos dois desde a adolescência...


R&C: Quero que todos os dias do ano, todos os dias da vida, de meia em meia hora, de cinco em cinco minuto, me digas: Eu te amo!


Claude a beijou com paixão e já se preparando para se amarem mais uma vez só que agora com a certeza que será para o resto de suas vidas.


FIM...