terça-feira, 12 de junho de 2012

Capítulo 11




 
Claude chega à sala e procura a chave do carro, assim que acha ele sai de seu apartamento, decidido a falar com Rosa...


No caminho até o cortiço, começa a chover forte...


Claude: Tomara que essa chuva passe...


Enquanto isso no cortiço, Rosa não tinha sossego na cama, Terezinha havia pegado no sono e ela não se esquecia de ter ficado tão perto de Claude durante a tarde...


**Por que será que ele tava rindo??** Pensou ela, de repente ela ouve um barulho e em seguida escuta ser chamada.


Claude: Rosa?? Rosa?? Gritava o francês naquela tempestade, mas que não o intimidou, Rosa foi até a janela.


Rosa: Você tá maluco Claude... Vai pra casa... Falou ela sem saber o que fazer.


Terezinha e seus pais acordaram com o barulho e foram ver o que estava acontecendo.


Giovanni: Ma o que que tá acontecendo ham?


Rosa: Nada papai, pode voltar pra cama.


Terezinha deu risada e disse...


Terezinha: É o Claude berrando lá embaixo, querendo falar com a Fina, ai que romântico ele te chamar assim na chuva... Falou Terezinha encantada com a atitude do cunhado.


Rosa: Ai Terezinha deixa de ser tonta...


Claude: Desce meu amor, eu quero falar com você... Gritou ele encharcado pela chuva.


Rosa: Não vou descer vai embora... Falou saindo da janela.


Giovanni: Mas é muita cara de pau desse francês, depois de tudo que ele aprontou, de todas as mentiras e confusões que fez você entrar... Falou o velho indignado.


Amália: Eu vou descer e abrir a porta pra ele... Falou colocando seu roupão...


Giovanni: Não deixa ele entrar não...


Amália: Mas Giovanni está chovendo.


Giovanni: Uma chuvinha de nada não vai matar esse farabuto.


Rosa andava de um lado pro outro sem saber o que fazer...


Terezinha: Vai Fina, pelo menos escuta o que ele tem a dizer vai... Terezinha encorajava a irmã, para conversar com o marido.


Giovanni: Ela não vai sair daqui do quarto e tenho dito... Falou o velho zangado saindo do quarto.


Rosa se sentou na cama e ouviu Claude gritar por ela mais uma vez...


Claude: Desce Rosa, eu preciso de você... Disse ele com as lágrimas se misturando a chuva que molhava sua face.


Amália foi até a porta e disse, mesmo contra a vontade de Giovanni...


Amália: Doutor venha o senhore está encharcado, entre... Falou a senhora com expressão bondosa.


Claude: Cadê a Rosa?


Amália o esperava na porta com uma toalha nas mãos...


Amália: Acho melhor o senhore se secar e ir embora, ela não vai descer pra falar com você e muito menos Giovanni vai permitir que vá até o quarto dela... Disse Amália com pesar, gostava tanto do genro e sofria ao ver sua filha separada dele.


Claude: Mas eu preciso falar com ela, preciso que ela me escute...


Amália: Se acalme, por favor, deixa ela pensar eu conheço a Serafina, ela não vai falar com o você assim desse jeito, amanhã o senhore volta e vocês conversam com calma ham?


Claude não teve alternativa a não ser aceitar o que sua sogra lhe dizia.


Claude foi triste caminhando até o carro, entrou sentou, encostou a cabeça no volante e chorou...


Claude: Eu só queria uma chance de te dizer que te amo...


Ele da partida no carro e sai com as lágrimas ainda rolando por seu rosto, ele sai andando pela cidade e tudo o faz se lembrar de Rosa... Pensa Claude desesperado pro não conseguir pedir perdão a ela... Rosa sua esposa, sua amiga, sua companheira, seu amor... Isso ela era o seu amor e esteve tanto tempo ao seu lado e justo quando ele descobre isso ele a perde...


Claude: Como eu fui burro, mon Die eu a tive todo esse tempo ao meu lado e non me dei conta o quanto a amava...


Depois de andar sem rumo pela cidade naquela chuva Claude chega ao seu apartamento e é recebido por Brigitte, que estava preocupada, pois escutou a hora que ele saiu do apartamento...


Brigitte: Mon Die mon petit, o que aconteceu com você? Tá encharcado...


Claude chorando, visivelmente abatido abraça sua mãe...


Brigitte: O que foi mon ange você foi falar com Rosa? Ela não aceitou voltar pra você??


Claude: Ela nem ao menos aceitou falar comigo maman...


Brigitte: Meu filho não fique assim dos males o menor...


Claude: Como assim maman dos males o menor ela non me quer mais...


Brigitte: Ela não disse que quer, mas também não disse que não quer então ainda há uma esperança filho...


Claude: Você acha??


Brigitte: Claro mon amour, eu sei que a Rosa te ama muito ela só está confusa e magoada com você, eu tenho certeza se vocês conversarem isso vai se resolver...


Claude: Mas ela non quer mais me ver...


Brigitte: Ela quer sim meu filho, você só tem que fazer da maneira certa pra provar o quanto a ama...


Claude: Eu tô perdido maman me ajuda...


Brigitte: Eu vou te ajudar mon petit... Falou Brigitte fazendo carinho na cabeça do filho... Agora vamos trocar essa roupa, não vai querer ficar doente né!!


Brigitte o levou pro quarto e cuidou dele como ele fosse uma criança ainda, depois que Claude já se encontrava deitado, Brigitte vai até ele e diz...


Brigitte: Boa noite mon amour... Brigitte se vira as costas e Claude a chama.


Claude: Maman?


Ela se vira pra ele e ele diz...


Claude: Obrigado...


Brigitte: Sou sua mãe, vou estar sempre aqui quando precisar... Falou isso e saiu.


Claude custou a dormir, mas foi vencido pelo cansaço...


Na manhã seguinte...


Giovanni: Você não tinha nada que abrir a porta pra esse farabuto.


Amália: Ele estava encharcado, queria que ele pegasse uma pneumonia??


Giovanni: Por mim... Falou o velho balançando os ombros sem se importar com o estado do francês.


Rosa: Vamos parar com essa conversa...


Amália: E você... Custava ter descido e conversado com seu marido?? Falou Amália com um ar de repreensão.


Rosa: Mamãe!!


Giovanni: Non fala assim com nostra filha, ela tá certa de querer ficar longe daquele imprestável.


Amália: Você não se mete na vida dela...


Rosa: Querem parar vocês dois... Falou isso e deixou a mesa.


Amália: Tá vendo o que você fez?


Giovanni: Eu non fiz nada, só falei a verdade.


Amália: Você é o dono da verdade, o santo que não comete erros, se Serafina ficar infeliz pro resto da vida a culpa vai ser sua... Falou Amália saindo da mesa também.


Giovanni ficou sentado emburrado...


No quarto de Terezinha e Rosa..


Terezinha: Que foi?


Rosa: Tão brigando por minha culpa... Falou ela chorando.


Terezinha: Não fica assim eles brigam todo dia.


Rosa: Por que será que na minha vida nada da certo, tive um noivado que foi um completo desastre, depois me caso só pra ajudar um homem que nunca nem olhou pra mim, ainda tive que ficar ao lado dele pra fingir um casamento de verdade... Rosa não aguentou e se entregou ao choro.


Terezinha: Fina, não fica assim eu tenho certeza que você ainda vai ser muito feliz ao lado do amor da sua vida... Falou consolando a irmã.


Na casa de Claude, ele desce desanimado...


Brigitte: Bom dia ma petit... Falou dando um beijo no rosto do filho.


Claude: Bom dia maman... Falou ele com olheiras enormes.


Brigitte: Ânimo mon amour, você precisa reagir, pra poder pensar num jeito de resolver esse assunto... Falo Brigitte servindo café pra Claude.


Claude: Não sei o que fazer tô perdido...


Brigitte: O Frazão já te ligou perguntando se você não vai pra construtora, eu falei que hoje você não iria.


Claude: Mas maman, por que fez isso?


Brigitte: Por que você vai sair comigo, vou te levar ao shopping compras...


Claude: Fazer o que no shopping? Eu odeio shopping...


Brigitte: Me acompanhar lógico, depois podemos comer alguma coisa e sei lá... Sairmos dar uma caminhada no Ibirapuera.


Claude: Ibirapuera non... Falou se lembrando de Rosa.


Brigitte: Por que não??


Claude: Maman eu vou em qualquer lugar com a senhora, menos no Ibirapuera.


Brigitte: Está certo...


Logo os dois saíram Brigitte não podia ver uma vitrine bem produzida que ela já entrava na loja, Claude revirava os olhos com tantas sacolas...


Brigitte: Vamos comer alguma coisa, depois podemos ir ao cinema o que você acha?


Claude: Claire... Falou ele desanimado, no caminho para o restaurante, Claude vê um outdoor com anuncio de uma loja de noivas, logo ele se lembrou de Rosa...


Brigitte: Que foi?


Claude: Nada, vamos... Falou ele abrindo a porta do carro pra ela.


Os dois comeram alguma coisa leve quando Claude foi pegar a carteira pra pagar a conta ele viu uma foto de Rosa com ele.


Ele se lembra de porque havia colocado aquela foto na carteira...


Lembranças...


O casal de americanos estava jantando com Claude e Rosa num restaurante quando Claude abriu a carteira e os olhos curiosos de Mrs. Smith reparou não ter foto deles na carteira, sempre muito indiscreta comentou sobre o assunto.


Mrs. Smith: O senhor não costuma carregar uma foto de sua esposa na carteira?


Claude: Ham??


Mrs. Smith: Uma foto, pra ela sempre estar perto do senhor, Dr. Claude... Falou a americana sorrindo.


Claude: Acho que non preciso ham, eu sempre carrego minha mulher no meu coraçon...


Rosa sorriu e ficou contente com a resposta...


Mrs. Smith: Que romântico...


Rosa: Meu marido é muito romântico, mas pode deixar Mrs. Smith, vou providenciar uma foto de nos dois bem juntinhos pra sempre que ele abrir a carteira se lembrar de nosso amor, não é?? Perguntou ela olhando bem dentro dos olhos dele.


Claude: Claire cherry... Falou ele sorrindo.


De volta a realidade, ele estava ali olhando pra foto e pensando que Rosa estava certa, a foto remetia um momento íntimo dos dois, mesmo ele sem saber que já estava perdidamente apaixonado por ela na época, a foto representava bem o amor dos dois...


Claude sorriu e teve uma ideia...


Claude: Claire como não pensei nisso antes ham?


Brigitte: No que??


Claude: Mamãe vamos embora eu preciso resolver uns assuntos.


Brigitte: O que?? Pode me dizer??


Claude: Vou cuidar da minha felicidade... Disse ele sorrindo.


Brigitte sorriu e se apressou em dizer...


Brigitte: Meu filho se é pela sua felicidade, pode ir eu pego um táxi, vai tranquilo meu querido.


Claude: Está bem, não quero mais perder tempo ham...


Brigitte: Vai com Deus meu filho, você vai conseguir... Falou dando um beijo no filho que saiu apressado.


No caminho ele ligou pra uma agencia de publicidade que já trabalhava pra construtora, falou exatamente o que ele queria...


O amigo dele dono da agencia falou que já estavam fechando por causa do horário, mas que ia escalar um funcionário pra resolver o pedido dele o mais rápido possível.


Claude passou na construtora pra esperar o tal funcionário que demorou um pouco pra chegar, eles acertaram os detalhes do que Claude queria...


Claude: Sim e quando vocês vão colocar??


Funcionário: Daqui uns três dias.


Claude: Três dias mon Die é muito tempo, eu preciso que seja rápido.


Funcionário: Vamos fazer o possível... Falou o funcionário da agencia fechando seu notebook.


Claude: Sim estou esperando seu retorno... Disse Claude abrindo a porta da sua sala pro publicitário sair.


Claude foi pra casa já estava tarde, não quis jantar a sua ansiedade em que sua ideia desse certo tirou a sua fome se deitou cedo, mas se revirou na cama como todos os dias.


Enquanto isso no cortiço, Rosa estava sentada no sofá brincando com o controle da TV mexendo em vários canais como se fossem todos tediosos...


Amália da cozinha repara a tristeza da filha e comenta com Giovanni...


Amália: Tenho medo que ela acabe ficando doente.


Giovanni viu que a preocupação de Amália tinha sentido.


Os três dias se passaram e Rosa continuava triste...


Terezinha: Fina vem comigo rápido... Falou ela entrando no quarto toda apressada.


Rosa: Ah não Terezinha tô sem ânimo pra sair hoje desculpa.


Terezinha: Não Fina, vem logo, você vai gostar... Falou puxando Rosa pelos braços ela reclamou, mas não adiantou Terezinha continuou a praticamente carrega-la, até o portão do cortiço.


Quando Rosa viu o prédio da frente, uma construção ainda em acabamento.


Terezinha: Que lindo, isso que é amor... Falou Terezinha com lágrimas nos olhos.


Os fofoqueiros do cortiço estavam todos no portão...


Pepa: Ma que poca vergonha Dio Santo.


Afrânio: Tinha que ser esse cleptomaníaco mesmo.


Joana: Vocês dois são dois invejosos, eu achei lindo, uma forma bem romântica de demonstrar o amor e Serafina merece...


Rosa olhava sem acreditar no que via, Claude havia mandado fazer uma espécie de telão, com a foto dos dois e uma declaração que piscava nos olhos dela, ela não conseguia tirar os olhos do painel.





Claude estava encostado no carro bem embaixo da própria declaração, ele estava impecavelmente vestido..


Com as mãos nos bolsos, as pernas cruzadas, esperando desesperadamente que essa tentativa desse certo, Rosa olhou pra ele depois de um tempo contemplando o telão...


Ele já estava com medo da reação dela, seus olhos vermelhos denunciavam sua apreensão...


Rosa sorriu pra ele e ele sentiu um alívio invadir seu coração, suas pernas que aparentavam tanta firmeza, mas na verdade estavam tremendo de medo que Rosa o rejeitasse novamente, se firmaram se posicionando esperando que ela se aproximasse dele.


Rosa deu o primeiro passo e Claude não se conteve, correu até ela...


Claude chegou tão perto dela, que podia sentir a respiração acelerada de sua italianinha.


Claude: Eu te amo, volta pra mim... Falou a enlaçando pela cintura.


Rosa não aguentou mais segurar as lágrimas e disse...


Rosa: Eu também te amo.


Ele sorriu e viu que a partir daquele momento nada, nem ninguém poderiam tirá-la dos seus braços...


Claude a beijou com tanta intensidade, fazendo ela o abraçar forte.


O povo do cortiço aplaudiu, chamando a atenção de um velho italiano muito turrão, que foi ver o que estava acontecendo.


Os dois foram ficando sem fôlego e com as testas coladas Claude perguntou agoniado...


Claude: Me perdoa meu amor, me perdoa, eu te amo e sempre te amei, só não queria enxergar isso, fala que me perdoa... Falou ele acariciando seu rosto.


Rosa: Perdoo, eu te amo, te amo muito, desde sempre... Os dois voltaram a se beijar sem se importar com quem estava ali presente.


Seu Giovanni vendo o espetáculo e o burburinho, ele deu um grito...


Giovanni: Serafina Rosa Petroni venha aqui agora mesmo... Gritou o velho assustando o casal... CONTINUA... RSRSRS...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Capítulo 10


Mais tarde Rosa chega cansada em casa, passou o dia todo com Terezinha vendo os últimos detalhes da cerimônia de casamento.


Amália: Filha... Chamava a filha baixinho, com cuidado pra não acordar Giovanni que dormia na poltrona da sala.


Rosa: O que mãe?


Amália: O dotore Clodi ligou, pediu que eu desse um recado.


Rosa: Mãe não quero saber...


Amália: Calma filha, ele pediu que você fosse à construtora, não sei deve ter algum assunto importante pra tratar sobre o dinheiro né.


Rosa: Não faço ideia do que seria, ele pode mexer nas contas da empresa, não precisa da minha assinatura pra nada, eu mesmo fiz questão de deixar que ele comandasse tudo... Falou ela triste.


Amália: Mas você trabalha lá, deve ter algum assunto que você precise resolver.


Rosa: Se fosse assim Janete teria me ligado.


Amália: Filha não custa você ir lá ver o que é né!!


Rosa: Ai está bem mamãe, eu vou amanhã, mas vou ao horário que ele tenha ido almoçar.


Amália: Filha não seja teimosa, converse com seu marido... Pediu Amália num toma amável.


Rosa revirou os olhos e não disse nada, pois sua mãe queria mesmo que ela se acertasse com o marido...


No dia seguinte...


Rosa foi à construtora no horário que ela achava que Claude teria ido almoçar...


Janete: Oi Rosa.


Rosa: Oi Jane, como vai?


Jane: Bem, eu já tô sabendo do que aconteceu, sinto muito.


Rosa: Deixa pra lá, o Frazão está?


Janete: Dr. Frazão não está não, mas...


Quando ela ia falar que Claude passou a manhã inteira perguntando se Rosa já havia chegado...


Claude: Janete a Rosa... Ele parou quando viu Rosa a sua frente, ele deu sorriso de alívio por ela ter ido, imaginou que ela não iria... Cherry... Disse ele com um sorriso encantador, deixando Rosa tonta, se ela não estivesse tão certa de que Claude não a amava se jogaria nos braços dele ali, naquele instante...


Rosa: O que você queria?


Claude: Vem até minha sala... Falou pegando no braço de Rosa e se encaminhando pra sala dele.


Rosa: Por que você me mandou vir aqui??


Claude: A gente precisa conversar...


Rosa: Claude, as contas da empresa estão em seu nome também, acho que não tinha necessidade de me chamar aqui...


Claude: Quem foi que falou em conta da empresa?


Rosa: Você falou que precisava de mim aqui na construtora.


Claude: Porque tenho te ligado e você não atende... Ai achei que falando assim você viria.


Rosa: O que você quer?


Claude: Conversar, esclarecer as coisas... Rosa eu nunca faria nada pra te magoar... Falou ele tentando se aproximar dela.


Rosa: Claude, por favor, eu sei que você não fez por mal, mas não faça mais isso, não confunda as coisas, você não me ama isso ficou bem claro pra mim...


Claude: Non fala isso, aquela noite significou muito pra mim você é minha mulher.


Rosa: Não sou não, fui sua esposa porque você precisava, não precisa se culpar por nada Claude, você sempre me disse as condições desse casamento.


Claude: Você tá arrependida de ter se casado comigo?


Rosa: Não... Acho que faria tudo de novo, eu sempre quis te ajudar, te ver feliz... Ela fez uma pausa e respirou fundo e disse... Você não tem culpa que eu tenha me apaixonado por você...


Claude sorri com a declaração de sua esposa, uma alegria imensa toma conta de seu ser... Ele se aproxima dela...


Claude: Mon Die Rosa que saudades que eu tô de você... Disse ele segurando-a pela cintura...


Rosa: Para Claude... Disse tão envolvida pelo toque de seu marido.


Claude: Non... Non me peça pra parar, eu sei que você também tá com saudade de mim... Disse isso e a beijou com impetuosidade...


Depois de quase sem fôlego Rosa tenta sair dos braços do marido, mas é inútil, Claude a beija novamente.


Agarrando seus cabelos, conduzindo o beijo com determinação. Rosa não resiste e o abraça, Claude aproveita esse momento e a ergue, a segura pelos glúteos e a leva até a mesa de reunião...


Rosa: Para com isso Claude, é loucura, pode entrar alguém.


Claude: Eu não resisto a você meu amor, também nem quero, eu quero você assim exatamente desse jeitin, se entrega pra mim, por favor, eu preciso de você... Suplicou ele no ouvido dela, deslizando sua língua quente pelo pescoço dela, Rosa já não tinha mais forças pra resistir, queria sair dali, mas corpo  não obedecia...


Claude viu a resistência dela e foi ousado começou a desabotoar os primeiros botões da blusa dela...


Rosa respirava ofegante com a cabeça baixa vendo como Claude tomava conta da situação...


O francês beijava seu pescoço e vendo a lingerie de renda que Rosa trajava, não resistiu e acariciou os seios dela, ainda protegidos pelo fino tecido da seda e com rendas nas pontas, contornando e deixando os seios dela, ainda mais lindo do que já eram...


Rosa jogou a cabeça pra trás num movimento desesperado e deixou escapar um gemido sensual da garganta...


Claude sorriu e viu que mesmo que ela quisesse, não poderia mais voltar atrás... Ele afastou as alças do sutiã com delicadeza sem deixar de beijar a pele macia de sua esposa e assim expôs o par de seios que na opinião dele, eram os mais lindo que já vira em toda sua vida...


Os tocou como se fossem duas joias raras, com cuidado ele passou o polegar pelos mamilos rosados, fazendo com que ficassem eriçados, vendo aquilo, ele não se censurou, levou seus lábios até um deles e fez uma leve caricia com a ponta da língua.


Rosa soltou outro gemido, se apoiou na mesa colocando as duas mãos pra trás numa entrega total, de seu corpo ao seu amado.


Claude não parava de torturá-la, ele podia sentir as batidas aceleradas do coração dela, seu peito subia e descia freneticamente...


Ele aspirava o perfume dela, enlouquecido pelo desejo e movido pelo amor, Claude levanta o olhar pra encosta no rosto dela, chamando a atenção que ele precisava naquele momento...


Rosa olha pra ele com o olhar de puro desejo Claude acaricia seu rosto e embrenha seus dedos nos cabelos sedosos dela e a puxa para um beijo urgente...


Os dois se beijam com um misto de paixão e desejo, Rosa não aguentava mais esperar para ser dele novamente, o abraçou com força o puxando para junto dela, enquanto que ele levantava sua saia com maestria, procurando dar carícias mais ousadas a sua amada.


Rosa: Claude?? Claude??


Voz da consciência: Acorda seu tarado, acordaaaa... Gritava a consciência de Claude o despertando de um sonho que tivera, no instante que Rosa disse que não se arrependera de ter se casado com ele... Mon Die você é um tarado, tire esse sorrisinho dessa cara deslavada... Falava a consciência, mas Claude não conseguia parar de sorrir..


Rosa: CLAUDEEEEE!!! Gritou Rosa indignada, por estar expondo seus sentimentos e ele estar rindo dela.


Claude: Ham?? Murmurou ele ainda em estado de graça, pelo sonho que teve acordado.


Rosa: Claude você não muda mesmo né? Eu aqui expondo meus sentimentos pra você e você aí deve tá se divertindo muito comigo não é!! Falou ela furiosa saindo da sala.


Claude acordou quando a viu saindo.


Claude: Rosa?? Rosa?? Cherry volta aqui ham... Disse Claude correndo atrás dela, mas Rosa foi mais rápida e entrou no elevador, deixando ele pra trás, aos cuidados das vistas curiosas dos seus funcionários... Claude se recompôs e ajeitando sua gravata e disse... O que vocês estão olhando ham? Voltem ao trabalho... Disse ele irritado.


Mais tarde Rosa chegou em casa irritada, jogando sua bolsa no sofá e indo pegar um copo de água na geladeira...


Sua mãe que a conhecia muito bem percebeu que ela estava nervosa...


Amália: O que foi filha??


Rosa: O que a senhora acha hein?  Aquele francês farabuto que me tira do sério... Falou ela tomando um gole de água, pra vê se acalmava.


Amália: Mas o que aconteceu? Porque você tá assim tão nervosa?


Rosa: Melhor a senhora nem saber... Falou brava e saiu dali indo pro seu quarto.


O dia se arrastou e Claude já não tinha animo pro trabalho, foi pra casa mais cedo, quando chegou la encontrou Brigitte na sala o esperando..


Brigitte: Filho que bom que você chegou mais cedo, precisava conversar com você... Disse Brigitte indo ao encontro do filho.


Claude: Maman, o meu dia foi terrível hoje, da pra deixar essa conversa pra outro dia... Falou ele desanimado.


Brigitte: Meu filho eu sei que você tá sofrendo...


Claude: Maman você non sabe nada de mim...


Brigitte: É realmente o que você pensa?


Claude: Claire!! Você non viveu comigo, não sabe nada de mim, Dadi me conhece muito mais do que você.


Brigitte: Você acredita mesmo nisso que você tá falando né? Saiba que por mais que eu não tenha convivido com você eu te conheço mais do que qualquer pessoa nessa vida, Dadi conviveu mais com você, mas não se esquece que eu te conheço mesmo antes de você nascer, quando você estava aqui oh... Diz Brigitte colocando a mão sobre seu ventre.


Claude: Bobagem...


Brigitte: Não é bobagem, eu sei cada sentimento seu desde que você passou a se mexer na minha barriga, sabe que você me acordava a noite chutando minha barriga eu sentava na cama e conversava com você, parecia que você queria escutar a minha voz aí você se acalmava e eu conseguia dormir de novo... Falou ela emocionada, conseguindo derreter o coração do francês.


Claude: Maman, por favor...


Brigitte: Ma petit vai atrás da sua mulher, eu aposto que ela tá sofrendo tanto quanto você...


Claude: Ela me pediu que não fosse atrás dela...


Brigitte: Vocês homens não conhecem mesmo as mulheres, quando dizemos que não queremos que vocês venham nos procurar na verdade estamos esperando que vocês façam exatamente isso.


Claude: Maman eu preciso dar um tempo pra que ela pense, deixar ela pensar...


Brigitte: Deixar ela sentir saudades de você né?


Claude baixou a cabeça e pensou que era exatamente isso que ele estava fazendo...


Brigitte: Meu filho não precisa, olha pra você faz uma semana que a Rosa saiu de casa e a sua aparência tá péssima, eu conheço a Rosa ela ta igual a você abatida, morrendo de saudades de você ela te ama então não tem porque ficar esperando, vai logo atrás dela...


Claude: Eu a vi hoje... Falou ele com meio sorriso.


Brigitte: Ah é? Perguntou ela ansiosa pela resposta...


Claude: Ahan...


Brigitte: O que você sentiu quando a viu?


Claude: Vontade de abraçar, de beijar, de trazê-la aqui pra casa e não deixar ela nunca mais sair de perto de mim... Falou ele suspirando imaginando Rosa em seus braços.


Brigitte sorriu aliviada, pelo filho estar dividindo com ela um sentimento tão importante como esse que ele esta sentindo pela esposa...


Brigitte ficou mais emocionada...


Claude: Quii quii foi?? Vai chorar agora??


Brigitte: Por que não pode?? Perguntou ela com os olhos brilhando pelas lágrimas.


Claude: Acho que nunca te vi chorar...


Brigitte: Claude... Me perdoa meu filho.. Me perdoa pelo tempo precioso que perdi longe de você... Falou ela se entregando as lágrimas.


Claude: Perdoo, se você conseguir me perdoar também, pelas besteiras que eu falo... Falou ele emocionado também.


Brigitte toma a iniciativa de abraçar Claude, os dois ficam um tempo abraçados...


Brigitte: Que mãe não perdoa seu filho ham??


Os dois tornaram a se abraçar e ela disse...


Brigitte: Eu só quero o seu bem, agora que você deve estar mais aliviado, porque era isso meu filho que tava faltando.


Claude: Isso o que?


Brigitte: Você admitir que ama sua esposa, que ela é a mulher de sua vida...


Claude sorri discretamente...


Brigitte: Claude a Rosa é uma mulher apaixonada e como toda mulher apaixonada ela que ser amada, vá atrás da sua esposa e mostre pra ela o quanto você a ama.


Claude: Mas ela tá muito magoada com tudo aquilo que eu disse, ela não vai me perdoar... Diz Claude com os olhos vermelhos.


Brigitte: Quem ama perdoa meu filho, ela te ama tanto...


Claude: Eu sei e é issi qui tá me matando eu sei que ela me ama e eu só a fiz sofrer eu non tinha esse direito a Rosa non merecia o que eu a fiz passar... Diz Claude chorando.


Brigitte: Ow ma petit vem aqui com a maman... Diz Brigitte e abraça o filho que chorava como uma criança.


Claude: Ela non merecia isso eu non tinha o direito de ter magoado a Rosa assim...


Brigitte: Claude todos nós na vida em alguns momentos cometemos erros, uns até cometem mais do que outros, você acha que eu nunca me culpei por ter deixado você com seu pai? Mas naquele momento da minha vida eu acreditava que era o melhor pra você, eu sempre tive esse espirito aventureiro e você desde pequeno sempre teve o jeito do seu pai...


Claude escuta as palavras de sua mãe e deixa as lágrimas correrem por seu rosto e Brigitte continua a falar...


Brigitte: Hoje eu vejo que mesmo com essa minha vida de aventuras o melhor pra você teria sido ficar ao meu lado, eu tinha tantas coisas que gostaria de ter te ensinado sobre a vida, mas eu me enganei achando que a comodidade e a segurança da casa do seu pai fosse ser o melhor pra você meu filho me desculpa...


Claude: Maman eu senti tanto a sua falta...


Brigitte: Eu também mon petit, saiba que nem um dia da minha vida eu deixei de pensar em você, eu sempre te amei e agora que você está passando por essa fase ruim com Rosa eu agradeço de poder estar aqui e te apoiar, quando você precisa por isso mon amour eu te peço não cometa erros que você pode se arrepender depois como sua maman procure a Rosa e diga a ela o quanto você a ama...


Claude: Ela non quer me ver...


Brigitte: Ela quer sim, mais do que isso ela está esperando que você vá atrás dela, meu filho não deixe que uma coisa tão pequena acabe com um amor tão grande como o de vocês, vai falar com ela e mostre a ela o quanto ela é amada por você, faz uma loucura de amor por sua esposa.


Claude: Maman eu non sei fazer essas coisas e o que eu faria ham...


Brigitte: Ta vendo eu devia ter te levado comigo, se você tivesse convivido com meu marido mexicano você saberia o que fazer, ele era ótimo pra essas coisas...


Claude: Maman... Por favor, ham... Falou Claude envergonhado.


Brigitte: Que isso meu filho, você tem que se soltar fazer uma coisa que Rosa se impressione, uma coisa que nunca passe pela cabeça dela que um dia você poderia fazer...


Claude: Mas o que?


Brigitte: Mon Die não sei... Brigitte ficou um tempo parada pensando como podia ajudar seu filho... Uma vez o meu marido numero dois me mandou uma cesta linda... Falou ela se lembrando da ocasião.


Claude: Hahaha... E a senhora acha que uma cesta vai impressionar aquele furacon em forma de mulher??


Brigitte: A que eu ganhei eu adorei... Falou ela sorrindo.


Claude: O que tinha nessa cesta de tão incrível??


Brigitte: Brinquedinhos...


Claude: Como assim?? Perguntou ele confuso... O que senhora tá querendo dizer?? Que preciso mandar um brinquedin pra Rosa?? Falou ele rindo.


Brigitte: Não seja bobo meu filho, os brinquedos que tinham nessa cesta era pra uma brincadeira muito prazerosa.


Claude: Maman...


Brigitte: Verdade meu filho, a brincadeira do amor, tinha algema, chicote, luvas mascara, ele fez eu vestir tudo isso pra ele, eu o prendi na cama e comecei a castigá-lo, porque ele foi um menino muito mau...


Claude: Maman, por favor, ham não quero saber dos detalhes de sua vida sexual, com seus maridos ham me respeite, por favor...


Brigitte: E desde quando brincar de amor é falta de respeito ma petit... Falou ela sorrindo.


Claude: Chega maman, me poupe de suas perversons ham?? Rosa não é desse tipo de mulher, eu posso até imaginar a cara de Dom Giovanni recebendo do entregador uma cesta pervertida dessas, mon Die maman, quer matar o velho??


Brigitte: Kkkkk, é verdade eu não tinha pensado nesse detalhe. Tem também aquele sheik árabe que foi meu marido numero quatro, ele também me levou a loucura ham...


Claude: Non... Muito obrigado ham, deixa que eu resolvo isso... Falou ele revirando os olhos com as ideias malucas da mãe dele.


Brigitte: Está bem, só queria te dar umas ideias, mas saiba que você tem pouco tempo, Rosa é uma pessoa determinada, se ela colocar na cabeça que não vai voltar pra você , ela não volta, por isso você tem que agir rápido, antes que ela perca de vez o interesse por você... Falou deixando Claude apavorado.


Claude: Você acha que ela vai me perdoar?


Brigitte: Claro que vai, meu filho ela te ama muito ela só precisa saber que você a ama também...


Claude escuta as palavras de sua mãe e fica pensando o que ele poderia fazer pra mostrar a Rosa o quanto ele a ama.


Mais tarde Claude rolava na cama e do outro lado da cidade, uma italianinha também fritava em sua cama...


Terezinha: Que foi Fina?


Rosa: Nada Terezinha dorme...  Falou ela se virando pro outro lado.


Na casa de Claude, ele não parava de pensar no que sua mãe havia dito o que será que ele precisava fazer pra convencer Rosa a voltar pra ele...


Claude: Mon Die, me ajuda ham, como vou fazer ela acreditar que eu a amo... Admitiu ele... Os olhos dele brilhavam com a luz da lua que entrava pela imensa janela do quarto dele, o francês passava as mãos onde um dia foi lugar de sua mulher dormir, cheirou o travesseiro dela fechando os olhos pra poder sentir a presença dela ali...


De repente ele se levanta pega o seu roupão e sai do quarto... CONTINUA... RSRSRS...