segunda-feira, 16 de julho de 2012

Capítulo 13


Nara: Você dormiu muito Rosa, pensei que isso fosse só privilégio de uma dondoca como eu.


Rosa: Não costumo dormir até tarde mesmo, mas a minha noite foi bem movimentada, se é que você me entende... Disse com um sorrisinho cínico.


Nara começou a se irritar e fazia um esforço sobre humano para conduzir aquela conversa...


Rosa: Eu acho muita falta de educação entrar na casa dos outros sem ser convidada.


Nara: Essa casa não é sua, eu praticamente morava aqui quando o Claude vinha passar férias ou então resolver os negócios dele aqui no Brasil, posso considerar mais minha do que sua... Falou Nara se levantando do sofá onde ela estava sentada como se fosse a própria dona da casa.


Rosa: Isso foi a muito tempo atrás, Nara... Falou sorrindo.


Nara: Um tempo que certamente o Claude nunca esqueceu e nem vai.


Rosa: Sabe que às vezes eu sinto pena de você, Nara.


Nara ficou com mais raiva depois disso...


Nara: Pois se eu fosse você não gastaria esse sentimento de pena comigo, você vai precisar muito dele quando o Claude voltar de viagem e te mandar embora daqui.


Rosa: Viagem??


Nara: Hahaha... Não tá sabendo né?


Rosa: Que viagem você tá falando?


Nara: Pra namorada dele que teve uma noite tórrida de amor, você tá bem desenformada hein... Falou ela debochada.


Rosa: Fala logo o que você quer e vai embora... Disse Rosa irritada.


Nara: Eu vim aqui te dar um conselho, vai embora antes dele voltar, pra você não passar por outra humilhação de ser rejeitada novamente queridinha.


Rosa: Agora quem vai rir sou eu desde quando você resolve alguma coisa na vida do Claude, qual a parte da frase “Minha noite foi bem movimentada”’ Você não entendeu hein?


Nara: Você é uma pateta mesmo, ontem ficamos conversando na biblioteca, rolou até um beijo.


Rosa: Mentira sua.


Nara: Verdade, pergunte pra Mrs. Smith ela te confirmará bem ontem ele ainda estava meio indeciso, magoado com tudo que aconteceu, ele morre de ciúmes do Júlio, mas hoje pela manhã ele me ligou disse que assim que voltasse de viagem queria ter uma conversa séria comigo.


Rosa: Você acha mesmo que eu vou acreditar nessa palhaçada?


Nara: Eu só vim aqui falar pra você não ficar novamente com aquela cara de coitada que você fez pro Júlio quando ele terminou com você, porque vai ser isso que vai acontecer assim que Claude entrar pela aquela porta.


Nesse momento o capataz da fazenda, que estava com a carta que Nara havia ditado pra Milton escrever como sendo Claude...


Entra na sala interrompendo Rosa que ia começar a gritar com Nara.


Capataz: Desculpa incomodar, mas Dr. Claude me deixou esse bilhete, falou que era pra entregar à senhora... Disse o capataz fazendo exatamente o que Nara falou pra ele fazer, Rosa pegou o bilhete e se afastou pra ler.


Não pude esperar você acordar, tive quer ir a São Paulo resolver um assunto urgente e tive que sair as pressas, sei que esse assunto deveria ser falado pessoalmente não através de um bilhete, mas foram as circunstâncias que me levou a isso, ter passado essa noite com você foi bom pra eu saber exatamente o que eu quero pra mim, eu pude ver que quero estar com Nara ela me completa, por mais que eu tenha tentado estar com você, é ela que me faz feliz eu não poderia viver sem ela, por isso quando eu voltar vou atrás da minha felicidade, sinto muito, espero que você me entenda e não me procure mais.

Claude.


Rosa não podia acreditar no que estava lendo, seu coração acelerou e uma lágrima brotou dos olhos dela, Nara via tudo e contendo um riso ela perguntou...


Nara: Más notícias?


Rosa: Saia daqui...


Nara: O que ele disse no bilhete?


Rosa: SAIA DAQUI... Gritou Rosa... Saia antes que eu te tire daqui pelos cabelos... Nara vendo que Rosa faria isso mesmo saiu, mas saiu sorrindo com ar de vitória, o que deixou Rosa ainda mais perdida.


Rosa subiu rápido arrumou suas coisas, colocou no carro, quando ela entrou no carro olhou o bilhete e disse...


Rosa: Vou guardar você na minha bolsa, que é pra quando eu estiver a ponto de fazer outra besteira, você vai me abrir os olhos como fui burra... Esmurrou o volante em seguida saiu dali.


Enquanto isso em São Paulo...


Claude e Frazão estavam num restaurante negociando com os tais empresários ingleses, Claude estava impaciente queria conversar com Rosa nem que fosse por telefone, precisava ouvir a voz da mulher amada.


Frazão: Claude pede licença e vai ligar logo pra Rosa assim você relaxa e podemos prosseguir com as negociações... Falou ele discretamente no ouvido de Claude.


Claude: Me deem licença por favor... Falou isso já se levantando, Claude foi até o gerente do restaurante e disse... Preciso de um telefone, perdi meu celular e preciso falar urgente com minha mulher... Disse Claude sorrindo.


Gerente: Pode usar esse aqui senhor Geraldy... Disse mostrando o aparelho em cima da mesa... Claude ligou pra fazenda, mas ninguém atendia...


Claude: Atende Serafina... Atende meu amor, preciso dizer que te amo... Sussurrou ele baixinho no telefone, tentou novamente e mesma coisa.


Gerente: Conseguiu ligação senhor? Perguntou o gerente gentilmente.


Claude: Consegui sim obrigado, acho que ela saiu pra almoçar... Falou ele meio decepcionado, Claude voltou pra mesa e tentou se concentrar nos negócios, mas a imagem de Rosa na noite anterior não saia de sua cabeça.


Rosa já tinha pegado a estrada quando ela pensa bem e faz o retorno, dirige até parar com o carro na frente do restaurante de Joana...


Rosa chega nervosa no restaurante de Joana, a velha amiga percebe e vai conversar com ela...


Joana: O que houve?


Rosa não aguentou e começou a chorar...


Joana: Serafina o que aconteceu? Perguntou preocupada... Senta aqui espera um pouquinho vou te trazer uma água.


Rosa se sentou ainda meio desnorteada, as imagens de Claude na noite anterior fazendo amor com ela tão carinhoso e atencioso, não combinava em nada com as palavras escritas naquele bilhete.


Joana volta com a água ela toma um gole e se acalma um pouco.


Serafina fica conversando com Joana e conta tudo o que aconteceu...


Joana: Você não vai ser ingênua o suficiente pra acreditar em mais uma tramoia de Nara né!


Rosa: Tem esse bilhete também... Pegou o bilhete e mostrou pra Joana.

Joana leu atentamente o tal bilhete...


Joana: Minha filha isso não prova nada.


Rosa: Mas é a letra dele.


Joana não teve como argumentar já que Rosa conhecia a letra de Claude.


Joana: Mesmo assim eu acho isso muito estranho, o Claude não é esse tipo de homem.


Rosa: Ela falou que os dois se beijaram ontem na festa de Mrs. Smith... Falou Rosa triste.


Joana: Não fique assim minha querida, espere se acalme com certeza ele vai ter uma explicação.


Rosa ficou ali com ela conversando, Joana lhe deu o máximo de atenção... Um tempo depois Mrs. Smith entra no restaurante e avista Rosa num canto sentada numa mesa junto com Joana, a americana decide ir até lá.


Enquanto isso em São Paulo.


Frazão: Ai que bom que conseguimos negociar com esses cabeças duras dos ingleses.


Claude: Ótimo Frazon eu preciso ir agora não quero chegar tarde.


Frazao: Calma Claude, a Rosa não vai fugir de lá não.


Claude: Eu sei, mas não quero mais ficar longe dela e também tem o helicóptero, temos que sair antes de escurecer.


Frazão: Ok vai lá com sua amada, desculpa ter te incomodado, mas você precisava estar presente.


Claude: Claire Frazon agora vou indo tchau... Falou saindo apressado.


Depois de muito conversar com Mrs. Smith Rosa criou coragem e perguntou...


Rosa: A senhora viu os dois se beijando?


Mrs. Smith não tinha como negar...


Mrs. Smith: Vi sim... Rosa começou a ficar com seus olhos vermelhos novamente, mas a americana se apressou em dizer… Mas tenho certeza de que foi um engano, ela o agarrou, ele estava segurando o braço dela como se quisesse impedir o beijo...


Rosa: A senhora tem certeza disso?


Mrs. Smith: Claro querida, eu tenho certeza que ele te ama, senão não estaria tão preocupado em me esclarecer tudo hoje pela manhã.


Rosa: Ele esteve com a senhora?


Mrs. Smith: Sim, muito rápido, mas esteve falou que quando chegasse conversaria com você e contaria o que houve ontem.


Rosa ficou indecisa, essa conversa que Claude teria com ela podia ser pra dizer que ele queria voltar com Nara.


Mrs. Smith: Não deixe que mais uma mentira destrua o que vocês sentem um pelo outro.


Joana: Eu concordo plenamente com Elizabeth.


Rosa sorri e diz...


Rosa: Eu vou lá...


Rasa saiu decidida do restaurante, mas no meio do caminho ficou com medo, medo de que Claude realmente quisesse Nara, não aguentaria outra decepção, foi então que foi parar na igreja...


Rosa entrou se ajoelhou e começou suas orações.


O padre Colibri a observava de longe e viu a angustia de Rosa.


Colibri: Serafina...


Rosa olhou pra ele e como de costume o chamou pelo apelido.


Rosa: Colibri... Se arrependeu e disse... Desculpa Padre...


Colibri: Pode me chamar como quiser... O que houve? Parece que está aflita.


Rosa: Eu queria ter a certeza de uma coisa.


Colibri: Nessa vida não se tem certeza de nada, só do amor que Deus tem por nós.


Rosa: Eu queria saber se o Claude me ama.


Colibri lhe deu um sorriso terno e disse...


Colibri: Você o ama?


Rosa: Sim... Falou com os olhos brilhando.


Colibri: Então acredite nesse amor que você sente por ele, vá enfrente Serafina, não se deixe levar pelo que dizem.


Enquanto isso Claude chega à fazenda já estava escurecendo...


Claude: Serafina... Dizia ele andando pelos corredores da casa... Meu amor aparece, eu não via a hora de voltar pra casa... Falou ele entrando no quarto e viu que estava tudo ainda espalhado.


Claude foi até o quarto onde estava as coisas de Rosa, ele viu tudo vazio.


Ele foi ate a cozinha e Dadi também não estava o capataz assim que viu Claude pegou o celular e informou Nara...


Nara: Estou indo aí.


Capataz: Ele tá igual doido procurando D. Rosa.


Nara: Entregue o bilhete a ele imbecil... Disse isso e desligou, Claude não entendia o que estava acontecendo, pegou o telefone e ia ligar pra Rosa, mas ele não sabia o numero do celular, só tinha gravado em seu próprio aparelho, mas que ele tinha perdido sabe Deus onde.


Capataz: Olá doutor como foi de viagem?


Claude: Bem, onde está Serafina? Ela saiu?


Capataz: Ela foi embora doutor.


Claude: O que? Você deve estar enganado.


Capataz: Não estou não, ela deixou um bilhete pro senhor, me falou que não podia mais esperar... Falou entregando o bilhete pra Claude.


Claude começou a ler o bilhete...


Claude achei melhor sair enquanto você não estava, pra evitar constrangimentos essa noite foi um erro só me levou a perceber que eu amo muito o Júlio ainda e vou amá-lo pra sempre não adiantou nada tentar esquecê-lo me atirando em seus braços é ele que vou amar pra sempre, todo esse tempo eu estive me enganando, mas decidi correr atrás da minha felicidade que está junto do homem que eu amo, eu liguei pra ele e pedi que me desse uma chance de fazê-lo feliz e ele me aceitou de volta, por isso peço que você não me procure mais.

Rosa.


Claude: Non… Gritou ele.


Capataz: Aconteceu alguma coisa? Posso ajudar?


Claude: Non... Falou andando de um lado pro outro, nesse momento Nara entra... O que você tá fazendo aqui? Perguntou irritado.


Nara: Ai Claude isso é jeito de me tratar? Eu só vim trazer seu celular... Falou ela cinicamente, reparando que Claude já havia lido o tal bilhete.


Claude: Você roubou meu celular??


Nara: Assim você me ofende... Falou demonstrando indignação... Pra que eu iria roubar seu celular hein? Você deixou cair ontem na festa, eu guardei quando vi que era seu, tentei te devolver ontem mesmo, mas você sumiu da festa com a Rosa.


Claude baixou a cabeça e disse...


Claude: Desculpa, mas você chegou numa péssima hora.


Nara: O que foi Claude? Perguntou se aproximando dele.


Claude: Non foi nada Nara, quer fazer o favor de ir embora, preciso ficar sozinho.


Nara: Sozinho? Onde está Rosa?


Claude: Non sei me deixa Nara.


Nara: Ela foi embora né!!


Claude não falou nada só se virou ficando de costas pra ela.


Nara: Eu sabia, por isso que eu tô ligando pro Júlio o dia inteiro e ele não me atende, não que eu esteja doida pra falar com ele, mas é porque eu quero que ele saia da construtora, não tem mais clima ele trabalhar lá...


Claude: Por favor, Nara vá embora... Pediu Claude se virando aquele assunto não estava fazendo bem a ele, Nara se aproximou dele e disse...


Nara: Eu disse pra você que isso ia acabar Rosa sempre foi louca pelo Júlio, ela não ia sossegar até consegui-lo de volta.


Claude: Já chega vai embora... Falou ele bravo.


Nara: Isso mesmo Claude grita comigo, eu sei que você se apaixonou por ela, mas olha pra mim, vê que eu também tô sofrendo... Falou fingindo um choro.


Claude não fez nada, Nara vendo que ele não se mexia se grudou no pescoço dele.


Nara: Claude não me manda embora da sua vida, por favor, eu te amo... Falou isso e lhe deu um beijo.


Rosa aconselhada por Colibri resolveu ir até a fazenda esclarecer tudo...


Mas quando entra na sala vê Nara beijando Claude.


Rosa: Claude!!!CONTINUA... RSRSRS...

sábado, 14 de julho de 2012

Capítulo 12

Na manhã seguinte...


Frazão liga pro celular de Claude que só dá desligado, ele cansa de ligar no celular e tenha o telefone residencial da fazenda...


Claude: Mon Die Frazon o que você quer ham? Falou ainda sonolento.


 Frazão: Sinto muito Claude, mas você precisa vir cá.


Claude: Hoje? Perguntou assustado se levantando da cama devagar pra não acordar Rosa que se mexeu.


Frazão: Claude lembra aqueles empresários ingleses que viriam pra cá semana que vem?


Claude: Sim... Falou baixinho colocando seu roupão e indo pra varanda.


Frazão: Então eles mudaram de plano, estão desembarcando hoje aqui em São Paulo, você tem que estar aqui.


Claude: Frazon non posso ir non.


Frazão: Por quê?


Claude da um sorrisinho...


Claude: Passei uma noite maravilhosa com Rosa, mon Die que noite ham... Falou ele quase que sussurrando no telefone e olhando pra ela que dormia profundamente.


Frazão ficou alegre e disse...


Frazão: Mon Ami eu fico muito feliz que vocês tenham se entregado a esse amor, porque o que você sente é amor né!


Claude: Claire, nunca desejei tanto uma mulher como eu desejo ela, não sei como fiquei tanto tempo sem ela, sem nem ir atrás dela... Falou não acreditando que sempre foi apaixonado por ela e nunca lutou por ela.


Frazão: Claude explica pra ela direitinho, ela vai entender depois você não precisa nem passar a noite aqui em São Paulo, vem resolve os negócios com os ingleses e volta.


Claude: Ela tá dormindo, vou deixar um bilhete explicando, mas como vou chegar ai tão rápido hein Frazon, non sou o Clark Kent non.


Frazão deu uma gargalhada e disse...



Frazão: Da um jeito mon ami.


Claude: Oh mon Die esta bem ham, vou ver se Mr Smith me ajuda ele tem um helicóptero.


Frazão: Ótimo, vem cá porque você não atende o celular hein?


Claude: Celular?? Falou ele procurando o celular pelo quarto, mas não sabia onde tinha deixado... Non sei onde está Frazon.


Nesse momento na fazenda de Nara...


Nara segurava o celular de Claude e ria a toa ainda com a roupa da festa bem deitada no sofá da sala.


Egídio: Vai dormir filha.


Nara: Já vou... Falou sem tirar os olhos do celular de Claude.


Egídio: O que tanto olha pra esse celular hein?


Nara: Esse celular é do Claude, eu roubei dele ontem na festa... Falou rindo.


Egídio revira os olhos e diz...


Egídio: Nara vê lá o que você vai fazer, não quero brigar com o Claude, ele é meu sócio esqueceu?


Nara: Não se preocupe, não sei ainda o que vou fazer, mas não vou prejudicar sua sociedade com ele, agora vou me deitar e depois de um belo sono eu penso no que fazer... Falou se levantando do sofá... Boa noite papai... Nara subiu para seu quarto.


Enquanto isso na fazenda de Claude...


Frazão: Tá bom Claude cuida disso outra hora, agora trata de vir pra cá... Tchau amigão... Disse isso e desligou o telefone.


Claude ficou ainda por um tempo olhando Rosa que dormia tranquila como um anjo.


Ao tomar banho deixou a água quente escorrer pelo seu corpo, fechou os olhos e só conseguia ver o rosto de Rosa em sua frente... Ele sorria parecia que ainda estava sob o efeito daquela noite mágica que passara com a mulher amada...


Antes de sair Claude teve o cuidado de escrever um bilhete expressando naquelas poucas linhas, tudo o que ele estava sentindo naquele momento, sorria ao escrever o bilhete, por ultimo deu um beijo de leve na face de Rosa e deixou o bilhete sobre o criado mudo, para que quando ela acordasse pudesse vê-lo.

Um tempo depois na casa dos americanos...


Erci bate na porta já logo cedo querendo saber tudo sobre o que ela pode ou não publicar no jornal...


Mrs. Smith: Você deveria trabalhar com a mulher do prefeito...


Erci: Que horror Mrs. Smith, eu não sou uma fofoqueira como ela, sou uma colunista profissional.


Mrs. Smith: Ahan, esse é apenas um nome chique pra se dar aos fofoqueiros da alta sociedade... Falou a senhora sorrindo em ver que Erci se incomodava com a comparação.


Erci: Mencionarei sobre sua festa num dos mais lidos jornais de São Paulo, vai ser bom pra senhora.


Mrs. Smith: Ok... As duas começam a ver as fotos que seriam publicadas no jornal retratando passo a passo de sua festa.


Não demorou muito Claude chegou à casa dos americanos...


Mrs. Smith: Claude bom dia!!


Claude: Bom dia Mrs. Smith, bom dia Erci... Falou sem nem olhar pra Erci.


Mrs. Smith: O que deseja aqui em minha casa tão cedo, não vai me dizer que também é um “colunista”... Disse a senhora num tom brincalhão.


Claude: Non... Eu preciso muito falar com Mr. Smith ele está?


Mrs. Smith: Non, mas posso ajudar?


Claude: Por favor, podemos conversar em outro lugar?


Mrs. Smith: Claro... Falou sorrindo, pois não podiam conversar na frente de Erci que era uma fofoqueira de plantão.


Os dois foram pra biblioteca, mas Erci não perderia aquela conversa por nada na vida, então logo que entraram ela se colocou a escutar a conversa.


Claude: Mrs. Smith eu gostaria de me explicar sobre o que a senhora viu ontem.


Mrs. Smith: Pare Claude, já disse que não é a mim que você deve explicação e sim a Rosa.


Claude: Eu sei, eu vou contar pra ela exatamente o que aconteceu, mas agora não dá tempo preciso ir pra São Paulo, por isso vim até aqui, queria que Mr. Smith emprestasse seu helicóptero, eu tenho que estar em São Paulo o mais rápido possível, senon eu perco um negocio milionário.


Mrs. Smith: Claro, vai ser só o tempo de eu ligar pro piloto... Sente-se, por favor... Falou a senhora gentilmente.


Erci correu dali e se trancou no lavabo pra poder ligar pra Nara e dar a notícia de que Claude teria que viajar e deixou Rosa sozinha em casa.


Nara: Espero que seja muito importante pra você me ligar a essa hora da manhã.


Erci: Já são quase meio dia.


Nara: Fala logo... Falou impaciente.


Erci contou o que ouviu e disse...


Erci: Acho a oportunidade perfeita pra você escorraçar aquela cafoninha da fazenda do Claude, ele nunca vai saber o porquê ela foi embora, você pode até inventar que ela foi embora com o Júlio.


Nara sorriu e disse...


Nara: Claro amiga, eu sei muito bem como espantar aquela breguinha de lá... Falou rindo na cama.


Um tempo depois Claude já estava em São Paulo.


Frazão: Que bom que chegou a tempo de pegar os empresários no aeroporto... Claude sorria a toa... Nossa!! A Rosa te faz um bem hein?!.


Claude: Muito Frazon, muito, ela me completa, Serafina se entregou de corpo e alma pra mim essa noite, isso só reforçou o que eu sinto por ela.


Frazão: Quem diria hein? Você e Rosa juntos e apaixonados, se me falassem isso a uns três meses atrás talvez eu ia rir da pessoa, mas agora vendo sua carinha de felicidade, só tenho a dizer que você tá no caminho certo amigão... Falou batendo nas costas de Claude.


Claude: Acho que sempre a amei, mas tomamos rumos diferentes na vida, apesar dela estar sempre ligada a mim né, ela trabalha em minha construtora, mas nesses anos todos, eu evitava me aproximar dela que sempre foi tão apaixonada pelo Júlio, acho que isso me afastou um pouco.


Frazão: Com certeza.


Claude: Depois que nos formamos, ela veio pra São Paulo com Júlio e eu fui pra França, quando vinha pro Brasil pouquíssimas pessoas me viam, ela era uma delas, Nara também não desgrudava de mim, mas tenho certeza de que se a gente tivesse se visto antes, acho que essa paixão já tinha explodido a muito tempo... Falou sorrindo.


Os dois continuaram a caminhar pelo aeroporto esperando o voo com os ingleses e Claude contava todos os momentos vividos juntos com Rosa nessa semana que esteve com ela.


Enquanto isso na fazenda de Claude...


Nara: Me deixa entrar anda.


Capataz: Tenho ordens de Dr. Claude pra não deixar ninguém entrar sem a permissão de D. Rosa.


Nara: Então a chame... Gritou ela.


Capataz: Ela está dormindo.


Nara: Escuta aqui seu roceiro, eu sei muito bem que você está de caso com a Cleide, irmã do delegado, ela é casada, imagina se eu conto alguma coisa pra ele hein? Ele não vai permitir que isso vá à frente... Sem contar o marido dela que vai ficar uma fera. Agora saia da minha frente e me deixe passar... Falou nervosa.


O capataz não viu outra alternativa a não ser ceder a chantagem de Nara.


Nara entrou na casa e viu que não tinha ninguém, Dadi tinha ido visitar uns parentes numa cidadezinha perto dali, Rosa ainda dormia...


Nara foi andando pela casa até chegar no quarto de Claude, ele ferveu de raiva em ver que Rosa e Claude dormiram juntos, Rosa ainda sem roupa debaixo dos lençóis... O vestido de rosa jogado num canto do quarto só reforçaram os vestígios de uma noite tórrida de amor...


Nara: Cretina, vagabunda... Falou entre os dentes. Logo ela viu o bilhete que Claude deixou no criado mudo, para Rosa.


Ela caminhou lentamente até o criado mudo e pegou o bilhete...


 Quando ela começou a ler sua raiva só aumentou...


Bilhete...


Gostaria de estar aqui pra te beijar na hora que você acordasse e pra te dizer que passar essa noite com você foi muito melhor do que eu podia sonhar, mas você estava dormindo tão gostoso fiquei com pena de te acordar e se você acordasse confesso que não conseguiria te deixar então preferi sair enquanto você estava dormindo... Frazão me ligou e tive que ir ate São Paulo resolver um problema urgente, mas prometo que vou fazer de tudo pra voltar o mais rápido possível, quando eu voltar vamos conversar sobre nós dois, já não consigo ficar muito tempo longe de você ter você essa noite foi o que de melhor aconteceu na minha vida não posso mais viver sem você Serafina... Beijos

Claude...


Nara saiu do quarto para poder ter aquele ataque longe dali...


Ela rasgou o bilhete que Claude deixara para Rosa, com tanta raiva, que não sobrou nem um pedaço que pudesse compreender o que estivesse escrito...


Nara: Aiiiiiii... Gritou ela já dentro do seu carro, seus olhos estavam vermelhos de raiva, aquelas palavras que Claude colocou naquele bilhete ele nunca falou pra ela que fora sua namorada por tanto tempo, agora ela teve que ler e saber que não era pra ela foi um golpe muito grande, pra sua autoestima que sempre fora elevada...


Imediatamente ela teve uma ideia, não deixaria Rosa naquela casa por nem mais um minuto, deu partida no seu carro e arrancou dali como um foguete...


No centro da cidade Milton irmão de Antoninho e de Cleide, era o dentista da cidade, o único, ele não gostava queria ter um consultório em São Paulo, mas foi um fracasso, teve que voltar a sua terra natal, ali pelo menos cuidava dos dentes dos parentes e conhecidos, mas Milton além de um péssimo dentista era um falsificador, desde a época da escola ele já enganava as professoras escrevendo bilhetes como sendo sua mãe...


Nara sabia desse “talento” de Milton e foi até sua casa pegou uma carta que Claude uma vez mandou pra ela... Foi até o consultório de Milton...


Milton: Você quer que eu faça um bilhete no nome do Claude?


Nara: Aham...


Milton: O que eu ganho com isso?


Nara: Dinheiro claro.


Milton: Quanto?


Nara: Quinhentos reais...


Milton: Por quinhentos não escrevo nem bom dia.


Nara: Vai ser quinhentos sim ou então te denuncio ou acha que não sei de suas falcatruas?


Milton: Esqueceu que o delegado da cidade é meu irmão?


Nara: Não seja tolo, meu pai conhece todo mundo, vai ser só um telefonema, aceita os quinhentos e escreve logo.


Milton: Porque você quer fazer isso?


Nara: Você vai gostar do meu plano... Nara se colocou a falar todo o seu plano pra ele... Agora rápido porque ainda preciso procurar alguma coisa lá em casa pra ver se acho a letra de Rosa.


Milton: Nada me dará mais prazer do que fazer isso pra Serafina, aquela dedo duro, senão fosse ela ter se intrometido eu estaria casado com Terezinha, mas ela foi abrir aquela bocona dela falando que me viu no cinema com outra... Falou ele com raiva.


Nara: Então mais um motivo pra você fazer isso logo, vai escrevendo o bilhete de Claude, que eu vou procurar alguma coisa que Rosa tenha escrito pra você poder imitar a letra. Acho que essa besta deve ter escrito alguma coisa, afinal estudamos juntas a vida toda até na faculdade, eu devo ter alguma coisa lá em casa... Falou ela tentando lembrar.


Milton: Não precisa, a letra de Serafina eu sei de cor, cansei de fazer bilhetes pra professora de Terezinha pedindo que a liberasse, assim sempre ficava namorando com ela atrás da igreja.


Nara: Ótimo, assim me poupa tempo, ande comece logo preciso levar os bilhetes pro capataz da fazenda de Claude...


Milton fez como Nara pediu, ela ditou exatamente o que ela queria que Claude tivesse escrito para Rosa...


Um tempo depois Rosa acorda e se vê sozinha no quarto fica um pouco decepcionada, mas acha que Claude deve estar na cozinha ela levanta toma um banho relaxante se arruma e desce, mas tem uma desagradável surpresa...


Rosa: Nara!!!


Nara: Oi cherry, precisamos conversar... CONTINUA... RSRSRS...