domingo, 13 de abril de 2014

Capítulo 11

Maria que observava o olhar de Rosa olhando os dois pegando o elevador, chegou perto dela e disse.


Maria: Ainda bem que o Sergio não estava, senão ele ia implicar com isso.


Rosa: Eu já tinha prometido isso ao Matheus se ele se comportasse ele iria comer a pizza.


Maria: Fez muito bem minha filha, tem que ser flexível, alem do mais ele está com o pai dele.


Rosa não disse nada.


Maria: Eu reparei.


Rosa: O que?


Maria: O olhar apaixonado dele pra você.


Rosa:  Lá vem você, não me venha com essas besteiras... Falou isso e ia saindo.


Maria: Os olhos dele só transmitem amor tanto pra você, como pro Matheus e não adianta você fugir disso.


Um tempo depois na pizzaria...


Matheus: Fiquei muito feliz da minha mãe ter deixado a gente vir.


Claude: Eu também campeon, me diz o que você quer comer?


Matheus: Com a fome que eu to eu como um pedaço de cada... Disse rindo.


Claude: Que bom que você tá com fome.


Matheus: Eu sempre to com fome, quando eu saio pra comer, com a minha mãe, ela fala que  parece que eu to esfomeado kkk.


Claude: Você sai muito com a sua mãe?


Matheus: Ela gosta de sair comigo, acho que é pra compensar o tempo que a gente passa sem se ver porque ela tá trabalhando.


Claude: Ela trabalha muito, né?


Matheus: Mas ela sempre diz que o trabalho dela é a coisa que ela mais gosta depois de mim é claro!!


Claude: Então ela deve gostar muito do trabalho não é mesmo?


Matheus: Eu acho que sim kkk...


Eles ficaram ali conversando, rindo e comendo por um bom tempo, Claude queria aproveitar cada minuto do lado do filho e ao mesmo tempo saber de tudo o que ele gostava...


Claude: Nós comemos muito hein, campeon?


Matheus: É verdade kkk.


Claude: Temos que aproveitar que sua mãe ta boazinha e já pensar o que podíamos fazer da próxima vez que sairmos, tem algum lugar que você gostaria muito de ir, que nunca foi?


Matheus: Tem sim um lugar que eu sou louco pra ir...


Claude: Onde enton me fala, que eu prometo que se sua mãe deixar eu te levo.


Matheus: Sabe Claude desde que eu era pequeno, que eu via o futebol na tv eu ficava imaginando como seria ir no estádio de futebol e assistir o jogo de lá, já
imaginou ver o Corinthians jogando no Pacaembu? Ia ser muito bom, eu acho que
se o meu pai não tivesse morrido quando eu era pequeno ele teria me levado, né?


Claude sente uma dor profunda em seu coração, por mais que ele fizesse nada iria apagar os anos que seu filho passou sem a presença do pai, ele não esteve presente em tantos momentos, os primeiros passos, a primeira palavra o primeiro sorriso, se
pudesse voltar no tempo ele nunca teria brincado com Rosa daquele jeito, ele se
arrependia tanto de ter sido um irresponsável no passado, seu olhos se encheram
de lágrimas...


Matheus: Que foi Claude você ficou triste? Não quer ir ao estádio? A gente vai em outro lugar não tem importância...


Claude: Claro que eu quero ir com você, se é lá que você quer ir eu vou fazer de tudo pra sua mãe deixar eu te levar eu prometo... Ele olha bem nos olhos do filho e diz... Eu sei que não posso voltar no tempo e fazer você ter um pai de novo quando você era pequeno, mas agora eu sempre vou estar ao seu lado, viu pra sempre... Ele
abraça o filho e deixa cair uma lágrima.


Matheus não entendeu porque Claude falava daquele jeito, mas pra ele também não importava, o que importava naquele momento é que ele já tinha encontrado o pai que ele sempre sonhou e agora sim, se sentia protegido.


Os dias se passaram Matheus sempre queria estar com Claude, mas Rosa ainda estava se acostumando com aquela situação...


Na construtora de Coutinho...


Rosa e Janete conversavam...


Janete: Me conta amiga como tá sendo com o Claude, já resolveu contar tudo pro Matheus?


Rosa: Janete, não tá sendo nada com o Claude, se eu pudesse nem ao menos o veria.


Janete: E o Matheus?


Rosa: Também não o veria.


Janete: Rosa eles são pai e filho...


Rosa: Como se eu não soubesse disso, não precisa ficar me lembrando.


Janete: Rosa você tem que entender que nada que você faça vai mudar esse fato.


Rosa: Janete eu sei disso se houvesse um jeito de mudar isso eu mudaria, por mim meu filho nunca saberia que o Claude é o pai dele, nunca deixaria ele se aproximar desse homem ele não presta.


Janete: O problema é que esse homem, é o pai do seu filho e o Matheus sempre foi louco pra ter um pai, amiga ele tem um pai você não acha que ele tem o direito de saber quem é?


Rosa: A única coisa que eu sei é que eu quero o Claude longe de mim e do meu filho.


Janete: E você vai continuar com isso? Vai criar seu filho em uma mentira?


Rosa: Mas eu não quero que o Matheus tenha contato com ele, meu filho viveu muito bem até agora sem o Claude na vida dele.


Janete: Engano seu, amiga! Ele sempre sentiu falta desse pai e ele pensava que o pai tivesse morto, imagina se ele descobre que o pai dele tá vivo, ele não vai te perdoar nunca sabendo que você privou ele do convívio com o pai e um pai que ele adora diga-se de passagem.


Rosa: Mas o que me assusta é exatamente isso Jane, o Matheus tá muito ligado ao Claude, eu tenho medo de perder o meu filho...


Janete: Isso é bobagem o Matheus te ama, ele sempre foi louco por você amiga, mas ele tem direito de ter um pai e ele tem esse pai não nega isso a ele.


Rosa: Essa situação toda anda me tirando o sono...


Janete: Para, pensa amiga e conta logo pro Matheus.


Rosa: Eu vou contar Jane, mas na hora que eu achar que eu devo, tenho que me preparar pra isso eu nunca esperei passar por essa situação, eu não entendo o porquê desse homem ter aparecido agora querendo ser o super pai, ele renegou o meu filho quando eu fui procurar por ele...


Janete: Acho que você tem mesmo que pensar muito a esse respeito, você nem ao menos consegue falar o nome dele, Rosa! Ele ainda mexe muito com você não é mesmo?


Rosa: O que você tá falando é uma grande tolice, eu não sinto nada pelo Claude...


Janete: Tá bom então, amiga! Se você quer acreditar nisso... Disse isso e sorriu.


Enquanto isso, Claude estava em sua casa, vendo alguns e-mails, seu celular toca e Claude atende...


Claude: Fala, Frazon!!


Frazão: Não tenho uma notícia muito boa não.


Claude se assustou levantou rápido e disse...


Claude: O que é isso Frazon, assim você me assusta.


Frazão: Claude o Coutinho sofreu um infarto, está na UTI agora.


Claude: Mon Die!!


Frazão: Claude, agora você terá que assumir a construtora.


Claude  ficou preocupado, não queria fazer isso antes de ter conquistado a confiança de Rosa.


A notícia de que Coutinho havia tido um infarto se espalhou...


Rosa: Nossa!! Coitado do Dr. Coutinho, ele tava tão eufórico com esse novo projeto.


Janete: Foi essa euforia toda que o fez parar na UTI, a Ester falou que ele não sabe separar as coisas, quando ele estava num projeto ele não pensava em mais nada, ele já estava meio estressado com tanto trabalho, ai se descuidou não se alimentando direito, não tomando os remédios nos horários certos.


Rosa: Bem... Agora vamos rezar pra que ele se recupere logo.


Depois de um tempo, Claude e Frazão entram na construtora de Coutinho.


Rosa: O que será que eles querem, hein?


Janete: Ai, meu Deus tomara que não seja noticia ruim.. Falou Janete preocupada.


Frazão e Claude chegaram perto das duas e Claude disse.


Claude: Eu preciso falar com você.


Rosa: Aconteceu alguma coisa?


Claude: Vamos até a sala do Coutinho, por favor?


Rosa: Mas eu to terminando... Claude a interrompe e diz...


Claude: É muito importante. Por favor!


Rosa foi com ele pra sala de Coutinho.


Rosa: O que foi? O Dr. Coutinho piorou?


Claude: Non!! Mas eu tenho um comunicado a fazer pra todos os funcionários da construtora, só que eu queria falar com você primeiro, eu não ia falar agora, mas com o que aconteceu com o Coutinho eu sou obrigado a falar...


Rosa: Fala logo!!


Claude: Bem... Eu...


Rosa: Fala você ta me deixando aflita.


Claude: Eu comprei a construtora do Coutinho, e agora eu preciso assumir o meu lugar aqui dentro.


Rosa: O que? Perguntou incrédula.


Claude: Eu comprei a construtora dele já faz mais de um mês, ele me pediu que não falasse nada por enquanto, porque ele queria terminar alguns projetos.


Rosa: Você planejou tudo isso não foi? Meu Deus você sabia o tempo todo, que o Matheus era seu filho não é? Falou alterada.


Claude: Claro que non, quando fechei negocio com Coutinho eu nem imaginava que eu tivesse um filho.


Rosa: Você planejou tudo, como você é calculista, se aproximou dele pra conquistá-lo, comprou a construtora onde eu trabalho, pra me manipular, você continua o mesmo, um estrategista que arquiteta tudo nos mínimos detalhes e depois executa seus planos sórdidos a sangue frio... Gritou ela.


Claude: Cala boca!! Gritou ele, indignado com as acusações de Rosa... Eu não fazia ideia de que você trabalhasse aqui, eu já estava em negociação com Coutinho muito antes de vir para o Brasil, você não me conhece, não sabe da minha índole, nem da minha honestidade.. Gritou ele.


Rosa: É por te conhecer muito bem que eu acredito que você tenha planejado tudo isso... Gritou ela...


Claude: Mon Die!! Eu não sabia de nada, eu nem lembrava de você, esqueceu? Claude balançou a cabeça se arrependendo  de ter falado aquilo e foi pra perto dela.



Rosa: Não chega perto de mim, eu não vou trabalhar numa construtora cujo o dono não vale nada... Gritou ela.


Claude: Rosa, por favor... Disse a pegando com força.


Rosa: Me solta!!


Claude: Será que você não vê? Será que não enxerga o quanto eu quero você... Ele falava quase que com seus lábios tocando aos dela... O quanto eu sou apaixonado por você... Sussurrou ele no ouvido dela, Rosa tremia queria sair dali, mas não conseguia... Tudo que  eu mais quero nessa vida é ficar ao seu lado e do Matheus... Disse entre beijos no rosto dela, Rosa virou o rosto pra que ele não a beijasse nos lábios, ele percebeu os olhos dela cheios de lágrimas e a respiração ofegante, Claude deslizou seus dedos pela face dela, a olhou cheio de desejo, beijou seus olhos suavemente, sentindo o gosto de cada lágrima, depois  foi escorregando com seus lábios até os lábios dela, a beijando intensamente, para Rosa não restou mais nada, a não ser aceitar aquele beijo ardente o enlaçando pelo pescoço, Claude aprofundou ainda mais o beijo e foi empurrando o corpo de Rosa para a
parede e ali os dois continuaram a se beijar loucamente.


Depois de quase sem fôlego, Claude se afasta um pouco e de testa colada com Rosa ele murmura...


Claude: Esperei tanto por esse momento que eu já estava começando a ficar louco... Rosa que ainda permanecia com os olhos fechados desfrutando do toque suave da barba por fazer de Claude em sua face, inclinou sua cabeça instintivamente para o lado, dando livre acesso para Claude beijar seu pescoço, o que ele entendeu de imediato e começou a aspirar e beijar o pescoço dela... Que perfume gostoso... Falou ele ensandecido, começou a desabotoar os primeiros botões da blusa dela, o que fez com que ela acordasse daquele sonho maravilhoso e voltasse a sua dura realidade, seu rancor e sua magoa voltaram nesse exato momento, Rosa se afastou dele ofegante e irritada, muito mais com ela, por não conseguir se conter e ter sido tão fraca diante dele.


Rosa: Você não presta, era isso que você queria não era? Me ver louca por você novamente, igual você fez no passado? Falou ela com raiva... Mas você não vai conseguir... Gritou ela.


Claude viu a magoa que os olhos dela transmitiam...


Claude: Desculpa!! Não se afasta de mim por favor... Falou tentando chegar perto dela.


Rosa: Nunca mais toque em mim... Fica longe de mim e do meu filho... Falou isso e saiu correndo...


Claude ainda correu atrás dela...


Claude: Rosa?? Rosa??


Rosa: Me deixa em paz!!


Janete: Amiga!!


Rosa: Agora não, Jane!!


Ela pegou sua bolsa que estava em sua mesa e saiu da construtora.


Claude voltou pra sala de Coutinho..


Claude: Mon Die!! Como eu sou idiota, ela tava nos meus braços, como sou burro, burro!! Disse ele nervoso andando de um lado pro outro.


Frazão vendo o desespero do amigo disse...


Frazão: Vou ver se ele precisa de mim... Disse isso deu um selinho em Janete e foi para a sala... O que foi que aconteceu? Por que ela saiu assim desse jeito? Perguntou Frazão entrando na sala.


Claude: Entendeu tudo errado, acha que eu comprei a construtora, já pensando em manipulá-la, me acusou de um monte de coisas...


Frazão: Não fica assim, ela vai entender e aceitar, o tempo vai mostrar pra ela que ela tá errada ao seu respeito.


Claude: Eu a beijei...


Frazão: Ham??


Claude: Eu a beijei, foi tão bom tê-la em meus braços por esses minutos...


Frazão: E ela? Me conta como ela reagiu? Ela gostou?


Claude: Sei lá, Frazon! Rosa parece uma caixinha de surpresa, quando a gente acha que tá acertando, ela vem com aquela marra dela, eu senti que ela gostou, mas ela é
orgulhosa, não vai admitir nunca, por isso saiu daqui correndo.


Frazão: Agora entendi, bem... Ma pelo menos agora você já sabe que ela gostou e se você tentar novamente, lógico que ela não vai resistir.


Claude não sabia o que fazer ficou andando de um lado pro outro nervoso...


Enquanto isso Rosa chorava no elevador...


Rosa: Como sou idiota de me deixar levar por aquele canalha, sua burra, burra... Rosa se xingava se olhando no espelho do elevador, com seus olhos vermelhos do choro.


Ao chegar em casa, Rosa só joga sua bolsa no sofá e se deita ali mesmo, Maria vê a cena e vai até ela..


Maria: O que foi minha filha?


Rosa: Aquele cretino... Disse chorando.


Maria: Quem?


Rosa: O Claude, ele comprou a construtora do Dr. Coutinho, agora me fala a troco de que ele fez isso?


Maria: Não sei filha.


Rosa: mas eu sei, ele quer me manipular, quer sempre estar no comando, tudo o que ele faz é planejado. Aquele canalha eu odeio ele... Falou chorando nos braços de Maria, que a aconchegou e deixou que ela desabafasse e colocasse pra fora tudo o que estava sentindo.


Sergio que já estava em casa, ouviu o choro e foi ver o que era...


Sergio: O que aquele traste fez dessa vez?


Rosa: Ele comprou a construtora, tenho certeza de que fez isso de caso pensado.


Maria: Pode ter sido uma coincidência, ele não ia fazer nada pra te prejudicar.


Sergio: Você nem conhece ele, Maria!! Ele não presta, abandonou a Serafina será que você não se lembra de tudo que ela passou?


Maria: Sergio, você é muito novo pra saber, vocês podem achar ridículo, mas as pessoas mais velhas como eu, tem experiência, pode acreditar o pai do Matheus o ama e ta apaixonado por Rosa também, eu vejo isso no olhar dele.


Sergio: Não acredito, num homem que fez o que fez com uma moça indefesa como era Serafina, lógico que ele armou tudo isso assim como ele armou pra seduzi-la.


Maria: Quer parar com isso, você não tá vendo o estado dela? Gritou Maria... Você me obedeça antes que eu te de umas palmadas assim como eu fazia quando vocês dois eram pequenos... Deixe essa marra de lado.


Sergio: Desculpa!! Ele viu que Rosa só chorava e disse... Desculpa, Serafina!! Falou isso e a abraçou.


Rosa: Onde está o Matheus?


Maria: Fique tranquila, ele está brincando com um amiguinho no andar de cima.


Rosa: Vou me deitar, preciso digerir essa notícia... Falou isso e foi para o quarto.


Nos dias que se passaram, Rosa não apareceu na construtora, Claude já estava ficando desesperado, ela não atendia o telefone, também não deixava ele chegar perto de Matheus.


Matheus: Mas mãe o que aconteceu?? Você tava deixando eu sair com o Claude. Vocês brigaram por quê?


Rosa: Isso não é assunto pra criança, vai deitar, eu to com dor de cabeça preciso descansar... Disse isso e deu um beijo na testa do filho.


Matheus obedeceu a mãe e foi para o quarto, pouco tempo depois a campainha do apartamento de Rosa toca, ela levanta do sofá e vai atender...


Rosa abriu a porta e viu que era Claude, quando ia fechando ele colocou o pé, para que ela não conseguisse fechar.


Rosa: O que você quer?



Claude: Eu vim aqui exigir que você conte toda a verdade para o meu filho... Falou determinado... CONTINUA... RSRSRS...

Capítulo 2

Maitre: Senhorita, acho melhor sair, está atrapalhando meus clientes...


Rosa: Dio Santo, eu posso muito bem ser uma cliente sua, não posso?


O Maitre a olhou de cima a baixo e viu que Rosa não podia pagar nada desse restaurante...


Maitre: A senhorita? Kkkkkkkkkkkk.. Gargalhou o maitre.


Rosa: Pois fique o senhor sabendo que daqui não saio...


Maitre: Então terá que consumir algo e aí no balcão mesmo, pois o restaurante está cheio.


Rosa: Pode me trazer o menu... Falou Rosa fazendo biquinho.


Maitre: Senhorita, não seja teimosa, sei que não tem dinheiro pra comprar nada aqui. Por favor, saia do meu restaurante.


Rosa: Me traga o menu, senão vou fazer um escândalo aqui.


O Maitre ficou com medo que ela fizesse um escândalo e disse...


Maitre: Por aqui, senhorita... Falou a levando para uma mesa perto da mesa onde estava Claude.


Maitre: Agora, por favor, se comporte.


Rosa sorriu e disse...


Rosa: Muito obrigada... Disse olhando pra Claude, mas Claude fez de conta que ela não estava ali.


Logo Nara aparece e Claude sorri... Ele se levanta de sua cadeira e vai ao encontro dela, ela estava vestida com um vestido longo muito elegante, Rosa olhou ela de cima a baixo e se olhou... ** Madona mia, esse sujeito é muito exigente, mesmo, nunca que ele olharia pra uma mulher como eu...** Pensou ela triste.


O maitre trás a carta de vinhos para Rosa...


Rosa bate o olho nos preços e diz...


Rosa: O que tem nesses vinhos? A garrafa é banhada a ouro por acaso.


Maitre: São vinhos franceses, senhorita!! Tudo que é bom custa caro.


Rosa: Hum... Pelos preços eles têm que ser de primeira classe mesmo e ainda fazerem biquinho... Falou Rosa debochada.


Maitre: O que vai querer?


Rosa: Não quero vinho nenhum o senhor pode me trazer água?


Maitre: Sim, já lhe trago o menu, já que a senhorita não vai beber nada, suspeito que já queira comer algo.


Rosa: Suspeita é? Falou ela com medo, pois não tinha dinheiro pra pagar nada desse menu.


O maitre se distanciou e Rosa pode ouvir a conversa de Claude e Nara.


Claude: Por que você tá fazendo isso comigo?


Nara: Não da mais!!!


Claude: Por quê? O que foi que eu fiz?


Nara: O de sempre né, você só pensa em trabalho, sempre me abandona.


Claude: Cherry, você tem que entender, que eu administro uma das maiores construtoras desse país, eu sou um homem ocupado, mas se é esse o problema eu juro que assim que der eu tiro umas férias, podemos viajar pra qualquer lugar que você quiser. O que acha? Falou beijando a mão dela.


Rosa: Aí que melação... Resmungou Rosa.


Nara: Você sempre promete, mas nunca cumpre, não adianta, nosso relacionamento acabou!!


Claude: Nara, você não pode fazer isso comigo. Me fala o que aconteceu?


Nara já estava cheia daquele papo, com ódio do que o velho tinha obrigado ela a fazer e resolveu se vingar...


Nara: Estou grávida!


Claude sorriu e disse...


Claude: Que maravilha, meu amor!


Rosa soltou um suspiro de desanimo...


Nara: Não é maravilha não.


Claude: Claro que é, eu sou louco pra ser pai... Falou com os olhos brilhando.


Nara: Deixa de ser ridículo, esse filho não é seu...


Rosa: Haa!! Exclamou Rosa tapando a boca com as mãos.


Claude largou a mão de Nara e disse...


Claude: Você tá de brincadeira comigo, não é?


Nara: Eu estou com cara de que estou brincando?


Claude: Como você foi capaz, sua... sua.. Preferiu não falar... E começou a respirar ofegante, com raiva.


Nara: Quer que eu diga como fui capaz, pois bem, eu digo, sabe quando me deixava sozinha porque sempre tinha um encontro ou jantar de negócios?? Então eu me sentia tão só que logo arranjei alguém pra me tirar daquela solidão, eu ia dizer que o filho era seu, pra mim ia ser tão fácil te enganar, mas como seu pai é um velho enxerido, mandou alguém me seguir e descobriu os meus casinhos, ai ele exigiu que eu terminasse com o filhinho idiota dele, satisfeito??


Rosa ficou de boca aberta...


Claude: Sua vagabunda... Gritou Claude. Todos no restaurante olharam pra ele.


Nara: Isso mesmo, francês idiota, faça seu showzinho, amanhã estará estampada na primeira pagina do jornal que você é um corno... Falou isso e saiu... Nara se vingou do modo que ela achava que seria mais dolorido para um homem e acertou em cheio, Claude todo cheio de orgulho ficou péssimo em saber que havia sido traído e que pior ainda, não descobriria nada senão fosse um detetive que provavelmente seu pai pagou para perseguir Nara.


Rosa ficou com pena de Claude, viu os olhos do francês ficarem vermelhos, o maitre chegou na mesa de Claude e disse...


Maitre: O senhor está bem?


Claude: Sim, me traga uma garrafa de whisky.


Maitre: Uma dose, o senhor quer dizer?


Claude: Está surdo? Eu pedi uma garrafa, o que é? Não me reconhece, está pensando que não vou pagar?


Maitre: Não senhor, com licença já trago.


Rosa não conseguia tirar os olhos dele, parecia hipnotizada, nem ao menos escutou quando o maitre lhe trouxe o cardápio.


Maitre: Senhorita?? Senhorita??


Rosa: Ham?


Maitre: Sua água e o menu.


Rosa pegou o menu e quando colocou os olhos nos preços quase caiu pra trás.


Rosa: Mas o que é isso?


Maitre: Algo errado?


Rosa: Tudo, Dio Santo, o prato mais barato que você tem aqui é salada?


Maitre: Sim, salada francesa com molho francês.

Rosa: Hum... Tudo francês, acho que até o alface e os pepinos são da França pra custar vinte e dois reais o prato... Falou debochada.


Maitre: Na verdade as verduras são compradas aqui mesmo, mas os ingredientes do molho são todos franceses sim...


Rosa: Não queira me enrolar, aposto que as verduras são compradas na feira, e esse tal molho é uma mistura de azeite com mostarda, não acha muito caro esse prato?


O maitre revirou os olhos e disse...


Maitre: Não é um prato, é uma porção pequena, pois se considera a entrada, senhorita! Falou ele todo esnobe, com um ar de cinismo... Vai querer a salada?


Rosa: Não, com vinte e dois reais eu como uma bela de uma massa no restaurante italiano que tem perto da minha casa no Bexiga, sou italiana e uma saladinha de nada não me sustenta.


Maitre: Ahh, então a senhorita prefere uma massa?


Rosa: Por enquanto vou ficar só com a água mesmo! Falou e sorriu para o maitre.


O maitre respirou fundo e deu as costas pra ela.


Enquanto isso Claude virava copos e mais copos de whisky puro goela a baixo, Rosa ficou observando ele e ele olhou pra ela e disse...


Claude: O que foi? Nunca viu um homem beber não?


Rosa: Não desse jeito.


Claude: Nunca viu um corno na sua vida?


Rosa não falou nada, baixou a cabeça e tomou um gole de sua água.


Claude se levantou de sua cadeira e foi até a mesa dela...


Claude: Por que ela fez isso comigo, hein?


Rosa: Não sei!


Claude: Você deve saber você é mulher como ela, já deve ter chifrado algum homem, com certeza.. Falou ele já sentindo o efeito do álcool na cabeça...


Rosa: Nunca trai ninguém.


Claude: Hahaha, não me venha com essa, as mulheres são todas iguais, nenhuma presta.


Rosa: Agora entendo o porquê sua noiva lhe traiu, o senhor é grosseiro, cavalo e estúpido.


Claude: Kkkkkkkkkkkkkkk... Claude riu acho que nunca tinha escutado isso antes, todos que se aproximavam dele só o bajulavam... Você não tem papa na língua, gostei de você.


Rosa sorriu... E Claude continuou a beber...


Rosa: Acho que você não deveria beber tanto assim.


Claude: Aquela maldita piranha...


Rosa viu o sofrimento nos olhos dele.


Claude: Quer saber? Eu nem gostava dela tanto assim... KKkkk... Falava e ria ao mesmo tempo. Claude chegou perto do ouvido de Rosa e disse... Ela não era cheirosa... kkkkk... Pra falar a verdade ela cheirava mal... Rosa ria junto com ele...


De repente ele se levantou com a garrafa de whisky nas mãos como se fosse algo mais precioso do mundo.


Rosa: Onde você vai assim? Perguntou preocupada.


Claude: Vou correr, você não sabe? Eu corro muito bem sabia?


O Maitre viu que ele falava alto com a garrafa nas mãos e foi ver o que estava acontecendo.


Maitre: Senhor, posso lhe ajudar? Acho que é bom chamar um taxi, o senhor não pode dirigir assim.


Claude: Não se atreva a chamar um taxi, você me conhece muito bem sabe que eu detesto entrar nesses taxis fuleiros.


Maitre: Mas doutor...


Claude: Xiii, eu já vou, me deixa... Falou empurrando o maitre, Rosa ficou com medo que acontecesse algo a ele, levantou e foi atrás do francês.


Claude saiu e foi direto para o carro...


Rosa: O senhor não pode dirigir assim.


Claude: Quem vai me impedir?


Rosa: Eu... falou ficando entre ele e o carro.


Claude: Sai da minha frente, mulherzinha!!


Rosa: Não saio... Rosa viu a chave do carro na mão de Claude e puxou tão rápido que Claude ficou feito bobo olhando pra ela.


Claude: Da à chave do meu carro senão eu chamo a policia.. Rosa não deu ouvidos a ele, abriu a porta do carro e foi empurrando ele, para dentro.


Rosa: Não vou permitir que o senhor se machuque ou então machuque alguém! Disse já sentando no lugar do motorista.


Claude fechou os olhos e apoio sua cabeça no encosto do banco do carro.


Rosa deu partida no carro, mas como nunca dirigiu um carro daquele o carro saiu em disparada...


Claude: Mon Die!! Quer nos matar...


Rosa conseguiu controlar o carro e disse...


Rosa: Onde o senhor mora?


Claude: Não quero ir pra casa, me leve pra qualquer lugar menos pra minha casa...


Rosa começou a andar sem rumo, e Claude que ainda segurava a garrafa de whisky nas mãos voltou a beber, ela só conseguia vê-lo pelo retrovisor...


Ao passar pelo parque Ibirapuera, Claude sorriu e disse...


Claude: Pare aí!!


Rosa: Aqui??


Claude: Sim... Rosa mal parou o carro e Claude saiu ainda com a garrafa vazia na mão, começou a correr feito uma criança pelo gramado do parque...


Rosa: Ei espera aí... Falou estacionando o carro corretamente.


Claude estava bêbado, corria e gritava, sem parar, sem saber o que fazia começou a tirar a roupa e ria das pessoas que passavam por ele.


Rosa: Dio Santo, o senhor não pode fazer isso... Gritou Rosa atrás dele, mas ele corria de Rosa, acabou ficando só de cueca, as pessoas algumas riam e outras ficaram horrorizadas, um policial o viu daquele jeito e começou a correr atrás dele também, Rosa  foi pegando as roupas dele pelo caminho e  enfim conseguiu alcançá-lo.


Rosa: O senhor ficou maluco? Vai acabar sendo preso, vem comigo rápido.. Disse puxando ele para que pudessem fugir do policial.


Rosa conseguiu o levar para o carro, lá ela tentava colocar a calça nele, ele só cantava e ria...


Rosa aproveitou daqueles momentos pra passar as mãos no corpo másculo dele, sorrindo ela terminou sua tarefa, assim que colocou a calça no francês, ela foi para o banco do motorista e como não sabia onde ele morava o levou para seu quartinho no cortiço. Com dificuldade, pois Claude era um homem alto e pesado, Rosa o arrastava pelo pátio do cortiço. Enquanto ele cantava e gritava...


Rosa: Cala boca, vai acordar todo mundo, se D. Pepa vê que eu to levando alguém pra dentro do meu quartinho, é bem capaz dela me expulsar daqui.


Claude: Sabia que você é linda... Disse ele acariciando o rosto dela.


Rosa: Ai Dio Santo!! Não faz isso não! Falou quase derrubando ele.


Claude caiu na gargalhada...


Rosa: O senhor é pesado, sabia? Coopera... Disse entrando enfim no quarto, onde tinha uma cama de casal no canto da parede, ela o derrubou ali e sentou cansada.


Claude começou a ter ânsia de vomito, ela correu pra cozinha e pegou um balde, por pouco ele não vomita no seu tapete...


Rosa fez cara de nojo e disse...


Rosa: Ai eu mereço!!


Assim que vomitou ele despencou na cama num sono profundo, Rosa suspirou cansada foi tomar banho e quando voltou viu que ele tinha tirado a calça e a cueca, estava dormindo nu.


Rosa: Nossa Senhora da Achiropita, daí me forças, que homem lindo é esse?


Rosa se deitou num canto da cama, mas como o sono de Claude durante a noite foi agitado, ele acabou a prendendo com suas pernas e a abraçou, Rosa sorriu e pensou... ** Aproveita a oportunidade de dormir abraçada a um homem tão lindo como esse, porque outra oportunidade dessa você nunca mais vai ter Serafina Rosa** Rosa se aconchegou ainda mais no ombro do francês e passando os dedos no peito cabeludo dele, ela adormeceu.


Quando Claude acorda, estranha o lugar onde está...


Claude: Mon Die aonde eu vim parar?


Rosa: Oi bom dia... Fala Rosa sorrindo com uma xícara de chá.


Claude: Só se for pra você, aonde eu estou? Mon Die onde estão as minhas roupas? Diz Claude vendo que está despido.


Rosa: Estão aí, você tirou ontem...


Claude: A gente não??... Disse olhando pra Rosa que entendeu o que ele queria dizer...


Rosa: Não!! Você estava muito bêbado eu não sabia pra onde te levar eu resolvi te trazer pra minha casa.


Claude: Era melhor que você tivesse me deixado dormindo no banco da praça... Claude pegando sua roupa e começando a se vestir.


Rosa: Eu só queria te ajudar.


Claude: Eu non preciso da sua ajuda nem da de ninguém... Disse mal humorado.


Rosa: Não foi o que pareceu ontem, você tava péssimo bebeu e não conseguia nem ficar em pé!


Claude: Mon Die eu devia tá muito bêbado mesmo pra deixar você me trazer pra esse lugar.


Rosa: Você é mesmo um mal agradecido, hein.


Claude: Non gosto de ficar devendo favores a ninguém, muito menos uma empregadinha como você... Disse olhando o quarto de Rosa e vendo que se tratava de uma pessoa humilde.


Rosa: Pois fique você sabendo que essa empregadinha aqui, te tratou muito melhor do que sua noiva riquinha que te deu um belo de um fora.


Claude: Non fale dela, você non está a altura dela ouviu bem, aquilo tudo foi um mal entendido eu sei.


Rosa: Ah então você acha que ela é boa demais pra que eu fale dela? Mas eu acho que ela se acha boa demais pra você também por isso que ela te deixou e arrumou outro.


Claude: Eu vou embora, porque non pretendo discutir minha vida pessoal com umazinha como você e pode ficar tranquila que eu mandarei o meu motorista vir lhe entregar um cheque pra cobrir todos os gastos que você possa ter tido comigo...


Rosa: Seu cretino você pode enfiar o seu cheque, onde achar melhor...


Claude: Sua desbocada...


Rosa: Mereceu o chifre que aquela perua colocou em você, seu francês metido.


Claude: Louca, desequilibrada barraqueira...


Rosa pegou um vaso que estava perto de sua cama e lançou contra ele, que saiu correndo do quarto.


Claude: Mulherzinha sem classe... Gritou ele saindo do quarto.


Rosa: Eu posso até não ter classe, mas eu sou muito mais decente do que aquela safada da sua noiva...


Claude: Sua desclassificada, maldita hora que eu entrei naquele restaurante ontem.


Rosa: Vai mesmo atrás daquela safada que tava te traindo, seu idiota.


Claude: Mon Die eu espero nunca mais encontrar com essa mulherzinha na minha vida, ham... Eu mereço issi mesmo pra que fui beber tanto, aí que dor de cabeça, ainda fica pior com essa maluca gritando... Quando Claude vai saindo ele esbarra em Pepa.


Pepa: Madona mia, não tá me vendo?


Claude: Como não poderia, com a senhora desse tamanho todo?


Pepa: Grosso, só podia tá mesmo andando com Serafina.

Claude: A senhora vê se non me enche, hein... Diz e sai andando.

Pepa: Mas essa Serafina além de tudo agora anda trazendo homens pro nosso cortiço, esse cortiço aqui é de família não é nenhum bordel não, ta ouvindo... Diz Pepa bem alto pra que Rosa escutasse... CONTINUA... RSRSRS...