sábado, 2 de fevereiro de 2013

Capítulo 1


Preciso Dizer Que Eu Te Amo


Quando a gente conversa
Contando casos, besteiras
Tanta coisa em comum
Deixando escapar segredos
E eu não sei que hora dizer
Me dá um medo, que medo


É que eu preciso dizer que eu te amo
Te ganhar ou perder sem engano
É, eu preciso dizer que eu te amo tanto


E até o tempo passa arrastado
Só pra eu ficar do teu lado
Você me chora dores de outro amor
Se abre e acaba comigo
E nessa novela eu não quero
Ser teu amigo...


No casamento todos estavam se divertindo menos Rosa, que a cada sorriso de Henri, seu coração sangrava por vê-lo tão feliz em estar se casando.


Claude: Pare de fazer essa cara, você vai estragar a festa de casamento do meu irmão.


Claude era irmão mais velho de Henri, Rosa era apaixonada por Henri desde pequena, eram primos, Claude era diferente do irmão mais novo sempre foi mais duro e severo, Henri era, doce e amável.


Rosa: Não me atormente, por favor, você sabe que estou sofrendo com tudo isso... Falou com lágrimas nos olhos.


Claude: Por que veio então, deveria ter ficado em casa, chorando e bebendo vinho, não é assim que fazem as pessoas com dor de cotovelo? Falou ele cruelmente.


Rosa: Você é um insensível mesmo... Falou brava e saiu dali.


Rosa saiu da festa sem falar com ninguém, no dia seguinte ela fazia uma espécie de limpeza em suas coisas, não queria nada que lembrasse Henri.


Rosa rasgava cada foto que encontrava dele, em muitas Claude aparecia também..


Rosa: Por que que você sempre foi tão rude comigo hein? Por que nunca foi igual ao Henri, educado brincalhão hein? Falava e rasgava as fotos.


Amália: Filha o Claude está aí?


Rosa: Não quero falar com ele.


Amália: Que isso filha?


Rosa: Ontem ele me tratou mal lá na festa.


Amália: Por isso você veio embora?


Rosa: Não mamãe, a senhora sabe muito bem porque eu vim embora.


Amália: Esqueça o Henri, agora ele é um homem casado, ande levante dessa cama e venha atender seu primo mais velho e seu chefe, não esqueça disso... Falou Amália com firmeza.


Rosa trabalhava junto com Henri na empresa da família, Claude era chefe dos dois, por isso ela respirou fundo e desceu.


Rosa: O que você quer?


Giovanni: Ma o que é isso? Isso é jeito de tratar seu primo filha mia?


Claude: Pode deixar tio, já me acostumei... Falou sorrindo.


Rosa: Ele me trata muito pior, papai.


Claude: Quando se comporta feito uma menininha eu a trato como tal.


Rosa: Fala logo o que você quer.


Giovanni: vou deixar vocês conversarem a vontade.


Rosa: Obrigada, papai... Assim que Seu Giovanni saiu da sala, Claude disparou.


Claude: Aquela viagem para o Rio de Janeiro foi antecipada, teremos que estar lá amanhã mesmo.


Rosa: Teremos?


Claude: Sim, nós dois iremos.


Rosa: Mas o Henri? Ele que iria comigo.


Claude: Você não acha que ele vai deixar a mulher linda dele, em plena lua de mel, só pra viajar a negócios com você cherry? Justo você que é tão desinteressante... Falou ele para feri-la.


Rosa: Essa viagem estava marcada para irmos em Janeiro não agora, por que mudou a data hein?


Claude: Não discuta comigo, são negócios, você acha o que? Que em Janeiro Henri vai perceber que não deveria ter se casado e que a mulher que ele ama é você? Perguntou sarcástico.


Rosa: Não seja ridículo.


Claude: Você que está sendo ridícula em sustentar esse sonho de menina que era de se casar com meu irmão, não vê que ele está feliz com a mulher que ele escolheu, não viu ontem como os dois foram feitos um pro outro, como os dois transmitiam a pura felicidade?


Aquelas palavras de Claude eram como uma faca cravando em seu peito, Claude tinha razão, Henri estava feliz com a mulher que ele escolheu, nunca lhe deu a mínima chance, de que um dia eles teriam algo, ela que sempre fantasiou...


Rosa: Você adora me fazer sofrer não é? Deve ser seu esporte preferido, acho que você acorda e a primeira coisa que lembra é fazer a priminha aqui sofrer com sua língua cheia de veneno.


Claude: Não seja pretensiosa, sabe que eu nem lembro que você existe, mas hoje infelizmente me lembrei quando meu advogado me ligou pra falar sobre a viagem. Não posso ir sozinho, nem estou a par dos projetos que você e Henri estão desenvolvendo.


Rosa: Então deixe-me ir sozinha.


Claude: Ficou louca? Você acha mesmo que deixarei um assunto assim tão importante pra você resolver sozinha? Justo agora que anda no mundo da lua por causa do casamento de Henri. Nunca!!!


Rosa bufou de raiva, ela detestava quando Claude a tratava assim, sempre foi muito responsável com seu trabalho, mas pra ele nada do que ela fizesse o satisfazia.


Claude: Venho te buscar as nove.


Rosa: Mas...


Claude: Mas, nada!! Eu sei que você não gosta da minha companhia, eu tão pouco gosto da sua, mas é uma emergência... Disse isso e saiu.


No dia seguinte Claude passou as nove em ponto na casa de Rosa, foram no caminho para o aeroporto em silêncio, às vezes ela pegava ele a olhando, mas disfarçava quando ele via que ela tinha percebido.


O vôo foi tranquilo, quando chegaram ao hotel estava tudo lotado, não teria quarto separado para eles.


Rec: Só tem a suíte máster.


Claude: Como assim a suíte máster? Perguntou ele espantado... Eu fiz reservas.

Rec: Sinto muito Dr. Claude, mas acho que houve algum equívoco, podemos oferecer ao senhor a suíte máster pelo mesmo preço do outro quarto que o senhor teria feito reserva.


Claude: Não estou interessado no preço, estou acompanhado, preciso de dois quartos... Falou indignado.


Rosa: Vamos para outro hotel.


Claude: Não seja ingênua, você acha que vamos encontrar dois quartos assim num hotel no mínimo descente?


Rosa: Vamos tentar.


Claude: E perder esse quarto? Não obrigado, vamos aceitar esse quarto mesmo... Disse ele pra recepcionista.


Rosa: Claude eu não vou dormir com você no mesmo quarto.


Claude: Não fique pensando que estou adorando essa situaçon non viu? Se você pelo menos fosse minha secretária, Nara... Falou ele debochado... Mas você é a minha prima e estamos aqui a trabalho, por isso pare de dar seus chiliques infantis e venha comigo... Falou ele pegando o cartão do quarto e saindo na frente. Rosa ficou possessa e foi atrás dele falando em seu ouvido.


Rosa: Não venha me comparar aquela sua secretária piranha hein... Falou ela indignada.


Claude: Não a comparei, mesmo porque não tem nem comparação... Falou olhando pro corpo de Rosa.


Ela ficou roxa de raiva...


Depois de instalados no quarto que era lindo, uma cama imensa, o quarto era muito grande tinha até uma sala anexada ao quarto, na mesa tinha frutas, bolos, pães, com suco de laranja e café.


Rosa: Que quarto lindo, deve custar uma nota... Falou andando pelo quarto.


Claude: Vou tomar um banho.


Rosa: Não sei por que tivemos que vir hoje se os empresários só estarão aqui amanhã... Falou sentando no sofá e folheando uma revista.


Claude: Porque precisamos revisar os projetos.


Rosa: Não tem mais nada pra revisar.


Claude: Preciso encontrar uma tradutora pro projeto e pra nos acompanhar no jantar amanhã.


Rosa: Jantar? Então quer dizer que teremos que passar duas noites aqui?


Claude: Qual é Rosa? Você acha que eu armei isso? Acha mesmo que quero passar duas noites com você?


Rosa: Não.


Claude: Acho bom que pense assim. Porque você seria a última das mulheres com quem eu ia querer passar duas noites num quarto desses, se é que você me entende né?


Rosa: Você me odeia tanto assim?


Claude: Você é muito chata... Falou dando as costas pra ela e indo em direção ao banheiro.


Rosa foi atrás dele, sem se dar conta de que ele  já estava se preparando para tirar o roupão, mas sua indignação era tanta, que a deixou cega...


Rosa: Eu não sou chata, você que sempre foi um mal humorado, um grosso estúpido... Disparou ela.


Claude a calou quando ficou completamente nu diante dela.


Rosa ficou vermelha, mas não conseguia tirar os olhos do corpo dele.


Claude: Gostou? Falou sorrindo.


Rosa: Seu... Seu... Rosa queria xingá-lo, mas não conseguia.


Claude: Se me xingar de cafajeste eu gamo... Falou sorrindo.


Rosa: Idiota... Disse saindo rápido dali.


Claude ria alto do banheiro...


Rosa saiu do quarto não queria ver a cara do primo tão cedo.

Rosa passeou pelo hotel que era lindo, tinha uma piscina maravilhosa. Ela caminhava distraída quando esbarra em Júlio um velho amigo de faculdade.


Rosa: Não tô acreditando... Falou admirada.


Júlio: Muito menos eu... Disse feliz a abraçando, Claude que já tinha tomado seu banho estava na janela do quarto quando viu o abraço caloroso que Júlio deu em Rosa. ** Quem será esse daí?** Pensou ele com a expressão do rosto preocupada.


Rosa: O que você tá fazendo aqui?


Júlio: Férias... Kkkk... Também mereço né, afinal trabalho tanto.


Rosa: Você não tinha ido pra Europa?


Júlio: Sim, mas agora estou aqui no Brasil já faz um ano, tô trabalhando em São Paulo, vim tirar uns dias de folga aqui no Rio. E você?


Rosa: Eu to a trabalho...


Júlio: Mas e aí como você tá? Casou?


Rosa sorriu e disse...


Rosa: Não... E você?


Julio: Também não... Vamos jantar juntos hoje? No restaurante do hotel mesmo, se você não tiver muito ocupada claro.


Rosa: Claro que sim, que horas?


Júlio: As oito posso te buscar no seu quarto.


Rosa: Não... Rosa se apressou em dizer “não” Não queria que Júlio visse que ela dividia o quarto com Claude... Eu te encontro no restaurante as oito... Falou sorrindo.


Claude desceu assim que viu os dois conversando, veio perto dela  a puxou pelo braço e disse...


Claude: O que você tá fazendo?


Rosa: Ai que dor, meu braço ficou maluco é?


Júlio se afastou pensando que Claude fosse namorado de Rosa...


Claude: Que que você tá pensando hein?


Rosa: Que foi Claude?


Claude: Quero te lembrar que você não veio pro Rio pra ficar de agarramento com ninguém. Você veio a trabalho.


Rosa: Que agarramento o que? O Júlio é um velho amigo da faculdade.


Claude: Ahh amiguinho bem íntimo né.


Rosa: Que que foi, você mesmo me falou que sou uma mulher desinteressante, não sei porque tá tendo esse chilique, se eu sou assim tão chata desinteressante, não vai rolar nada com o Júlio no jantar que vou ter com ele hoje... Falou passando rápido por ele, Claude bufou e foi atrás dela a alcançando dentro do elevador.


Claude: O que? Você vai jantar com esse sujeito?


Rosa: Vou, ele me convidou...


Claude: Ah e cadê todo aquele amor que você sentia pelo meu irmão hein?


Rosa ficou séria, lembrou que desde que Claude foi buscá-la em casa ela nem sequer havia lembrado da existência de Henri.


Rosa: Esse amor tá aqui, muito bem guardado no meu coração, você pode falar o que quiser, mas ele vai ser sempre o amor da minha vida, eu vou amar ele até morrer.


Claude deu as costas pra ela e apertou o botão do elevador... Com a expressão do rosto furiosa...


Já no quarto...


Rosa: Por que você foi me buscar lá na piscina hein?


Claude: Você já foi ver se consegue uma tradutora?


Rosa: Ué, você não viu isso na recepção do hotel?? Eles devem ter esse tipo de serviço aqui.


Claude: Vou ver, fica aí quietinha hein, não vai ficar de desfrute por aí com esse sujeito, estamos em horário de trabalho.


Rosa: Que desfrute o que? Falou brava jogando um travesseiro nele.


Claude saiu deixando Rosa reclamando sozinha no quarto.


Rosa ficou vendo que roupa colocar pra ir jantar com Júlio, de repente o celular de Claude toca e ela fica olhando o aparelho com medo de ver quem era... Mas a curiosidade foi tanta que ela o pegou pra ver quem era, ela viu que era Nara a secretária.


Rosa: Rum, esse Claude não vale nada, fica de casinho com essa vagabunda dessa secretária... Falou isso e jogou o celular na mesinha novamente.


Um tempo depois Claude ainda não tinha voltado, Rosa ficou preocupada e desceu pra ver onde ele estava... O encontrou falando quase que no ouvido da recepcionista, depois ela vê Claude dando umas notas de dinheiro pra recepcionista.


Claude: Muito obrigado, você fez um excelente trabalho.


Rec: Doutor eu não posso receber dinheiro assim de um hospede, se o gerente fica sabendo ele me coloca na rua.


Claude: Não se preocupe, eu não vou falar nada, você salvou minha vida... Falou ele piscando pra ela.

Rosa se aproximou e disse...


Rosa: O que isso, Claude?


Claude: Isso o que? Falou ele assustado.


Rec: Dá licença... Disse e saiu rápido.


Rosa: Por que você tava dando dinheiro pra ela hein?


Claude: Eu??


Rosa: É você sim, não se faça de bobo... Falou de braços cruzados.


Claude: É que ela me... Me... Me ajudou com a história da tradutora.


Rosa: Claude, esse é o trabalho dela, não precisa você dar gorjeta pra ela só porque ela fez uma coisa pelo qual ela recebe um salário para fazer.


Claude: Mon Die não sabia que você era assim tão pon dura ham.


Rosa: Não sou pão dura coisa nenhuma, só achei estranho.


Claude: Esquece isso, ela me ajudou e eu fiz um agrado, você acha que esse hotel paga bem seus funcionários? Muitos contam com as gorjetas pra passar o mês.


Rosa: Tá certo já entendi e aí arrumou a tradutora?


Claude: Sim, vamos passear na praia?


Rosa: O que? Perguntou espantada, pois Claude nunca a convidou pra ir a lugar nenhum.


Claude: Por que o espanto Mon Die?  Estamos no Rio de Janeiro e não passear na praia num dia como esse parece um crime.


Rosa sorriu e disse...


Rosa: Vamos, vou pegar minha bolsa.


Claude: Não precisa bolsa, vamos logo... Falou pegando na mão dela, Rosa sentiu algo diferente quando Claude a tocou, mas balançou a cabeça imediatamente e retirou a mão.


Claude: Que que foi?


Rosa: Nada, não precisamos andar de mãos dadas... Claude fechou a cara e disse.


Claude: Foi costume, acho que eu ainda te vejo como aquela menininha que precisava que eu pegasse nas mãos pra atravessar a rua, seu pai sempre recomendava que eu cuidasse de você, não lembra?


Rosa ficou sem graça, Claude não falava muito sobre a infância, principalmente quando ela era uma das lembranças...


Rosa: Lembro sim.


Claude: Não lembra não, você estava muito ocupada, tentando chamar a atenção de Henri, eu podia fazer o que eu quisesse que você nunca repararia.


Rosa: Não é verdade.


Claude: Ah é? Do que você lembra daquela época, então?


Rosa sorriu e disse...


Rosa: Lembro que você sempre me ajudava, teve uma vez que o Henri me convenceu a sair escondido pra ir numa festa.


Claude: Ele sempre foi um aventureiro e eu o chato.


Rosa: Você foi maravilhoso naquele dia nos protegeu, mentiu pro meu pai, falou que você tinha levado nós dois, quando que na verdade nós fomos sozinhos e quando nos vimos numa situação difícil o Henri não pensou em mais ninguém a não ser em te chamar, porque ele sempre contou com você pra tudo... Os dois ficaram se olhando, Rosa não conseguia entender o que estava sentindo não conseguia tirar os olhos dos lábios dele, queria que ele a beijasse com loucura.


Quando Claude tomou a iniciativa de se aproximar mais dela, passou um ciclista e quase derrubou os dois...


Claude: Mon Die... Falou irritado olhando pro ciclista.


Ciclista: Foi mal desculpa.


Claude: Você tá bem? Perguntou ele a Rosa.


Rosa: Não foi nada, tô bem sim... Os dois continuaram a caminhada pelo calçadão.


O por do sol estava extremamente lindo...


Claude: Esse lugar é lindo... Falou encantado com a paisagem.


Rosa: O Henri ia gostar de passar uns dias aqui.


Claude já fechou a cara, não suportava ouvir Rosa falar do irmão desse jeito tão apaixonada.


Claude: Esquece o Henri, ele deve tá muito bem em Paris mimando bastante a esposa que ele ama você devia olhar ao seu redor e ver que existem outras pessoas no mundo, que Henri não é o único homem na terra capaz de te fazer feliz.


Rosa: Nunca vou me interessar por outro, eu o amo muito.


Claude: Você reclama quando eu te trato como uma criança, mas você age como uma, parece que tem doze anos de idade, você ainda tá vivendo no passado uma época que não volta mais não seja infantil, cresça, mesmo que Henri não tivesse casado ele nunca iria ter nada com você, põem isso na sua cabeça.


Rosa: Você não me leva a serio né, você não acredita no meu amor por ele?


Claude: Não, acho que isso é coisa de uma garotinha mimada.


Rosa: Você é muito grosso mesmo, Claude!! Será que você não percebe o quanto eu tô sofrendo?


Claude: Tá sofrendo porque quer, ele não tá nem aí pra você...  Falou exaltado chegando perto e agarrando os braços dela, a segurando com firmeza.


Rosa: Não fala assim... Gritou ela.


Claude: Quer saber o que seu queridinho tá fazendo agora?


Rosa: Para, me solta!!  Falou ela ofegante com os lábios quase que colados com os dele, Claude não deu ouvidos a ela, a beijou com paixão, no começo ela resistiu, mas depois ela se deixou levar cravando suas unhas nos braços fortes dele, o que fez com que ele aprofundasse ainda mais o beijo, chegando a levantar ela do chão, Rosa o enlaçou pelo pescoço e massageou sua nuca, ela nunca sentira num beijo o que estava sentindo ali naquele beijo, já estava se achando uma louca, por se deixar beijar por Claude, um homem que sempre a desprezou...


Com sacrifício ela se soltou dele sem fôlego.


Rosa: Por que você fez isso? Falou tentando mostrar indignação, mas no fundo o que ela queria era ficar ali nos braços fortes dele.


Claude: Kkkkkkkkkk...  Ele riu descaradamente, o que deixou Rosa possessa... Não venha me dizer que não gostou?


Rosa: Você é um idiota sabia? Seu cretino... Falou isso dando um murro no peito dele fazendo o rir mais ainda. Rosa saiu correndo atravessando a rua.


Claude: Serafina? Serafina? Ele a chamou, mas ela nem olhou pra trás seguiu correndo furiosa. Claude passou os dedos nos lábios e sorriu lembrando-se do beijo roubado.


Rosa não quis ir pro hotel, decidiu ficar andando pela rua caminhando e pensando no beijo, ela sentiu um vazio quando se soltou de Claude, balançou a cabeça e pensou ** Eu amo Henri, isso que tô sentindo pelo Claude só pode ser devido ao meu estado emocional, ele sabe que estou frágil e fica brincando comigo aquele diabo.** Pensou ela andando sem rumo.


Quando Rosa chegou ao quarto do hotel, Claude já estava se arrumando.


Claude: Nunca mais saia assim correndo, sua maluca! Podia ter sido atropelada.


Rosa: Aonde você vai? Não se conteve e teve que perguntar ao ver ele tão bem arrumado.


Claude: Vou jantar.


Rosa: Mas você se arrumou todo assim só pra jantar no restaurante do hotel? Vai sair depois?


Claude: Se Laura quiser eu a levo pra dançar... Falou ele ajeitando a gravata.


Rosa ficou confusa e ao ouvir Claude falar o nome de uma mulher assim com tanta intimidade a deixou com uma ponta de ciúmes.


Rosa: Laura? Que Laura?


Claude: A tradutora vou jantar com ela, uma mulher muito interessante.


Rosa: Você é um galinha, como pode já ter marcado um jantar com uma mulher que você nem conhece? Perguntou ela indignada.


Claude: Que isso? Eu não sou galinha non, sei escolher muito bem as mulheres com quem ando.


Rosa: Ah tô vendo!! Vai sair com uma completa estranha, sem contar o casinho que você tem com aquela secretária ordinária.


Claude: Não tenho casinho nenhum com ninguém, eu sou livre o dia que eu quiser ter um relacionamento eu tenho, não preciso ter casinho com ninguém. Pelo menos elas não fogem de mim como uma menininha assustada, quando eu as beijo cherry... Falou isso e saiu.


Rosa ficou com raiva, como ele podia falar assim dela, ele sabia que ela era apaixonada pelo irmão dele, que não ia admitir que outro homem a tocasse se não fosse Henri. ** Ou não?** Se questionou cheia de duvidas, já não sabia mais o que era amar de verdade.


Mais tarde Rosa chegou ao restaurante Júlio a esperava sozinho numa mesa, logo ela avistou Claude conversando muito perto do rosto da tal tradutora, ela ferveu de raiva, Claude estava quase que beijando aquela mulher.


Júlio: Boa noite!!


Rosa: Boa noite!!


Júlio: Desculpa, mas a tarde eu achei...


Rosa: Não precisa se desculpar, o Claude foi um grosso.


Júlio: Vocês são namorados? Eu não quero atrapalhar.


Rosa: Não... Ele é meu primo e meu chefe infelizmente.


Júlio: Infelizmente por quê?


Rosa: Por que ele é um chato... Falou sem tirar os olhos de Claude que também não tirava os olhos dela, mas estava adorando ver o jeito que ela olhava pra ele, ele a provocava beijando  as mãos da tal tradutora.


Rosa: Rum é um galinha mesmo... Pensou em voz alta sem querer.


Júlio olhou pra direção onde ela olhava e percebeu...


Júlio: Já sei vocês dois namoravam e ele tá te fazendo ciúmes?


Rosa: Claro que não, eu nunca teria nada com esse cidadão... Falou com raiva.


Júlio a conhecia e viu que Rosa estava morrendo de ciúmes...


O jantar inteiro foi assim Claude a provocou o tempo todo, depois levantou e passou pela mesa de Rosa e disse...


Claude: Cherry, essa é Laura.


Rosa nem sequer olhou pra mulher.


Claude: Vou sair pra dançar aproveitar a noite carioca, tchau priminha boa noite. Rosa revirou os olhos e não falou nada.


Mais tarde Rosa estava com raiva e pegou dois travesseiros que tinha na cama, um lençol e jogou no sofá da salinha que tinha ao lado de quarto.


Ela se deita na cama resmungando, se cobre e tenta dormir, depois de um tempo Claude entra no quarto e Rosa finge que tá dormindo, ele começa a tirar a roupa ali mesmo, ficando só de cueca.


Claude vai até a cama e deita ao lado de Rosa...


Rosa: Pode saindo daqui, eu não vou dormir com você aqui do meu lado... Falou sentando na cama segurando o lençol para que ele não a visse só de camisola.


Claude: Qual é ficou maluca? Onde vou dormir no chão?


Rosa: No sofá, anda!!


Claude: Non vou dormir no sofá coisa nenhuma, eu preciso de uma boa noite de sono, estou muito cansado e amanhã teremos um dia cheio ham... Falou se ajeitando na cama... Que que foi vai ficar me olhando assim com essa cara? Pode tirar esse lençol cansei de ver você nua quando tomávamos banho na cachoeira esqueceu? Falou puxando o lençol dela.


Rosa: Seu cretino, não me confunda com essas vagabundas que você costuma sair... Falou puxando o lençol dele novamente.


Claude: Tá assim bravinha só porque sai com a Laura é?


Rosa: Pra mim pouco importa com quem você sai ou deixa de sair, eu te odeio Claude.


Claude sorriu e se aproximou dela e disse...


Claude: Você não gostou nem um pouquinho do beijo?


Rosa: Eu odiei...


Claude ficou serio e disse...


Claude: Pois eu também odiei, você nem sabe beijar.


Rosa: Ai como você é idiota.


Claude: Não sabe mesmo, parece uma adolescente beijando que nunca beijou um homem de verdade como eu.


Rosa: Sabe o que você é um grosso...


Claude se virou rápido ficando por cima dela e segurando seus braços acima da cabeça... CONTINUA... RSRSRS...

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Capítulo 20

Rosa pega o telefone e diz...


Rosa: Petrus!!


Petrus: Oi meu amor.


Rosa: Por que você falou isso?


Petrus: Mas a prioridade é mesmo nosso filho.


Rosa: Mas não precisava falar isso, você pediu pra falar no viva voz de propósito né.


Petrus: Não tô te entendendo, você queria ficar aí com o cliente chato?


Rosa: Não!! Claro que não, deixa isso pra lá, eu já tô indo tá, beijo... Falou isso e desligou...


**Agora aquele francês vai pensar que estou grávida, Mas também o que importa? Eu não tenho mais nada com ele a muito tempo!!** Pensou ela triste.


Mais tarde na clínica...


Rosa: Calma!!


Petrus: Eu tô calmo... Falava andando de um lado pro outro, Rosa tinha feito vários exames e os dois estavam esperando sair os resultados...


Rosa: Não tá não!! Tá andando feito barata tonta.


Petrus sorriu e sentou ao lado de Rosa.


Petrus: Você sempre tão meiga e delicada, te amo tanto... Falou beijando a face de Rosa.


Rosa correspondeu aos carinhos dele, mas não falou nada...


Enquanto isso...


Claude chega em casa irritadíssimo com o que tinha ouvido de Petrus...


Claude: Eu non acredito mon Die agora é tarde demais... Resmungou ele entrando em seu apartamento.


Nara que o esperava na sala diz...


Nara: O que é tarde mon amour, a noite é uma criança temos muito tempo ainda...


Claude: O que você tá fazendo aqui, eu posso saber?


Nara: Como assim, eu vim te ver amor somos namorados, esqueceu?


Claude: Non Nara eu non esqueci, mesmo que eu quisesse você não me deixa te esquecer você me sufoca o tempo todo me impondo a sua presença... Falou alterado indo se servir de uma dose de whisky.


Nara: O que foi Claude que bicho te mordeu?


Claude: Nenhum bicho me mordeu Nara, porque até pra um bicho me morder ele precisa de espaço e você non me dá um espaço mon Die.


Nara: O que foi hein por que tá falando assim comigo? Você tem outra né Claude, você não quer nem dormir comigo mais...


Claude: Como eu vou ter outra se você pega no meu pé o tempo inteiro non me deixa respirar, eu já tô de saco cheio de tudo isso, entendeu!!


Nara: Claude se eu descobrir que você tem outra você vai se arrepender, eu vou transformar a sua vida em um inferno...


Claude: Você já tá fazendo isso, porque eu non quero mais vir pra casa porque sei que você tá plantada aqui dentro pra me encher o saco, eu non tô aguentando mais você.


Nara com muita raiva, mas sabendo que era melhor sair porque, se ele se irritasse mais ainda, seria pior, então  decide ir embora...


Nara: Já que minha presença tá te incomodando tanto eu vou sair e volto outro dia pra conversarmos... Diz Nara saindo.


Claude: Graças a Deus que você entendeu que eu quero ficar sozin ham e non precisa voltar non tá, vai mesmo... Claude gritando... Que mulher chata mon Die como eu aguento ela... Falou subindo a escada.


Na clínica a médica já tinha mandado Rosa e Petrus entrarem em sua sala...


Medica: Então vocês querem ser papais?? Falou a médica sorrindo.


Rosa: Sim.


Petrus: Queremos, mas acho que eu estou mais ansioso.


Médica: A sua ansiedade, pode estar atrapalhando a sua mulher.


Petrus: Como assim?


Médica: Todos os exames, que Rosa fez não mostra problema nenhum pra ela engravidar.


Rosa: Mas já faz tempo que eu não tomo mais remédio.


Medica: Relaxe, tudo nessa vida vem no seu tempo, quando você menos esperar você engravida.


Petrus: Quando?


Rosa e a médica riram e a médica explicou a Petrus pra ele relaxar também, não ficar o tempo todo só pensando nesse assunto.


No dia seguinte...


Frazão: Nossa!! Por essa eu não esperava.


Claude: Fiz um papel ridículo.


Frazão: Não fez não, nem chegou a falar pra ela o que tava sentindo ou falou?


Claude: Frazon, para!! Eu não vou ficar me expondo assim.


Frazão: Claude, você nunca vai ser feliz enquanto você pensar assim.


Claude: Muito obrigado meu amigo, você me anima muito ham.


Frazão: Mas eu tô falando a verdade. Você ama essa mulher, eu acho que uma gravidez não pode impedir você de ir a luta, qual é Claude?


Claude: Deixe de falar asneiras, Frazon!! Ela tá grávida, tá realizando o sonho dela com esse tal de Petrus, deve tá radiante, feliz.. Claude parou de falar um pouco e quando Frazão fez menção de falar algo ele disse... Chega!! Non quero mais falar nisso, ham!


Frazão: Ok.


À noite no apartamento de Janete...


Janete: A Rosa voltou tão linda né Frazão?


Frazão: Linda ela está mesmo, isso ela sempre foi né agora será que ela está feliz?


Janete: Muito mais do que estava com o seu amigo aposto que ela esta né.


Frazão: Janete você está muito enganada a respeito do Claude ele ama a Rosa.


Janete: Ele tem um jeito de amar muito estranho Frazão, bem ao contrário do Petrus que só falta adivinhar o que a Rosa quer, faz todas as vontades dela.


Frazão: Muitas vezes minha querida Janete isso não é o suficiente pra ser feliz, aposto que se ela tivesse ao lado do Claude estaria feliz de verdade.


Janete: Ele não quis ficar do lado dela Frazão, ele a humilhava, mal tratava e não dava o valor, com Petrus já é diferente ele valoriza a Rosa pelo que ela é não pela aparência dela.


Frazão: Eu concordo com você que o Claude não deu valor a Rosa, mas eu te garanto que ele pagou por isso cada dia desses cinco anos, é visível o sofrimento dele e agora então que ela voltou ele não consegue disfarçar os sentimentos dele por ela.


Janete: Um pouco tarde pra isso né.


Frazão: Nunca é tarde pra amar, Janete.


Janete: Vocês homens são assim vivem se defendendo.


Frazão: Não tô defendendo o Claude e sim o amor que ele sente por Rosa e que ela também sente por ele, embora eu prefira falar sobre nós dois.


Janete: Frazão já cansei de te falar que não existe isso de nós dois.


Frazão: Minha deusa me da uma chance eu juro que tô louco por você de verdade.


Janete: Nem vem Frazão eu te conheço muito bem e sei que seu interesse por mim se deve ao fato de eu sempre te dizer não.


Frazão: Então fala sim pra mim uma vez só, deixa eu te provar que você tá enganada.


Janete: Não Frazão eu sei que assim que a gente ficar você vai fazer comigo o que faz com todas as outras.


Frazão: Você pra mim é diferente de todas minha deusa, é única... Disse Frazão chegando perto dela falando baixinho em seu ouvido. Janete se esquivou e disse...


Janete: Não, Frazão!! Melhor a gente continuar assim do jeito que nós estamos.


Frazão: Você fala do Claude, mas é igual a ele.


Janete: Tá doido?


Frazão: Não!! Você é igual a ele sim, parece que tem medo de amar... Falou Frazão saindo do apartamento de Janete.


Alguns dias se passaram, Nara ficou sem ir na casa de Claude...


Erci: Mas se você não for à casa dele, quando você chegar lá já tem outra, queridinha! Alertou Erci.


Nara: Eu não sei mais o que eu faço, ele tá agressivo, tá igual naquela época que aquela sonsa deixou dele.


Erci: Eii!! Será que ela voltou?


Nara: Não pode ser! Se isso acontecer eu mato aquela desgraçada, eu mato, nem que seja a última coisa que eu faça nessa droga dessa minha vida... Falou furiosa.


Na construtora...


Claude estava aéreo, não conseguia se concentrar em nada, Frazão estava falando sobre o projeto e ele só balançava a cabeça afirmando.


Frazão: Claude presta atenção.


Claude: Desculpa, Frazon!! Eu tô com uma dor de cabeça horrível.


Frazão: Sei... Falou sabendo que a dor de cabeça de Claude se chamava Rosa.


Claude: O que que foi?


Frazão: Nada, Claude!! Hoje eu estive com Rosa.


Claude se interessou pelo assunto e perguntou ansioso.


Claude: Esteve?


Frazão: Sim!!


Claude: Você não me falou nada.


Frazão: Foi um encontro rápido.


Claude: Encontro??


Frazão: Sim Claude, eu tinha mandado alguns relatórios da construtora dos últimos anos, mas teve alguns detalhes que tive que explicar pessoalmente, aí ela marcou da gente se encontrar num restaurante.


Claude: Mon Die!! Você não me falou nada, porque não me chamou eu ia com você.


Frazão: Por que, Claude?


Claude: Porque eu sou a parte mais interessada que isso se resolva logo, ham...  Disse ele tentando disfarçar... Afinal de contas o projeto é meu.


Frazão: Não adianta mesmo né.


Claude: O que?


Frazão: Você não admite que sente saudades dela, que tá louco pra ficar pertinho dela o tempo todo, que não tá mais conseguindo dormir pensando nela, pensando no que ela deve tá fazendo com o noivo, não adianta dizer que não, que te conheço muito bem e sei que você tá se roendo de ciúmes.


Claude não aguentava mais reprimir aquele sentimento...


Claude: Você me conhece muito bem mesmo, eu sinto tantas saudades dela que chega a doer, no dia que fui ao escritório dela, minha vontade era de tomá-la em meus braços e não deixá-la sair nunca mais... Falou isso respirou fundo, passou as mãos pelos cabelos e disse... Mas já é tarde, ela tá bem com esse noivo, tá feliz porque vai ser mãe, era tudo que ela queria nessa vida, talvez seja melhor assim não é mesmo? Eu nunca ia poder dar essa vida que ela sonhava ter, não nasci pra isso, sou incapaz de demonstrar meus sentimentos, tenho medo de ser pai, de ser um pai como foi o meu pai, de trazer um ser tão indefeso pro mundo e fazer sofrer... Falou Claude com amargura.


Frazão: Você a ama?


Claude: Se não for amor isso que sinto por ela, eu não sei o que é amor, são cinco anos sofrendo e achando que nunca mais a veria, nesse tempo todo não teve um só dia que eu não pensasse nela.


Frazão sorriu e disse...


Frazão: Então vai lá, fala isso pra ela meu amigão...


Claude: Não posso!!


Frazão: Por quê?


Claude: Não posso chegar assim e falar isso pra ela, ela não vai acreditar, eu tenho consciência do que eu fiz no passado, eu sei que tudo se acabou por minha culpa... Disse ele triste.


Frazão: Esquece o passado, Claude!! Não digo só do passado teu com Rosa, mas esquece tudo que aconteceu com você desde a sua infância, junta tudo o que te faz mal e joga na lata do lixo, todos os erros e traumas, deixa lá no passado e tenta viver uma nova vida. Te garanto que você vai ser mais feliz.


Claude ficou pensativo...


No escritório de Rosa...


Petrus: Tem certeza que não quer ir mesmo?


Rosa: Não posso meu amor, só vou comer um lanche, não dá tempo pra nada... Falou olhando um monte de papéis.


Petrus: Eu sei que você tá atolada de trabalho, por isso não vou insistir, mas a noite quero um jantar especial... Falou chegando perto dela... Agora me leva até o elevador, com um beijinho de despedida?? Ou não pode? Falou ele manhoso.


Rosa: Claro amor!! Rosa levantou e saiu da sala junto com ele...


Petrus: Tenta ir pra casa mais cedo, quero te fazer uma surpresinha... Falou isso e beijou, Rosa o enlaçou pelo pescoço, ficando na ponta dos pés.


O beijo intenso parecia não ter fim, eles estavam de frente para a porta do elevador, só conseguem se desgrudar quando ouvem o barulho da porta do elevador,  Rosa se assusta quando a porta se abre revelando a presença de Claude.


Claude, que tinha resolvido falar tudo o que sentia por ela, depois de refletir e ver que ela era o grande amor de sua vida, sentiu seu coração querer saltar pela boca, nunca pensou ver Rosa assim nos braços de outro homem.


Rosa: Claude...? Disse Rosa quase sem voz, ficou nervosa com aquela situação...


Petrus: Claude Antonie Geraldy... Diz Petrus sorrindo, alheio aos olhares de Claude e Rosa.


Claude ficou espantado por ele saber seu nome...


Petrus: Prazer acho que não se lembra de mim, fomos apresentados a muitos anos  a trás numa festa em Paris. Sou Petrus Petraki... Falou estendendo a mãos pra ele.


Claude se deu conta de que o noivo de Rosa era Petrus Petraki, um dos gregos mais famosos e rico, do mundo dos negócios...


Claude: Petrus? Falou ainda perplexo, olhou pra Rosa e viu que ela tava constrangida... Desculpa, eu não queria atrapalhar...


Petrus: O que é isso? Eu já estava de saída, minha mulher não tem tempo pra um almoço comigo... Disse sorrindo e beijando a face de Rosa.


Rosa ficou ainda mais nervosa Petrus era totalmente diferente de Claude, não tinha problemas em demonstrar o que sentia por ela perto de outras pessoas...


Claude baixou cabeça pra não ver os carinhos que Petrus fazia em Rosa.


Petrus: Bem... Acho que já tomei bastante do seu tempo, vou deixar você trabalhar um pouquinho, a gente se vê a noite então, se prepare pra surpresinha, minha princesa... Falou isso deu um selinho nela depois virou pra Claude e disse... Foi um prazer revê-lo.


Claude só fez um sinal com a cabeça. Petrus saiu dali entrando no elevador.


Claude: Desculpa, vir assim sem avisar. Nos últimos tempos ando fazendo as coisas por impulso.


Rosa: Você impulsivo? Perguntou espantada... Eu sempre me lembro de um Claude bem reservado, que já tinha o futuro nas mãos, era tão seguro que no precisava fazer nada impulsivamente.


Claude: Eu mudei, muitas coisas aconteceram depois que você... Claude baixou a cabeça respirou fundo e disse...  Depois que você se foi.


Os dois ficaram se olhando, Claude não tirava os olhos dela. Rosa não suportava mais aquele olhar, ela disfarçou e disse...


Rosa: Se você veio aqui pra falar sobre o projeto, eu ainda não tenho nenhuma posição a respeito do que...


Claude: Não vim aqui pra falar do projeto... Claude olhou em volta e viu que secretária de Rosa estava perto... Podemos ir até sua sala?


Rosa sentiu seu coração acelerar, não queria ficar sozinha com ele, mas não podia se recusar...


Rosa: Venha comigo... Falou indo a frente, ao entrarem na sala Rosa, disse... Por favor, Claude! Seja rápido, como pode ver não sai em pra almoçar porque estou cheia de trabalho.


Claude: Claro serei rápido, eu queria que trabalhasse pra mim.


Rosa: Não tô entendendo o que você tá querendo...


Claude: Você não é especialista em finanças?


Rosa: Sim!!


Claude: Então... Eu quero te contratar... Falou ele com um meio sorriso.


Rosa: Mas eu não posso... Falou ela toda nervosa.


Claude: Por quê?


Rosa: Porque já sou contratada por Mr. Smith, não seria ético, afinal vocês vão fechar um contrato... Falou sem graça.


Claude: Não vejo problema nenhum, serei sócio de Mr. Smith, mas isso não impede que eu contrate uma profissional pra ver como anda minhas contas, quero que você faça um levantamento de tudo até mesmo dos meus bens pessoais...


Rosa: Claude...


Claude: Se o problema é Mr. Smith, eu posso falar com ele... Falou ansioso.


Rosa ficou parada olhando pra ele...


Claude: Posso falar com ele?


Rosa: Eu posso te indicar uma profissional competente.


Claude: Tudo bem, mas eu quero que seja da sua empresa. Porque só confio em você.


Rosa: Você sabe que ainda não tenho ninguém, acabei de me mudar.


Claude: Tem medo do que?


Rosa: De nada!!


Claude sorriu e disse...


Claude: Então??


Rosa: Eu vou pensar...


Claude: Mercy!! Falou sorrido... CONTINUA... RSRSRS...