terça-feira, 15 de abril de 2014

Capítulo 4

Silvia: Sim amiga, volte de onde você está seu protetor ficou uma fera quando soube da sua demissão, precisava ver o que ele falou para o Dr. Egidio, ai eu adorei... Falou suspirando.


Rosa: Meu protetor?


Silvia: Ai Rosa vem que aqui eu te explico tudo... Desligou o celular e foi pra mesa de Gurgel contar tudo que havia escutado na sala de Egidio...


Gurgel: Nossa!! Mas ela conseguiu fisgar o bonitão??


Silvia: Ai achei tão lindo ele defendendo ela. Mais lindo ainda ele esculachando o Dr. Egidio claro... Kkkk.


Gurgel: Ai que pena que eu perdi essa cena.


Rosa que estava no ponto de ônibus, sorriu e voltou em direção a empresa...


Enquanto isso na sala de Claude ele tinha uma reunião com Freitas, Frazão e Janete.


Claude: Eu quero que seja executada, o mais rápido possível a desapropriação desses terrenos.


Frazão: Claude, não seja radical, podemos dar mais uns dias de prazo pro proprietário desses imóveis.


Claude: A empresa Geraldy, não é nenhuma casa de caridade, meu pai não construiu esse império todo, dando prazos pra quem não cumpre com suas obrigações.


Freitas: Nós sabemos disso Claude, mas acho arriscado essa área é residencial, não podemos simplesmente ir expulsando as pessoas dali como se fossem animais, isso seria um prato cheio pra imprensa.


Claude: Não me interessa, já demos tempo demais ao proprietário, ele não conseguiu saldar a divida que tinha com a nossa empresa, eu estou dentro da lei... Tenho planos para aquele lugar.


Freitas: Mas Claude... Isso não é questão de lei e sim de bom senso.


Claude: Bom senso? Ah por favor, Freitas não me venha com essa sua conversinha fiada... Nesse momento Silvia bate na porta da sala de reuniões...


Freitas: Pode entrar.


Silvia: Com licença... Falou entrando.


Freitas: O que foi Silvia?


Silvia: Desculpa interromper, mas o senhor pediu que avisasse quando a Rosa chegasse, ela está lá na recepção.


Claude: Isso aqui, tá parecendo uma feira... Falou bufando.


Frazão: Ai o amor é lindo! Disse olhando pra Freitas.


Freitas: Como você é engraçadinho, Frazão!! Falou pegando suas coisas da mesa.


Claude: Aonde vai? Não terminamos a nossa reunião.


Freitas: Sinto muito Claude, mas esse assunto é urgente com licença... Disse saindo da sala.


Frazão: Nossa!! Ele nem disfarça mais. Acho que o amor tá fazendo bem a ele não está Janete?? Perguntou Frazão a Janete dando uma piscadinha pra ela, ela ficou sem graça e disse...


Janete: Não sei não doutor!!


Claude: Tá fazendo muito mal isso sim, tá sonhando feito um adolescente esquecendo que estamos numa das maiores empresas do país, quer até que eu perdoe a divida desses inadimplentes.


Frazão: Hum... Tudo isso é dor de cotovelo, quanta amargura... Falou baixinho.


Claude: Eu ouvi!! Disse se levantando e indo para a janela.


Na recepção, Freitas conversava com Rosa...


Rosa: O senhor quer que eu vá à casa do dono da empresa? Perguntou com medo.


Freitas: Sim, preciso que ele assine esses papéis, mas não quero mandar ninguém daqui, acho que você já reparou que aqui nessa empresa tem muita gente boa, mas são um pouco linguarudos, esses contratos são sigilosos, não quero ninguém bisbilhotando, por isso quero que você leve, eu confio em você Rosa! Disse sorrindo.


Rosa ficou meio desconfiada e disse...


Rosa: Confia em mim? Mas o senhor mal me conhece... Falou confusa e com medo de que Freitas estivesse mesmo interessado nela.


Freitas: Sim, confio, agora pegue um taxi e vá, o Dr. Henrique já está a sua espera e ele detesta funcionário que se atrasa.


Rosa: Sim senhor!! Rosa pegou os papéis e foi indo em direção ao elevador, Freitas a chamou de novo e disse...


Freitas: Sei que o dia pra você foi um pouco agitado, depois dessa tarefa cumprida pode tirar o resto do dia de folga.


Rosa: Obrigada! Disse isso e entrou no elevador.


Na hora que a porta do elevador se fecha, Claude sai da sala de reuniões e diz...


Claude: Você já resolveu o seu problema, Freitas?


Freitas: Já sim!! Falou indo pra sala junto com Claude.


Um tempo depois...


Rosa chega à mansão de Henrique e é recebida por Dadi...


Dadi: Boa tarde...


Rosa: Boa tarde eu sou Serafina Rosa, trabalho na construtora Geraldy e vim trazer um documento pro Dr. Henrique assinar.


Dadi: Pode entrar eu vou chama-lo...


Henrique: Eu já estou aqui Dadi, estava mesmo esperando pela moça... Diz Henrique com um sorriso nos lábios.


Rosa: Prazer Dr. Henrique, eu vim trazer esse documento aqui pro senhor assinar...


Henrique: O prazer é todo meu, Serafina não é mesmo?


Rosa: É sim, mas quase todo mundo me chama de Rosa.


Henrique: Serafina é um nome tão lindo.


Rosa: Eu acho um pouco estranho.


Henrique: Mas é um lindo nome, assim como a dona dele.


Dadi revira os olhos e pensa ** Velho safado**


Rosa fica corada com o elogio recebido pelo patrão...


Henrique: Dadi onde está a sua educação, que não convidou a moça a entrar, entre e Dadi traga um suco pra moça está muito calor, vamos tomar enquanto eu vejo esses documentos...


Dadi estranha, pois nunca viu o patrão ser tão simpático assim com ninguém principalmente com um de seus funcionários, ela pede licença e sai para buscar o suco enquanto Henrique continua conversando com Rosa que admira a casa...


Henrique: Gostou da casa?


Rosa: Se gostei, nunca vi casa mais linda na minha vida, só em novela né...


Henrique: Você mora aonde?


Rosa: Eu moro num quartinho lá no Bexiga, mas é uma coisa muito humilde, acho que deve ser bem menor do que o banheiro dessa casa.


Henrique: Você gostaria de morar numa casa grande assim?


Rosa: Eu não ligo pra essas coisas, minha mãe me ensinou que a melhor casa que podemos ter é onde nosso coração se sinta feliz.


Henrique: E você acha que não seria feliz numa casa como essa?


Rosa: Sei lá, eu nunca pensei em morar em uma casa tão grande, acho que me perderia aqui dentro.


Henrique: Pois eu acho que você aprenderia tudo muito rápido e não ficaria perdida não.


Rosa acha muito estranho que aquele senhor a trate tão bem, sempre achou que essa gente rica fosse sempre muito esnobe, imediatamente se lembrou do homem que levou pra dormir em seu quarto e logo pensou **Não sei porque eu insisto em pensar naquele cretino, metido...**, logo Dadi chega com o suco e oferece um copo a Rosa que estica o braço pra pegar o copo e derruba o copo deixando cair tudo no chão e quebrando o copo.


Rosa: Oh meu Deus eu sou uma estabanada mesmo, me desculpa Dr. Henrique eu pago viu.


Henrique: Não foi nada, pode ficar tranquila isso acontece, pode deixar que a Dadi manda limpar.


Dadi fica apavorada com a simpatia do patrão e vai chamar a arrumadeira pra limpar aquela bagunça.


**Esse velho tá armando alguma...** Pensou Dadi.


Henrique: Enquanto Dadi manda limpar vamos dar uma volta no jardim... Diz Henrique indo na frente com a cadeira de rodas em direção ao jardim.


Rosa: O senhor quer que eu o empurre...


Henrique: Não precisa, eu controlo muito bem a cadeira, eu prefiro que você ande ao meu lado.


Rosa: O senhor se sente muito triste, preso a essa cadeira?


Henrique: Às vezes eu me sinto triste sim, mas não por causa da cadeira, porque sempre que eu me canso dela eu me levanto e saio andando.


Rosa: Então o senhor não.


Henrique riu vendo a cara de espanto de Rosa.


Henrique: Não!! Eu posso andar e ando muito, sempre passeio aqui pelo jardim...


Rosa: E porque então o senhor anda com ela... Diz Rosa apontando pra cadeira.


Henrique: Eu gosto de ver a cara dos bajuladores, achando que eu sou um coitadinho e ainda economizo as pernas pra quando preciso andar realmente.


Rosa: O senhor se sente muito sozinho morando aqui?


Henrique: Eu nunca me sinto sozinho, tem a Dadi, os outros empregado e também tem o 
Claude o meu filho você ainda não o conheceu?


Rosa: Não, eu não o conheci ainda, eu não sabia que ele morava aqui com o senhor...


Henrique: Mora sim ele é um ótimo rapaz, aposto que vocês se darão bem.


Rosa: Se ele for gente boa igual ao senhor com certeza né...


Henrique: Vamos voltar lá pra dentro?


Rosa: Acho que já está tarde, preciso ir... Falou ela meio com receio.


Henrique: Eu gostei muito de te conhecer, Serafina.


Rosa: Eu também gostei muito do senhor, é muito legal eu nunca podia imaginar que seria tão bom assim.


Henrique: Você é que é boa e muito bonita também espero que em breve nos encontremos de novo.


Rosa: Eu também espero Doutor e os documentos?


Henrique: Pode deixar que depois eu peço o Rodrigo pra entregar lá quando eu assinar, eu quero ler.


Rosa: O senhor tá certo, então eu já vou, foi um prazer mesmo... Diz Rosa saindo.


Henrique: O prazer foi todo meu e você não imagina quanto.


Dadi vê os dois se despedindo e quando o velho francês entra na casa ela já o bombardeia com perguntas.


Dadi: Quem é essa moça?


Henrique: Você é surda? Não ouviu ela dizer que trabalha na empresa?


Dadi: O que eu nunca vi foi o senhor tratar tão bem uma funcionária, ainda mais uma estabanada feito ela.


Henrique: O que você tem com isso velha enxerida?


Dadi: O senhor não tem vergonha não? Ela tem idade pra ser sua filha.


Henrique: O que que tem? Estou viúvo a muito tempo... Disse o velho provocando Dadi e saindo de perto dela com sua cadeira motorizada, Dadi foi indo atrás dele falando.


Dadi: Morreu cedo à coitadinha, porque não aguentou o senhor.


Henrique: Então eu sou muito forte, mesmo posso fazer o que eu quiser, já que não morri de ter você como uma cruz nas minhas costas.


Dadi: Eu cruz?? O senhor que é um velho caduco que já ta de miolo mole, pensando besteiras, todo assanhado pro lado de uma menina.


Henrique: Ela é linda não é Dadi?? Perguntou ele rindo.


Dadi: Cria vergonha nessa sua cara, o senhor tem idade pra ser avô dela.


Henrique: Avô não, pai no máximo, Dadi eu estou com tudo em cima, tenho uma saúde de ferro, aposto que muito melhor que qualquer garotão que tem por aí. Ainda posso fazer uma mulher muito feliz, em todos os sentidos... Falou rindo.


Dadi: Vai sonhando vai, se acha que essa moça vai gostar do senhor, se ela mostrar interesse pode ficar certo que é pela sua conta bancaria, seu velho assanhado! Ainda se fosse o Claude.


Henrique: Não!! Claude não iria gostar de Serafina, ela não faz o tipo dele.


Dadi: Ah, mas o seu ela faz né? Falou Dadi se mordendo de ciúmes.


Henrique: Está com ciúmes, Dadivosa?


Dadi: Mas que despautério, olhe bem pra minha pessoa, veja se sou mulher de ter ciúmes de um velho babão feito o senhor, hein? Tome tento Dr. Henrique! Disse ela brava.


Henrique: Mas seu chilique me pareceu uma cena de ciúmes, sabia?


Dadi: Quer saber, vou pra cozinha, porque tenho mais o que fazer do que ficar aqui discutindo com um velho esclerosado.


Dadi saiu da biblioteca como um foguete, deixando Henrique rindo dela.


Rosa estava indo embora e como Freitas já tinha liberado ela do trabalho aquele dia, resolveu passear um pouco no shopping, não tinha dinheiro, mas passear pelo shopping, ver aquelas pessoas animadas comprando iria deixá-la mais relaxada.


Claude terminou a reunião com Freitas e Frazão, mas ainda estavam num impasse, ele queria retirar o mais rápido possível, moradores de um lugar onde já era da empresa, mas Freitas achou melhor esperar...


Ele saiu da reunião com mais dor de cabeça do que entrou...


Frazão: Claude, é melhor mesmo esperar, garanto que seu pai vai ficar do lado do Freitas...


Claude: Claro, ele nunca me apoia em nada, ele sempre puxa mais o saco de Freitas como se Freitas que fosse o filho dele, não eu.


Frazão: Acho que já tá bem grandinho pra ter ciúmes não acha?


Claude: Ah não me enche! Falou emburrado... Vou embora porque minha dor de cabeça só aumentou aqui... Falou pegando suas coisas e saindo sem nem dar tchau a ninguém, passou pela recepção e foi direto para o elevador... Janete tentou detê-lo...


Janete: Dr. Claude ainda não consegui fazer... Claude a interrompeu abruptamente.


Claude: Amanhã, bem cedo quero esse relatório na minha mesa... Falou isso e logo a porta do elevador se fechou.


Janete: Ai que droga, ele não me deixou falar que eu não vou poder terminar esse relatório pra amanhã cedo, hoje tem apresentação da Bia na escola, vai terminar tarde, depois não vou aguentar passar a noite fazendo esse relatório.


Silvia: Calma, amiga!!


Claude já estava em seu carro, quando viu uma farmácia e disse...


Claude: Pare aqui, Rodrigo, vá comprar uma aspirina pra mim, minha cabeça está me matando, mas lembre-se compre aquela que eu sempre tomo.


Rodrigo: Sim senhor!! Rodrigo estacionou o carro e foi a tal farmácia, mas não encontrou a aspirina que Claude costuma tomar... Doutor, naquela farmácia não tinha.


Claude olhou em volta e viu um shopping...


Claude: Nesse shopping deve ter alguma farmácia.


Rodrigo: A sim, desculpa, doutor...


Claude: Deixe, eu mesmo vou comprar... Falou saindo do carro, atravessou a rua resmungando... Um monte de empregados, mas nenhum é capaz de realizar tarefas simples, eu tenho que fazer pessoalmente, senão morro de dor...


Logo na entrada do shopping havia uma sorveteria...


Rosa havia acabado de comprar um sorvete de baunilha e chocolate, estava de costas quando Claude esbarrou nela...


Muito atrapalhada, Rosa se vira e com o sorvete  nas mãos e derruba no terno de Claude...


Claude: Mon Die!! Falou e olhou para a responsável pelo acidente... Que falta de sorte a minha, milhares de pessoas nessa cidade e eu vou esbarrar justo em um acidente da natureza feito você.


Rosa: A culpa é toda sua, quem manda andar com esse seu nariz empinado achando que é melhor que os outros.


Claude: Claro, a pessoa mais desastrada do mundo e eu que tenho culpa, olhe o que fez com meu terno? Falou bravo.


Rosa: Grandes coisas, esse terno brega que você tem.


Claude: Brega? Isso aqui é um Armani, você não faz nem ideia do que seja né?


Rosa: Esse Armani ai deve ser igual você, outro emproado metido a besta.


Claude: Como você é ignorante. Escuta aqui, você anda me seguindo, ham?


Rosa: Aff, tá me achando com cara de jóquei pra seguir um cavalo feito você?


Claude: Pelo menos estatura você tem pra isso... Falou rindo da altura dela.


Rosa: Kkkkkkkk... Ai que engraçadinho ele, acho que você prefere as altas safadas não é mesmo? Falou debochando dele fazendo gestos de chifres na cabeça.


Claude: Sua debochada.


Rosa: Playboizinho metido a besta.


Um policial vê a confusão e se aproxima...


Policial: O que está acontecendo aqui?


Claude se recompõe e vê que aquela discussão com ela era ridícula, ele se ajeita e diz...


Claude: Não está acontecendo nada... Falou isso e com toda a sofisticação que ele tinha, saiu sem olhar para trás, deixando Rosa furiosa.


Rosa: Vai seu cavalo... Falou baixinho para que o policial não ouvisse... Droga, perdi meu sorvete todo.


Claude ficou com tanta raiva que até a dor de cabeça que sentia passou, foi direto para casa...


Claude chega em casa com o terno todo sujo de sorvete e isso não passa despercebido por Dadi...


Dadi: Mas o que foi que aconteceu com você?


Claude: Eu fui atropelado por um furaçon, um terremoto, um pequeno tsunami issi sim.


Dadi: Mon Die, mas isso tudo é uma pessoa só?


Claude: Issi tudo é a pessoa, a pessoa mais estabanada que eu já vi na minha vida...


Dadi: Então o mundo deve tá cheio desse tipo de gente, porque aqui mesmo hoje teve uma assim.


Claude: Ah é? E veio fazer o que aqui?


Dadi: Veio trazer uns documentos pro seu pai assinar, ela trabalha lá na construtora, você acredita que o seu pai ficou cheio de graça pra cima dessa moça.


Claude: Meu pai o que?


Dadi: Seu pai não tá batendo bem não, ele ta ficando lelé da cuca isso sim, você vai ter que levá-lo ao médico, vê se pode um velho daquele correndo atrás de uma moça que podia ser neta dele.


Claude começa a rir e diz...


Claude: Por acaso eu to sentindo um cheirinho de ciúme no ar?


Dadi: Você acha que eu to ficando doida, pra ter ciúmes do seu pai?


Claude: Non sei Dadi, mas se você viesse a ser minha nova mãe eu iria ficar feliz.


Dadi: Pode tirar o seu cavalinho da chuva, porque nem eu quero e pra ele eu já estou muito velha ele prefere as menininhas.



Claude: Vocês dois só podem estar querendo me levar à loucura issi sim... Diz Claude subindo pro quarto... CONTINUA... RSRSRS...

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Capítulo 3

Claude vai pra casa com a roupa toda amassada... Ele entra no carro e vê um envelope que tem o logotipo da construtora Geraldy, no banco ao lado do motorista, Esse envelope era de Rosa, ela havia esquecido ali, ele não lembra de estar levando nenhum documento, mas não da muita importância de abrir ** Também, bebi tanto ontem que nem sei da onde saiu esse envelope** Pensou ele dando partida no carro e saindo da frente do cortiço..


Quando ele chegou à mansão...


Dadi: Claude? Você não avisou que viria hoje, meu querido, seu pai falou que você ainda ia demorar... Dadi olha pra Claude e vê suas roupas toda amassadas... O que houve?


Claude: Dadi, agora não, to morrendo de dor de cabeça, vou subir tomar um banho e dormir um pouco... Falou ele triste.


Dadi: Mas meu filho o que aconteceu?


Claude não deu ouvidos a Dadi e foi subindo as escadas.


Henrique que estava na biblioteca ouviu vozes foi até a sala e perguntou...


Henrique: Quem estava ai?


Dadi: O Claude chegou de viagem.


Henrique: Já? Mas ele nem me avisou.


Dadi: Achei tão estranho, chegou com as roupas toda amassadas.


Henrique: Será que ele já esteve com aquela mulher?


Dadi: Acho que sim, ele tava com uma carinha sofrida tadinho... Falou penalizada de ver Claude naquele estado.


Henrique: Melhor ele sofrer agora, do que sofrer depois com um casamento fracassado.


Um tempo depois, Claude desce e encontra seu pai na sala.


Henrique: O que aconteceu? Por que não me avisou que viria antes?


Claude: Papai, não sou mais um menino pro senhor ficar vigiando meus passos sabia?


Henrique: Pois não parece.


Claude: O senhor não tinha o direito de se meter na minha vida, o que o senhor fez foi muito feio.


Henrique: Está falando de Nara? Aquela vagabunda?


Claude: O senhor deveria ter me contado o que estava acontecendo, não ter mandado um detetive qualquer e expor minha intimidade assim pra um desconhecido... Falou furioso.


Henrique: Não seja ingênuo, Claude, se eu fosse falar pra você das minhas desconfianças você não acreditaria, ia ser muito pior, porque ela se aproveitaria ainda mais porque ia ver que você era um cego apaixonado e nunca acreditaria em mim.


Claude: Não importa, o senhor não agiu corretamente, o senhor sempre faz isso não é, sempre quer ter o domínio de tudo e de todos, o grande poderoso Henrique Geraldy!! Falou saindo.


Mas Henrique o chamou...


Henrique: Claude??


Claude se virou pra ele e ele disse...


Henrique: Não volte pra essa mulher, ela não presta!


Claude: Pode ficar tranquilo, eu nunca mais vou voltar a vê-la, ela esta grávida do amante dela... Falou isso e foi para cozinha...


Dadi foi abraçá-lo e disse...


Dadi: Precisa comer alguma coisa, parece pálido, andou bebendo né?


Claude: Só quero água.


Dadi: Não senhor, vou fazer uma vitamina...


Claude: Não, Dadi, vitamina não, um suco então!!


Dadi: Está bem... Dadi estava preparando o suco para Claude quando ela disse... Não fique chateado com seu pai, ele fez isso para seu bem. Ele está certo, ela não prestava.


Claude: Eu sei, Dadi, so que não gosto do jeito como foi feito isso, não gosto quando ele se mete na minha vida querendo resolver os meus problemas como se eu ainda tivesse dez anos.


Dadi: Oh meu filho, pra ele e pra mim você terá dez anos pra sempre... Falou com um sorriso terno.


Nesse momento, Rodrigo entra na cozinha e diz...


Rodrigo: Bom dia, doutor, eu estava limpando seu carro e encontrei esse envelope da empresa... Falou entregando a Claude, Claude pegou o envelope e não entendeu nada, pois era um documento da parte imobiliária que cabia a Egidio...


Claude: Não sei por que isso foi parar no meu carro, ele olhou novamente e disse... Pegue Rodrigo, mande um mensageiro levar pro Egidio lá na empresa.


Dadi: Mas você não vai pra empresa agora?


Claude: Vou, mas não quero ver a cara do Egidio tão cedo!


Dadi percebeu que Claude ficou incomodado e decidiu mudar de assunto...


Dadi: Como foi lá em Paris?


Claude: Foi tudo bem, consegui fechar aquele negócio que os empresários incompetentes de lá não conseguiram.


Dadi: Que bom, agora tome seu suco, vou fazer um sanduíche.


Claude: Não precisa, sá vou tomar o suco! Falou pegando o copo de suco e saindo da cozinha...


Dadi ficou olhando Claude com aperto no coração de vê-lo tão triste...


Na construtora Egidio se aproveita da sua autoridade de chefe pra humilhar Rosa...


Egidio: Quem a senhora pensa que é, hein?


Rosa: Desculpa, doutor, eu tive uns problemas, por isso não consegui voltar pra construtora e o local que o senhor me mandou estava errado.


Egidio: Como errado? Esta falando que eu me enganei, ficou louca?


Rosa: O senhor se enganou sim, eu fiquei nesse restaurante um tempão e não apareceu nenhum Rodolfo.


Egidio revirou os olhos e disse...


Egidio: Onde estão os documentos?


Rosa se lembrou que naquele alvoroço todo com  Claude, ela acabou deixando os documentos no carro dele.


Rosa: Dio Santo!! Falou com as mãos na cabeça... ** E agora onde vou achar esse homem pra pedir os documentos que esqueci no banco do carro dele, e mesmo que soubesse onde ele esta, a essa altura, ele já deve ter jogado tudo fora só de raiva de mim, ai como sou burra** Egidio viu o desespero dela e logo percebeu que ela teria perdido os documentos...


Egidio: Onde estão os documentos, senhorita??


Rosa: Doutor, eu os perdi! Houve uma confusão com um bêbado no restaurante...


Egidio: Não quero mais saber das suas desculpas esfarrapadas, você não teve responsabilidade com documentos que da empresa.


Rosa: Eu posso conseguir recuperá-los... Falou numa tentativa de salvar seu emprego.


Egidio: Chega!! Saia já da minha sala, agora!!


Rosa: Eu não vou sair o senhor tem que me ouvir, por favor...


Nesse momento...


Claude chega à construtora com o humor bem pior do que de todos os dias, passa por todos na recepção e não dá bom dia a ninguém...


Silvia: Aff, deve ter dormido com a cobra da filha do Dr. Egidio...


Gurgel: Com certeza amiga, pra acordar com esse mau humor, só olhando pra cara daquela perua logo cedo.


Silvia: Deve ser pior que acordar do lado da Fiona Kkkk...


Gurgel: Com aquele cabelo então, ficou quase irmã gêmea, Kkkkkk...


Silvia: Só faltou ficar verde!! Kkkkkkkkkkkkkk... Os dois se divertiam e riram muito, Janete se levantou e disse...


Janete: Vocês querem parar... Falou com medo que Claude ouvisse.


Silvia: Ai amiga, relaxa ele já entrou na sala dele... Janete foi pra sala de Claude ver o se ele precisava de alguma coisa.


Janete: Bom dia Dr. Claude, como foi de viagem?


Claude: Péssimo, quero que faça um relatório, sobre as construções dos prédios da família Amorim.


Janete: Sim senhor pra quando?


Claude: Como assim pra quando?? Pra ontem... Gritou Claude.


Janete: Claro... Sai apressada.


Enquanto isso Rosa contava rapidamente todo o episodio que acontecera com ela no dia anterior...


Rosa: O senhor acredita que aquele homem, grosso, cavalo ainda me tratou mal depois de tudo que eu fiz pra ele... Falava ela sem parar.


Egidio: Meu Deus em quinze minutos você me deixou zonzo imagina esse pobre homem que passou horas do seu lado? Agora saia, já disse que não quero mais você trabalhando nessa empresa, passe pelo departamento de recursos humanos e pegue seu salário pelos dias que trabalhou aqui... Falou a colocando pra fora de sua sala.


Frazão: Bom dia francês, achei que você ainda estivesse na França... Disse Frazão entrando na sala de Claude.


Claude: Non sei o que vocês tanto acham de bom nesse dia, que todos ficam falando bom dia, bom dia, eu devia mesmo ter ficado na França...


Frazão: O que foi? Algum bicho te mordeu?


Claude: Non to bom pra suas gracinhas hoje, Frazon.


Frazão: Você precisa ficar sabendo das novidades pra melhorar.


Claude: Eu non quero saber de nada.


Frazão: Claude você precisa conhecer a nova namorada do Freitas... Falou rindo.


Claude: Não estou interessado na vida amorosa de Freitas.


Frazão: Ela tá trabalhando aqui, tadinha é um pouco desastrada, mas é gente boa, tá sofrendo horrores nas mãos do Egidio, sabe que eu fico tentando imaginar os dois juntos, mas não consigo, ela é totalmente o oposto do Freitas.


Claude: Frazon!! Gritou ele.


Frazão: Ai Claude, por que você tá assim tão azedo, hein?


Claude: Eu to cheio de problemas e você ainda fica me enchendo, Frazon...


Frazão: O que foi amigão me fala.


Claude revirou os olhos e decidiu contar a Frazão senão ele não sairia dali e não o deixaria em paz...


Claude: Eu e Nara terminamos ainda por cima eu briguei com o meu pai, ontem eu bebi to com dor de cabeça, to estressado, mal humorado e você ainda vem querer que eu fique sabendo as fofoquinhas da construtora, ham...


Frazão: Então o que aconteceu diferente foram as brigas, porque estressado e mal humorado já é o seu estado de espírito normal né, francês?


Claude: Começou de novo com suas gracinhas sai daqui, Frazon.


Frazão: Desculpa, mas me conta o que foi com a Nara e com o seu pai?


Claude: Nara tava me enganando aquela safada, ainda por cima tá grávida de outro, meu pai fica se metendo na minha vida.


Frazão: Xii!! Ta bravo pro seu lado em amigão, além de descobrir que é corno ter que aguentar o seu pai, é duro, hein.


Claude: Eu sabia que non devia ter falado nada pra você, agora vai ficar me falando suas gracinhas, sai da minha sala, Frazon.


Enquanto isso...


Rosa sai da sala de Egidio desconsolada, Silvia logo percebe e vai falar com ela...


Silvia: O que foi amiga?


Rosa: Ele me mandou embora, disse pra eu pegar meu pagamento no departamento de recursos humanos.


Silvia: Mas o que foi dessa vez?


Rosa: Eu me meti em uma confusão e acabei perdendo uns documentos...


Silvia: Aiaiai, documentos da empresa?


Rosa: Ahan!


Silvia: Ai Rosa, isso é muito grave, acho que nem Dr. Freitas vai poder te ajudar dessa vez.


Rosa: Eu nem ia incomodá-lo com isso mesmo.


Na sala de Claude...


Frazão: Não Claude, eu não vou fazer isso com você amigão, eu acho mesmo que você vai ficar muito melhor sem a Nara, ela não presta aposto que ela tava te chifrando com meio São Paulo.


Claude lança um olhar de ódio pra Frazão e diz...


Claude: Sai Frazon!!


Frazão: Mas...

Claude: Saiiii... Falou bravo.


Frazão: Tá bom, eu to saindo... Quando abre a porta ele vê Rosa na recepção então ele volta e diz... A namoradinha do Freitas vem cá vê, Claude...


Claude: Não!! Não quero ver nada nem ninguém, issi inclui você ham, sai logo da minha frente... Gritou ele


Frazão: Tá, to saindo.


Na recepção...


Silvia: Ah, mas não fica assim, logo você encontra outro trabalho, muito melhor que esse, vem aqui vamos tomar um cafezinho aqui... Disse a puxando para um canto onde estava o café.


Rosa tomava um cafezinho ao lado de Silvia, quando Gurgel chega e diz...


Gurgel: Meninas o homem está com a macaca, eu escutei daqui os gritos que ele deu pro Dr. Frazão! Parece que essa viagem não fez em a ele não.


Silvia: Grande novidade, ele nunca está bem, sempre com esse nariz empinado.


Rosa: De quem vocês estão falando?


Silvia: Do poderoso chefão.


Rosa: Quem?


Gurgel: O bofe mais lindo, mas também o mais autoritário e grosso daqui da empresa.


Rosa ficou sem saber do que eles estavam falando...


Silvia: Ai amiga, é do Dr. Claude Geraldy, o filho do dono da empresa, o chefe da coitada da Janete, olha lá, ela não sai da frente do computador, desde que ele chegou, ele já deve ter falado pra ela fazer algum trabalho urgente, esse ditador!!


Rosa: Ainda bem que não vou ter o desprazer de conhecer essa figura, pra mim já bastou conhecer Dr. Egidio.


Gurgel: Ai queridinha, Dr. Egidio não manda nada aqui, perto da autoridade do Dr. Claude!


Rosa: Bem eu já vou, senão o Dr. Egidio me vê aqui conversando com vocês, é bem capaz de sobrar pra todo mundo.


Silvia: Ai amiga, foi muito bom te conhecer, me deixa seu celular qualquer dia a gente marca de sair, o que você acha?


Rosa: Claro!! Falou Rosa triste, já estava gostando de trabalhar ali apesar de ter um chefe intragável.


Rosa se despediu de todos e saiu...


Um tempo mais tarde... Freitas estava em sua sala quando o telefone toca...


Freitas: Pois não Silvia.


Silvia: É o Dr. Henrique na linha dois, doutor.


Freitas: Obrigado, Silvia já vou atender... Silvia desliga e Freitas atende a ligação.


Freitas: Alô Dr. Henrique, como vai?


Henrique: Não muito bem, como estão as coisas, por ai?


Freitas: Tudo bem!


Henrique: Hoje eu não estou muito bem, estou um pouco triste por isso liguei pra te pedir um favor.


Freitas: Pode falar.


Henrique: Eu quero conhecê-la, arrume uma desculpa qualquer para que ela venha a minha casa, é melhor agora que o Claude não está aqui.


Freitas: Pode deixar doutor, vou pedir que ela vá ai entregar algum documento para que o senhor assine.


Henrique: Perfeito, então estarei esperando.


Assim que Henrique desliga, Freitas vai até a recepção e pergunta a Silvia...


Freitas: Silvia você sabe onde esta a Serafina Rosa, aquela moça que começou a trabalhar aqui outro dia desses?


Silvia: Eu sei quem é a Rosa doutor, mas o senhor não ficou sabendo?


Freitas: Sabendo de que Silvia?


Silvia: Tadinha ela foi demitida, ela foi entregar uns documentos pro doutor Egidio, mas ela disse que ele mandou ela pra um lugar errado, teve uma confusão lá com um homem que estava bêbado e ela acabou perdendo esses documentos, ai o senhor conhece o Dr. Egidio né? Ficou bravo e mandou o pobrezinha embora.


Freitas: Ele fez o que? Ah mais isso não vai ficar assim, quem ele pensa que é? Diz Freitas indo direto pra sala de Egidio.


Ele entra direto na sala de Egidio nem bate e já fala...


Freitas: Quem você pensa que é?


Egidio: Quem você pensa que é digo eu, pra entrar assim na minha sala...


Freitas: Eu sou o representante legal do Dr. Henrique aqui nessa empresa, quem realmente manda aqui, por isso não preciso da sua permissão pra entrar na sua sala ou em qualquer outra, mas parece que você se esqueceu de quem manda nessa construtora não é mesmo, Egidio?


Egidio vendo que Freitas não estava pra brincadeiras decide diminuir o tom de voz...


Egidio: Mas o que foi que aconteceu pra você estar assim, Freitas?


Freitas: Eu fico sempre assim quando vejo que não estão cumprindo as ordens que lhe foram dadas, e você não sabe cumprir ordens, Egidio.


Egidio: O que foi Freitas?


Freitas: Você Egidio, você demitiu a Serafina Rosa.


Nesse momento na recepção da construtora um mensageiro chega pra entregar o documento que Rosa havia esquecido no carro de Claude, Silvia vê e diz...


Silvia: Mas são os documentos que a Rosa tinha perdido, vou entregar agora mesmo ao Dr. Egidio, tadinha foi mandada embora a toa.


De volta à sala de Egidio...


Egidio: Freitas ela não serve para trabalhar aqui, não consegue cumprir uma tarefa por mais simples que seja.


Freitas: E quando foi que eu disse que você iria avaliar o serviço dela, você também não sabe cumprir ordens simples eu disse dê um emprego a moça simples assim.


Egidio: Mas...


Freitas: Não tem, mas nada chame-a de volta.


Egidio: Ela perdeu documentos importantes.


Nesse momento Silvia bate na porta e entra...


Egidio: O que foi Silvia não vê que eu estou ocupado conversando com o Dr. Freitas, volte outra hora.


Silvia: Doutor me desculpe, mas eu só vim porque acabaram de chegar os documentos que a Rosa disse que havia perdido, um mensageiro veio entregar... Diz Silvia entregando os documentos nas mãos de Egidio.


Egidio: Mas como? Ela disse que tinha perdido.


Freitas: Então esse era o motivo pra você demitir a moça? Parece que agora não existe mais motivo, então chame-a de volta agora mesmo.


Egidio: Mas Freitas, ela não se enquadra nos moldes dos funcionários da construtora.


Freitas: Egidio você parece que não está me entendendo, você não tem autoridade para demitir Serafina Rosa, não foi você que a contratou, por isso eu quero vê-la aqui dentro de uma hora, e eu vou te avisar uma coisa, a sua situação dentro da construtora está por um fio, então eu espero que isso não se repita e espero que eu não fique sabendo que você anda tratando essa moça mal, porque se eu tiver uma reclamação sequer dela ao seu respeito quem não vai mais se enquadrar nos moldes dos funcionários da construtora vai ser você.


Egidio: Tudo bem, Freitas... Diz Egidio com o rabinho entre as pernas... Dona Silvia ligue pra D. Rosa e peça que ela volte pra construtora.


Silvia: Sim senhor... Diz Silvia saindo da sala com um sorriso nos lábios, agora ela tinha certeza que os boatos eram verdadeiros, Rosa era sim namorada de Freitas.



Freitas: Assim está bem melhor... Diz Freitas saindo da sala... CONTINUA... RSRSRS...